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| | Arquivo X do Golpe (volume 1) Por Chico Nader, Morgana White e Alberto Salvador 22/06/2005 às 04:41 Entenda a crise do governo atual e veja como estão querendo dar um golpe de Estado. Arquivo X do Golpe (volume 1)
Como PSDB, Veja & CIA articulam segundo golpe de estado em sete anos. Uma história de assassinatos, corrupção, abuso de menores e roubo.
Como ocorre ciclicamente, inicia-se a fase final de mais um golpe de Estado na América Latina, desta vez destinado a depor o presidente Luís Inácio Lula da Silva, legitimamente eleito pelo povo brasileiro.
A exemplo do que ocorreu no Chile, em 1973, os neoliberais da elite pseudo-intelectual, os donos de latifúndios, os empresários da ?imprensa? falida e os serviços de inteligência norte-americanos, preparam a derrubada do ex-metalúrgico Lula.
Os métodos do golpe, entretanto, se sofisticaram. Se Allende foi assassinado por projéteis de fogo, Lula está sendo envenenado por uma bem estudada campanha de desqualificação. Curiosamente, os ?crimes? que lhe são atribuídos constituem-se em práticas criadas e mantidas por seus próprios inimigos.
O grupo de ataque ao governo foi apelidado de Grupo Rio. Não se trata de uma homenagem ao Estado, mas de uma referência à Rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, residência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O luxuoso e requintado apartamento foi palco das primeiras reuniões que traçaram a estratégia para o golpe de Estado. Na primeira assembléia, reuniram-se 13 pessoas. Na segunda, foram 19, incluindo um norte-americano que chegou num carro do consulado dos EUA em São Paulo. Depois do encontro, vários seguiram para uma casa de prazeres eróticos na Avenida Bandeirantes, nas imediações do aeroporto de Congonhas.
Em Português trôpego, o tal ?gringo? teria falado mais sobre o presidente venezuelano Chavez do que sobre o plano para apear Lula do poder. A frase paradigmática de FHC neste dia teria sido: ?É preciso paciência para desequilibrar, aos poucos; arrancar cada dedinho do pé do sátiro?. Alguns bateram palmas para aplaudir a frase mal construída, mas que definia o projeto de ação do grupo, que FHC (pretendendo-se galhofeiro) preferiu chamar de ?célula Sorbonne?. Aliás, quando regado a bom vinho, o ex-presidente adora atribuir apelidos a seus desafetos: José Sarney é o ?Morsa?, Itamar é o ?Costinha? e Ciro Gomes é o ?Parasita?.
Decidiu-se que tanques e canhões seriam substituídos por papel impresso e telas iluminadas. Poderosos senhores da comunicação foram chamados a integrar o grupo. Nessa época, o setor já vivia uma grave crise, com empresas atoladas em dívidas com bancos, à beira da insolvência. Os que não haviam se arrumado com o novo governo, tinham a chance de receber polpudas contribuições de apoiadores externos. Os aliados de primeira hora foram Roberto Civita, da Editora Abril, e a chamada banda podre da família Mesquita, os descendentes de Ruy Mesquita.
O falido e o ladrão doméstico
A idéia era destacar o clã Mesquita para uma luta prévia, destinada a desacreditar a prefeita Marta Suplicy. Os jornais da casa deveriam criar ?pautas? para que o resto da imprensa corroesse a popularidade da prefeita. O projeto era fincar a bandeira do Grupo Rio em São Paulo a partir da eleição de José Serra.
Civita teria como incumbência fomentar uma ação nacional por meio da revista Veja. Civita e FHC mantêm antiga amizade. O grupo do ex-presidente ajudou a criar o modelo de ideologia que é propagada pela revista, uma colorida e didática cartilha neoliberal. Civita é conhecido por sua língua afiada e descontrolada. Certa vez, numa reunião com executivos do grupo, chamou Pelé de ?negrinho do pastoreio?. Em outra ocasião, disse que a ex-ministra Erundina era ?uma gabirua que fedia a merda?.
As histórias de Veja misturam roteiros de filmes sobre a Máfia com bizarrias hard-core. Durante muitos anos, o feitor de Civita em Veja foi o truculento Eduardo Oinegue Faro, uma espécie de Jason Blair brasileiro, capaz de ?fazer (ou inventar) qualquer negócio?, seja para vender revista ou para destruir uma personalidade pública. Exagerado em suas doses, Oinegue foi transferido para a revista Exame. Há poucos meses, o ?padrinho Civita? sofreu ao saber que seu pupilo o estava roubando, exatamente conforme nos roteiros dos filmes sobre a Cosa Nostra. Oinegue Faro estava embolsando mais de um milhão de Reais em negócios inescrupulosos com um lobista. Triste fim para uma história de confiança na ?famiglia?.
O jornalista que tinha um ?pepino? a resolver
O redator-chefe de Veja é outro protagonista de casos escabrosos. Depressivo crônico, tem fixação doentia pelo tema solidão. Vítima de impulsos suicidas, julga-se inferior e não devidamente reconhecido. Parte de sua conduta patológica gerou um livro interessante e revelador: o Antinarciso. Certa manhã, a secretária de Veja recebeu um telefonema insólito de Sabino, que estava num hotel fubango no centro de São Paulo. A dedicada funcionária teve de se desdobrar para encontrar um proctologista do hospital Albert Einstein. Foram três horas de angústia até que o especialista chegasse ao quarto 62. Quem quiser, pode checar. Mais uma eternidade até que o enorme pepino pudesse ser extraído do reto do jornalista.
Assassino pago em ouro
No caso do Grupo Estado, é de se admirar que a família tenha recorrido aos serviços de consultoria de um ex-funcionário para desenvolver seu plano de ação. O escolhido foi Antonio Marcos Pimenta Neves, ex-chefão do jornal O Estado, amante rejeitado que, em 2000, assassinou a ex-namorada, a também jornalista Sandra Gomide. Por quê? Porque Pimenta Neves sempre manteve uma relação de amizade com Fernando Henrique Cardoso. Aliás, o crime aconteceu exatamente em Ibiúna, município a 70 quilômetros de São Paulo, onde o ex-presidente tem uma de suas casas de campo.
Violador de crianças
Entre os articuladores políticos do golpe, a liderança da tropa de choque coube ao senador amazonense Arthur Virgílio, um homem que se confessa atraído pelo submundo. Virgílio é um alegre freqüentador de bordéis e tem queda por ?carnes novas?. O líder do PSDB foi o carrasco da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Graças a sua dedicada (e desesperada) atuação, o vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PFL), escapou da Justiça.
Os relatórios da comissão mostravam que Aziz era também cliente de uma rede de prostituição envolvendo adolescentes de até 16 anos. Em Manaus, o comparsa de Virgílio participava de um esquema de aliciamento de menores com a conhecida cafetina Cris. Os depoimentos da CPI traziam o depoimento de uma mãe que comprovava a exploração sexual de sua filha de 14 anos. Na época, Virgílio tentou negar que também tivesse presenteado a menina com jóias e dinheiro.
Espancador de mulheres
No Grupo do Rio, a alta intelectualidade está representada também por José Arthur Gianotti, uma espécie de Maquiavel tupinambá, cuja função é fornecer ao amigo FHC pílulas filosóficas que previnam contra eventuais crises de consciência. Gianotti é o homem das éticas relativas, o dourador de fins que justifiquem qualquer meio ignominioso de busca do poder. Homem de estresses e ego inflado, é daqueles que não admitem refutações, características conhecidas de seus ?colegas? de Universidade de São Paulo. Anos atrás, durante um debate com a esposa, irritou-se e a espancou. A mulher acabou perdendo parcialmente a audição de um ouvido. De suas histórias escabrosas, esta é a que mais se ouve nos corredores da USP.
Favores sexuais garantem promoção
Vale dizer que o Grupo do Rio ganhou um poderoso membro, antes relutante. Trata-se do new-brain-playboy Otávio Frias Filho, um homem amargurado porque é visto como um ?riquinho? e não como o intelectual vanguardista que julga ser. Nas últimas semanas, foi incumbido de gerar uma bomba. Depois de muito raciocinar, resolveu requentar uma denúncia publicada meses atrás pelo Jornal do Brasil. A reportagem precisava ser muito bem conduzida, a fim de que as frases certas fossem arrancadas do Sr. Roberto Jefferson. Dois jornalistas da Folha recusaram o serviço sujo.
Então, Frias Filho resolveu recorrer ao comércio doméstico. A repórter Renata Lo Prete (conhecida como Renatardada por alguns colegas) ganhou várias promoções às custas dos especializados serviços sexuais prestados a Frias Filho. Assim, a ?namoradinha do chefe? subiu na carreira, apesar de suas evidentes limitações intelectuais. Lo Prete foi fiel a seus princípios e produziu o petardo contra o governo.
Cuspindo o filho bastardo
O Grupo Rio é, pelo menos, coerente. Reúne a malta brasileira em seu estado mais puro, pessoas de ?bem? com a vida, endinheiradas e sem culpa. O guru Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não se lamenta de expulsar para o exílio seu filho bastardo, resultado de uma relação adúltera com a jornalista Miriam Dutra. ?Ela cheirava a cavala, e não resisti?, confessou certa vez a um amigo.
Logicamente, quase tudo que é relatado neste texto é de conhecimento da imprensa brasileira. No entanto, os escândalos da era FHC foram sempre devidamente varridos para debaixo do tapete. As denúncias de fraudes do caso Sivam foram abafadas pelo governo e pelos barões da imprensa. O mesmo ocorreu com os casos de suborno contidos na chamada Pasta Rosa. O então Procurador-Geral, Geraldo Brindeiro, recorreu ao jeitinho brasileiro para engavetar as denúncias. Agora, o que mais espanta foi a complacência da imprensa com a compra de votos para a mudança da Constituição que permitiu a reeleição de FHC. João Maia e Ronivon Santiago, Zila Bezerra, Osmir Lima e Chicão Brígido eram apenas a ponta do iceberg de um gigantesco sistema de corrupção gerenciado pelo PSDB.
Como sempre, a imprensa diminuiu a importância dos fatos, na mesma medida em que exagera qualquer irregularidade no governo Lula.
Como comprar um jornalista a preço de banana
Em todas essas ações, a CIA deu total apoio a seus parceiros do governo tucano (o governo do Apagão), inclusive com municiamento financeiro. Jornalistas e políticos foram comprados em verdadeiras operações de guerra, numa reedição das PP e Kukage, nas quais as ações jamais são atribuídas ao governo norte-americano, mas a outros grupos ou instituições. Muitas dessas ações são tão escancaradas que não exigem qualquer sigilo, conforme admite o ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Costa, em suas entrevistas a Carta Capital. As sedes do poder, em Brasília, estão grampeadas e os Estados Unidos monitoram o Brasil 24 por dia.
Um bilhete deixado na mesa de reunião do Grupo Rio estampava uma lista de formadores de opinião que deveriam ser convencidos a receber ?suporte? do grupo externo. Alguns dos 31 (sobre) nomes eram: Rodrigues, Noblat, Gancia, Carmo, Fibe, Nunes, Alencar, Casoy, Marques, Schwartsman e Cony. A base para as ações de flerte seriam fornecidas pelos senhores Mac-Laughlin , Wilkinson e Rohter.
A farsa de Maurício Marinho
Nem o mais ingênuo dos corruptos recebe pagamentos em sua sala de trabalho, em bolos semelhantes àqueles manuseados por donos de postos de gasolina. Maurício Marinho, que é esperto demais, vendeu-se como ator e não como facilitador. Afinal, a ?bola? é pequena demais para quem corre tanto risco.
Depois que a poeira baixar, MM certamente vai desfrutar de seu verdadeiro butim. Quem vê a fita com atenção, percebe que os atores estão mal treinados. Assassinato de Luis Eduardo Magalhães: o primeiro golpe de Estado do Grupo Rio ? 1998
O Grupo Rio não estava oficialmente constituído naquela época, mas seu núcleo duro já existia. À época, estava morrendo o velho ?Serjão?, gerente de todo o sistema de corrupção e coleta de propinas do PSDB. Simultaneamente, uma nova estrela despontava no firmamento político: Luís Eduardo Magalhães. Segundo os analistas do governo, LEM tendia a se tornar um candidato imbatível nas eleições presidenciais. Além disso, o deputado confessara a amigos que no momento certo desbarataria a quadrilha que disseminava a corrupção por Brasília.
Morto ?Serjão?, temeu-se que LEM desencadeasse uma pronta ação de limpeza no legislativo. Nesse momento, a articulação entre o governo e seus parceiros externos mostrou-se eficaz. A ?inoculação? teria ocorrido, morbidamente, durante os serviços fúnebres do corruptor-mor. Os requintes da operação incluíram a prescrição de uma dose que permitisse a morte num 21 de Abril. A sofisticação simbólica tinha um motivo: uma assinatura sinistra. O serviço de assassinato encomendado a Newton Cruz por Maluf, em 1985, fora repassado a outro grupo. Tancredo Neves, assassinado, viria a morrer também num 21 de abril.
Uma semana depois da morte de Magalhães, um repórter de Veja em Brasília encontrou-se sigilosamente com um médico do Hospital Santa Lucia. O profissional admitiu que substâncias estranhas tinham sido encontradas no corpo do deputado. Depois de quinze dias, um laboratório do Rio de Janeiro analisou uma amostra enviada pela sucursal da revista. Sabe-se hoje que se tratava de um tipo de TCDD, um tetraclorodibenzeno-p-dioxina (Tetrachlorodibenzo-p-dioxin).
Esse veneno foi desenvolvido pelos russos, tempos atrás, e a divulgação de sua fórmula faz parte dos acordos de cooperação entre a CIA e os serviços de informação que sobraram da antiga KGB. Os espiões conhecem o produto como resultado das pesquisas do Laboratory N. 12. Variações da fórmula mataram Wolfgang Salus, em 1957, e Lev Rebet, também naquele ano. A chamada Kamera produziu também a arma química indetectável que matou Georgi Markov, em 1978. Boa parte dos segredos foi passada aos americanos por Oleg Kalugin, ex-KGB, que hoje vive nos Estados Unidos.
Um repórter e um editor de Veja levantaram a maior parte dos fatos e preparavam uma edição-bomba para o final de maio. Roberto Civita mandou engavetar a reportagem, segundo se sabe, a pedido de seus amigos no Palácio do Planalto.
Nos anos seguintes, a maior parte das pessoas que tiveram contato com LEM na UTI foram afastadas do Hospital Santa Lucia. Todos os fatos são facilmente comprováveis. Vale como pauta para os jornalistas de verdade.
· Vale ressaltar que por motivos incertos, o Grupo Rio jamais contou com o apoio das Organizações Globo. · Agradecemos o apoio anônimo de um empresário gaúcho e de um político, sem os quais seria impossível a produção deste texto.
Chico Nader, Morgana White e Alberto Salvador, com colaboradores. JIBRA ? Jornalistas Independentes do Brasil - LONDON UK
URL:: http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-ssa/2005-June/0607-mm.html >>Adicione um comentário Mas é muita cara de pau das esquerdas mesmo de querer classificar a atual investigação de seus podres como golpe . A situação atual não passa de um conto da carrochinha comparado a postura das esquerdas nos ultimos 10 anos no Brasil .Mentiram, difamaram, bloquearam, desrespeitaram , fizerma de tudo visando unicamente o poder . E agora que se agarram as tetas do poder com sofregidão e gula, chama de golpista que denuncia sua postura anti ética , seus podres e suas mentiras . Golpe foi em Cuba , na Venezuela . O resto é mentira e deturpação de quem foi pego com a boca na botija . Bando de mentirosos sem moral . FORA.  | Uma evidencia do parcialismo e da mentira deslavada dos autores do texto , é que , a queda de Allende foi pedida pelo povo Chileno em 1973 , através de uma marcha de protesto de mais de 1 milhão de cidadões em Santiago que pediam a retirada do mesmo do poder , uma vez que ele não cumpriu o que prometera quando do acordo para a sua posse como presidente : Não respeitou a consituição , destituiu Juízes , tirou poderes do congresso , não respeitou as leis vigentes , instiuiu a censura e todas as mazelas já conhecidas nas ditaduras de esquerda . Morreu resistindo no poder , ao lado de guerrilheiros Cubanos e Angolanos importados para espalhar o terror naquele país . Levou mais de 20 anos para o Chile recuperara sua economia em frangalhos pelos atos do Ditador Allende . O resto do texto é tão absurdo e infantil como aqueles absurdos que diziam que os EUA jogavam ratos com tifo de aviões no Iraque para matar a população local . Tem de ser muito imbecil para escrever uma asneira dessas .  | Ótimo texto, traduz com exatidão a politicagem em nível internacional. Como sempre, já existem comentários tentando desqualificar o texto, usando de argumentos falaciosos (Allende foi deposto pelo povo: que piada de mal gosto). Acho que a imprensa tem a oportunidade histórica de trazer a verdade à tona. Aliás, sou contra o jornalismo de opinião que se pratica no Brasil, os jornalistas tem mais compromisso com o seu bolso e a sua visão política do que com a verdade dos fatos. A revista Veja é pura propaganda política de um grupo ideológico, parece material de campanha, há anos que essa revista perdeu a credibilidade, mas é mantida como instrumento de propaganda. No Brasil ( e no mundo ) vemos que as instituições de poder de um estado democrático de direito se dividem basicamente em quatro principais: Executivo (se elegem os representantes através do voto direto); Legislativo (também o voto direto); Judiciário (concurso público) e Mídia Jornalística (sem qualquer controle por parte do povo). Essa é a nossa realidade, infelizmente quando alguém tenta fazer algo para mudá-la vira Jeus Cristo e vai para a cruz, porém é noticiado como "A justa morte de Judas". O ideal é acreditar na vida após a morte e crer que essas pessoas mal intencionadas receberão seu pagamento divino indo pro inferno. Até lá boicote às mídias perversas, abaixo o corporativismo jornalístico e salve-se quem puder.
Ass. anônimo (posso ser assassinado)  | Rapaz , se liga mané, pagou o mico á toa cara . Recomendo que voce estude a história do governo Allende através da literatura isenta e imparcial . Quem sabe aí voce aprenda que , por mais que a tua cabeçinha esteja cheia de minhoquinhas vermelinhas , não tem como negar os fatos históricos . Allende foi sim, deposto pelo exército , depois de uma das maiores marchas da história do Chile , na qual a população exigia a saída do ditador esquerdista . Sim mas e o Jefférson, não vai ser cassado? Será que é obrigado o Povo caçar aquela coisa nojenta?  | Fora Lula? Que estória é essa? Os caras passados quinhentos anos mamando, e na hora que o Lula apoja nas tetas vocês querem tirar o home? Não é justo desmamá-lo agora, o bezerro é recém-nascido Vamos ver. Vocês vão mamar é na cadeia.
Vai à Luta, Lula Cazuza
Eu li teu nome num cartaz Com letras de néon e tudo Ano passado diriam Que eu tava maluco
O pessoal gosta de escrachar De ver a gente por baixo Pra depois aconselhar Dizer o que é certo e errado
Eu te avisei: "Vai à luta Marca teu ponto na justa" Eu te avisei: "Vai à luta Marca teu ponto na justa O resto deixa pra lá Deixa pra lá Deixa pra lá"
Você ouviu, mas fingiu Que não tinha ouvido nada Armou de boca calada E agora se deu bem
Passa toda deslumbrada Sem um tostão pra me emprestar Com um cordão de puxa-sacos Pra te paparicar
Eu te avisei: "Vai à luta Marca teu ponto na justa" Eu te avisei: "Vai à luta Marca teu ponto na justa O resto deixa pra lá Deixa pra lá Deixa pra lá"
Te avisei: "Vai à luta" Porque "os fãs de hoje São os linchadores de amanhã"
Ouça me bem antilulista, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões à pó.  | As fronteiras foram mudando ao longo do tempo, tendo o Chile perdido território para lá dos Andes, mas também tendo ganho a norte, na Guerra do Pacífico entre 1879 e 1883, ao Perú e à Bolívia, e a sul, a Patagónia até à Terra do Fogo. Desde então o Chile viveu em tranquilidade e estabilidade política através da democracia parlamentar. Em 1970 foi eleito para presidente Salvador Allende. Com as suas idéias socialistas para a economia, incluindo nacionalizações e outras tomadas de controlo pelo Estado, iniciou-se alguma hostilidade por parte do governo norte-americano. A tendência comunista do novo governo de Allende, levou a greves e revoltas por iniciativa de sectores de direita da sociedade. Houve inicialmente um golpe de estado falhado e finalmente um outro, extremamente violento e cruel, liderado pelo general Augusto Pinochet em conluio com a CIA. O general governou sob ditadura militar com inúmeros crimes e violações de direitos humanos até 1988 quando ele próprio, confiando na sua popularidade, abriu o regime constitucional a novos partidos democráticos e convocou eleições. Em 1989, Patricio Aylwin foi o primeiro presidente eleito democraticamente depois da ditadura. Em 1970, a CIA não conseguiu impedir no Chile a posse do presidente eleito, o socialista Salvador Allende. Três anos depois, a agência americana articulou o golpe militar do general Augusto Pinochet, que resultou na morte de Allende e no surgimento de uma feroz ditadura. O desarquivamento maciço de documentos americanos sobre o golpe de estado no Chile em 1999 ajudou a esclarecer a responsabilidade de Washington na derrubada de Salvador Allende e na instalação no poder do general Augusto Pinochet. O desarquivamento, depois de um debate de três décadas sobre o papel de Washington no golpe, desenterrou detalhes sobre as operações secretas da CIA no Chile entre 1962 e 1975, primeiro para impedir que Allende fosse eleito, depois para desestabilizar seu governo e finalmente, após o sangrento golpe do dia 11 de setembro de 1973, para apoiar a ditadura de Pinochet, que durou 17 anos. Os documentos da CIA, do Pentágono, do departamento de Estado e do FBI - com desarquivamento solicitado pelo ex-presidente Bill Clinton em 1999 enquanto Pinochet estava preso em Londres a pedido da justiça espanhola - destacam que logo após a eleição de Allende em 1970, o ex-presidente Richard Nixon autorizou o então diretor da CIA, Richard Helms, a minar o governo chileno por temer que este se tornasse uma nova Cuba.
Pro historiadorzinho de araque as últimas palavras de Allende:
Esta será certamente a última oportunidade que terei de falar com vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas de Rádio Magallanes. Minhas palavras não expressam amargura, mas decepção. Que elas sejam um castigo moral para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes titulares, o almirante Merino, que se autoproclamou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general desprezível que só ontem manifestou sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autopromoveu Diretor Geral do Corpo de Fuzileiros.
Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores: Eu não vou renunciar!
Colocado num caminho histórico, pagarei com minha vida a fidelidade do povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser segada definitivamente. Eles têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detêm os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa, e é escrita pelos povos.
Trabalhadores da minha Pátria: Quero agradecê-los por sua constante lealdade, a confiança que depositaram num homem que só foi intérprete de grandes desejos de Justiça, que se comprometeu a respeitar a Constituição e a lei, e assim o fiz.
Neste momento definitivo, o último em que posso me dirigir a vocês, quero que aprendem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação, criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem com sua tradição, que lhes foi ensinada pelo general Schneider e reafirmada pelo comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando reconquistar o poder para continuar defendendo seus lucros e privilégios.
Me dirijo a vocês, principalmente à modesta mulher da nossa terra, à camponesa que acreditou em nós, à mãe que soube da nossa preocupação pelas crianças. Me dirijo aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que sempre trabalharam contra a sedição das corporações profissionais, corporações de classe que também defenderam as vantagens de uma sociedade capitalista.
Me dirijo à juventude, à aqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta. Me dirijo ao homem chileno, o trabalhador incansável, o camponês, o intelectual, aqueles que serão perseguidos, por que no nosso país o fascismo já esteve presente nos atentados terroristas, explodindo as pontes e as vias ferroviárias, e destruindo oleodutos e tubulações de gás, ante o silêncio de quem tinha obrigação de proceder.
Estavam comprometidos. A história os julgará. A Rádio Magallanes será certamente cortada e o metal tranqüilo da minha voz não chegará a vocês. Não importa. Continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto de vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi fiel à Pátria. O povo deve se defender, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar, molestar, nem deve se humilhar.
Trabalhadores da minha Pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens superarão este momento negro e amargo no qual a traição pretende se impor. Fiquem sabendo que, muito mais cedo do que tarde, as grandes alamedas por onde passa o homem livre se abrirão novamente, para construir uma sociedade melhor.
Viva o Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores!
Estas são as minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a deslealdade, a covardia e a traição.  | Logo, me formarei em história e estudo justamente política e ditaduras na América Latina. É simplesmente estarrecedor ver homens que militaram na esquerda terem mudado tanto. FHC se tornou neoliberal aos nossos olhos, a votação da reeleição foi um golpe sem dúvida. Mas dái dizer que ele está de conchavo com a CIA... aí acho que é um pouco demais. Não sei... devemso ponderar. Quanto ao revisionista "Pingo" - que sequer é capaz de assinar o nome (tá com vergonha de quê?) - cuidado com estes pensamentos que a você possam parecer "vanguarda". Daqui a pouco você vai dizer que não houve holocausto porque os alemães queimaram as provas... CUIDADO! Seu pensamento está evidamente colonizado... Enfim, se for muito para sua cabeça... Vai ver um pouquinho de novela... pessoas como você seriam incrivelmente mais inteligentes se fossem limitadas a isso. Ou pelo menos eu ficaria mais tranquila, porque pessoas que pensam distorcendo provas, fatos, documentos... são o maior perigo para a uma humanidade. A falta de memória ou a vil deturpação desta é o maior crime que os seres humanos podem cometer.  | Meu Deus , é uma mistura explosiva de argumentos onfantis , mentiras , parcialismo , limitação cultural e prepotencia . Para as duas capivarinhas carmisn acima , relaciono mais alguns fatos sobre o Chile : Allende não foi eleito por maioria , teve sim, 23% dos votos válidos e, com tal porcentagem , nem ele , nem o restante dos candidatos se elegeria . Foi feito então um acordo, no qual os outros candidatos renunciariam, dando o mandato a Allende , desde que eles se comprometesse a respeitar a constituição Chilena , o Congresso e o Judiciárioo , pois a relidade vista em Cuba assustava . Obvio que ,como todo bom esquerdista , Allende também tinha ogeriza a democracia e ao direito dos outros . O governo comunista do Chile , importou então mais de 5.000 " acessores" Cubanos e Angolanos para ajudar na implementação do governo Allende . Seguiram se então , primeiro uma das reformas agrárias mais violentas da história , com assassinatos em massa de agricultores , torturas e desapropriações violentas . Em seguida , Allende começou o seu ataque às instituições democráticas , amordaçando o congresso,renomeando Juízes e mudando a constituição a força . Obvio que , com a estatização da economia , dos bens e dos meios de produção, em pouco tempo o Chile se encontrava em um estado pré falimentar . Nada produzia , não gerava nenhum recurso , só desemprego , fome e violencia . A partir daí se iniciaram as manifestações populares pedindo a renuncia do ditador Allende , até o golpe militar que o retirou do poder . Desnecessário dizer que , sob o jugo da ditadura militar de pInochte , o país recuperou o seu parque industrial e a agricultura , retomou o crescimento e hoje em dia , principalmente após a adesão a Alca , é o país Latino Americano com os melhores índices de qualidade de vida , o maior PIB , a maior renda per capiuta e assim por diante , por mais que as esquerdas batam os casquinhos e façam de conta que isso não é verdade . Quanto ao envolvimento da CIA no Chile, as duas antinhas acima se comportam como se Cuba e a ex URSS não tivessaem posto um dedo , ou movido uma palha na eleição e no governo de Allende ? É a distorção e a patcialidade cacteristica das esquerdas sobre os fatos . Quanto a Tatiana , ela já começou mal a sua formação profissional , já vem com essa enrolação mentirosa das esquerdas e o seu parcialismo e a má fé fica clara quando ela me chama de covarde por usar um nick e nada fala sobre quem escreveu o comentário antes dela sobre a mesma questão . Tolinha posando de esperta . Baita mico dos dois.  | Só para colocar os 'pingos' no is, quero dizer que, se por um lado, "para quem sabe ler, um pingo é letra", por outro, pode-se dizer que para quem sabe ler a História, este 'pingo' é iletrado.
Vê se vai estudar um pouco, em livros de História de verdade, e não em almanaques do jornal nacional. Talvez assim você compreenda todas as mazelas espalhadas pelo Capital, seus fiéis soldados (EUA) e pelas sórdidas elites que se julgam eleitas e tudo fazem para a manutenção do seu 'padrão de vida'. Pergunte ao povo chileno se os 17 anos de ditadura de direita valeram a caçada a Allende, cujo governo fora democraticamente construído. Aliás, sobre rasgar a constituição, subverter a ordem e eliminar as liberdades individuais, sujeitos como você entendem muito bem, não é? Nós vivemos isso e nem precisamos ir ao Chile.
Enquanto um ativista de esquerda luta pelo bem comum, os patifes reacionários não querem nem saber o que é o bem, muito menos se for comum, a menos que este 'bem' possa ser transformado em cifras e com o qual se possa especular e manipular a vida dos não eleitos.
PT saudações.  | Parece que esses Brazilians espertos descobriram nosso plano de fazer o Presidente deles "sair da vida e entrar para a história". Embora a situação esteja mais para "sair da história (que uma vez teve) e CAIR NA VIDA". Após ler estas denúncias bombásticas sobre a terrível conspiração da elite egoísta que busca macular a figura da suprema autoridade moral de nosso país, só me resta uma dúvida:
Vocês fumaram um daqueles "cigarrinhos esquisitos"? Huahahaha!!! Sendo verdade ou não, o texto provoca uma reflexão sobre quem (ou o que) deixamos influenciar nosso pensamento. Aqueles que se restringem à leitura de certos jornais ou revistas certamente tendenciosos correm riscos de obter informações deturpadas. Porém, não existe tal coisa como uma notícia pura, sem opiniões do autor do texto: a própria escolha do tema do texto já é uma escolha, uma interferência do jornalista/escritor na realidade. Ok. Acho que FHC et caterva não são flor que se cheire. Mas será que esta estória é verdadeira? Que a nossa mídia é maquiavélica e manipuladora é verdade. Mas será que chegariam a tanto? Se for verdade, então somos um bando de idiotas, eternamente manipulados. Qual seria, então a saída?  | O Meu caro Pingo você deve ser um idiota mesmo, tanto ódio, raiva e preconceitos politicos muito comum em fanáticos ou analfabetos políticos, a denúncia não foi feita por nenhum bandido nem muito menos por filiados ao PT ou a qualquer partido de esquerda, e sim por membros do Centro de Mídia Idenpendente, como o nome diz tudo, segundo, ocê tá nervoso porque? agredindo o PT com que moral? acho as denúncias muito graves e devem ser investigadas sim, pois a corrupção não tem prazo de validade? e no FHC se abafou muitos casos e as CPIs que tiveram na epoca foram CPIs desfocalizadas das denuncias de corrupção que açolavam o tucanato, O PSDB abafou e agora tá com medo das investigações que envolvem o tucanato e se não tem nada a temer o porque do medo? quero que investiguem todos o que não ta sendo praticado pela VEJA e por outros orgàos de Imprensa que são sim GOLPISTAS, DIREITISTAS E NEO-LIBERAIS SIM, eu recomendo que vocês pudessem estudar a história do brasil e do mundo, através de ERIC HOBSBAW, NOAM CHOMSKY, FLORESTAN FERNANDES, GYLBERTO FREYRE E OUTROS GRANDES INTELECTUAIS QUE NUNCA SE ESQUECERAM DA ONDE VIERAM E NUNCA PEDIRAM PARA RASGAR A SUA BIOGRAFIA E SEUS LIVROS.  | O texto desse artigo não me surpreende em nada. Ao contrário, apenas confirma o meu pensamento após tantos anos de leitor da revista Veja e de telespectador da Globo. O que me surpreende são duas coisas: a 1a. é por que há tanto jornalista sem coragem de revelar tais fatos ou, pior, com coragem para acobertá-los; 2a. por que há tanto leitor que acha que os tos relatados no referido artigo são mera invenção. No 1o. caso, vemos que existe na mídia brasileira um perfil bastante comum (salvo raras exceções): se repararmos bem, numa revista como a Veja, ou numa televisão como a Globo, não há espaço para discordâncias de opinião entre os jornalistas, principalmente os político-econômicos. Por exemplo, na Veja, está declarada há um bom tempo a "temporada de queda do Lula". Se vc. ler as olunas a respeito do Presidente, todas elas seguem a mesma linha: a de uerer desmoraliá-lo e/ou ridicularizá-lo. Quando se fala do Serra, FHC e cia., todos, por incrívl que parça, também seguem uma mesma linha de opinião: neste caso, a melhor possível para os referidos políticos. Então eu pergunto: que "unanimidade" é essa? Afinal, será que é bom para os leitores esse tipo "pensamento uniforme"? Todos nós já ouvimos que "toda unanimidde é burra", porém nest caso, eu empregaria uma das palavras "subornada", "corrompida", "manipulada", "forjada", etc. Quantos aos leitores incrédulos, eu os lembraria: o caso do avião espião americano apreendido na China, que por sinal, foi devolvido todo desmontado, e a entativa americana de depor o Prsidente venezuelano Hugo Chaves. Todos esse fatos, por incrível que pareç, foi noticiado até pela Globo! Pasmem, até pela Globo! Então por que seria tão incrível, num país como o Brasil, cheio de moventos semelhantes ao longo de sua história de domínio de uma pequena minoria sobre uma esmagadora maioria? Será que essa turma de alienados só vai dar crédito se a Globo ou a Veja publicarem? Ora façam-me o favor! Usem apenas, por alguns instantes, um pouquinho de lógica e de memória acerca desses dois veículos de comunicação. Relembrem que a Veja, por exemplo, já colocou até depoimento de ex-namorada do Lula dizendo que ele queria que ela abortasse.. vcs se lembram disso? Com que interesse ela fez isso? será que no PSDB e no PFL só há "menino bonzinho"? Claro que não!!! Então por que a VEja não faz investigação sobre eles? Sobre os subornos do governo FHC p/ conseguir sua reeleição? Resposta simples: porque não lhes interessa revelar essa verdade!!! Na época da disputa da última eleição presidencial, onde o PSDB ainda não tinha escolhido o seu candidato, já que ainda disputavam o Serra e o Tasso Jereissati, após o ministro da Educação da época (Renato...) ter desistido também de concorrer alegando que o Serra era desleal, a Rede Globo resolveu bater o martelo nessa questão e decidir quem deveria ser o candidato do PSDB: por uma semana, no Jornal Nacional, ela, todos os 5 dias, de 2a. a 6a., falou no escândalo do Bec (banco do estado do Ceará), que comprometia o candidato Tasso. Na 2a. feira seguinte , este anunciou sua desistência. Pronto! A Globo, por um passe de mágica, enterrou o "escândalo do Bec"! Pois é meus amigos, se a gente não tomar as rédeas das nossas decisões procurando a verdade, não devemos ter a menor dúvida, a Globo, a Veja e o resto da TXurma fará por nós!
Flávio  | A falta de conhecimento sobre história latina-americana faz de nós, brasileiros, eternos fantoches. Recomendo Mémoria do Fogo de Eduardo Galeano e o clássico As Veias Abertas da América Latina, se estiverem com ânimo leiam Combate nas trevas A Esquerda Brasileira: das ilusões Perdidas à luta armada de Jacob Gorender. Agora se quiserem ter uma versão do que aconteceu no Governo Allende assistam o documentário Batalha del Chile. Depois de quatro horas de filme verão um dos documetaristas ser morto por um soldado que invade o palácio La Moneda para depor Allende e ao perceber que está sendo filmado mira em direção ao documentarista e atira...Não acredito em imparcialidade dos fatos, mas acredito no poder interpretativo das pessoas. O que quero dizer é que independente deste texto ou não ser coerente o que deve nos importa é a liberdade de discussão, como o sentido de política para os antigos gregos: vida pública disputada pela palavra e não pelo totalitarismo e intolerância, a força e da ganância. Democracia se faz com pluralidade e não com a idéia de termos apenas uma visão dos fatos. Que venham muitos!!!  | O Autor deste texto já procurou um psquiatra? Está doidinho, com mania de perseguição e de complôs. Não serve nem para ficção de 5ª catgoria.  |  | Gostaria de saber de onde esses três "jornalistas" "independentes" tiraram tanta "informação", "criatividade" e "porcaria".
Tramóia de uma golpe de Estado feito por um tal "Grupo do Rio", nome referente à residência de FH? Um dos encontros foi feito em um bordéu? Que eles são responsáveis pelo assassinato de importantes nomes da política nacional, currículo que envolve desde Tancredo até Luiz Edurado Magalhães? Envolvimento da CIA (esses americanos, sempre eles!!).
Esse texto é uma palhaçada sem fim, sem tamanho, sem nenhum prova e ainda por cima MUITO MAL ESCRITO por "jornalistas" da beautiful people londrina. Um texto bobo, cheio de ironias e piadinhas sem graça a nível de 5ª série. Esquerdismo tosco e chique lutando contra os fascistas da social-democracia brasileira. Faça-me rir (e, por favor, atinjam esse nobre objetivo)!!!!
E pior, vocês ainda fazem referência idiotas à vida sexual de alguns dos membros desse terrível grupo, braço político do imperialismo de Washington!! Pedofilia? Pu**ria?? Tenho certeza de quem tramou toda essa rede foi aquela puritana e solteirona da Condoleezza Rice!!
"Jornalistas", por favor: voltem ao Brasil! O resto do planeta não merece a presença de vocês fora de nossas fronteiras, as mesmas que resguardam toneladas desse lixo de pseudo-intelectuais na periferia da humanidade.  | Só pra registro:
Hoje, 20/06/2006, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, foi à Câmara dos Deputados esclarecer denúncias de que teria participado de suposta operação montada pelo ex-ministro Antonio Palocci para acobertar a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Em um dos trechos do seu depoimento, questionado pela oposição do porque ele ainda fazia parte ?deste? governo, ele disse: "Eu sou ministro e me orgulho muito de ser ministro do governo Lula. Me orgulho da atuação do presidente, me orgulho dos números do governo. Me orgulho da distribuição de renda que está sendo feita. Nunca pedi demissão e não vou pedir". Porém, para quem não o ouviu ao vivo pelo rádio e só tomou conhecimento da sua fala através do Jornal Nacional da TV Globo de hoje, teve no mínimo uma informação distorcida, já que esse trecho foi noticiado da seguinte forma: foi colocado o pronunciamento do parlamentar oposicionista que o questionou sobre a sua permanência ?neste? governo. Quando a edição passou para a resposta dele, colocou apenas o seguinte trecho: ?nunca pedi demissão e não vou pedir?. Isso mudou totalmente o sentido do contexto. E quem editou sabia muito bem disso. Não é paranóia e nem partidarismo, isso acabou de acontecer e quem se dispuser a analisar de forma independente, no mínimo vai parar pra pensar no texto ?Arquivo X do Golpe (volume 1)?  | Não acredito que insultos faça com que se acredite mais em uma ou outra pessoa.
Sempre que leio um noticiário eu fico imaginando a quem interessa divulgar esta ou aquela informação.
De forma geral a nossa imprensa não é imparcial e a manipulação de informações, cortes, edições, ocultamentos é uma prática normal, de tal modo a produzir uma matéria conveniente aos interesses nem sempre honestos.
Não me iludo, quem detém informação tem poder e dinheiro e sempre desejará se manter no poder, os meios se justificam pelo fim, como diria um "amigo" de FHC - Maquiavel. Assitam o filme machuca pelo menos, pois é mentira de quem vez o comentário dizendo que o golpe no Chile foi porque o "povo" queria, desde de quando o povo querendo algo consequiu alguma coisa! Porcos capitalistas! Tem que ser muito ignorante pra defender neoliberal. Não vou tirar o mérito dos (in)responsáveis pelo artigo. Vacilaram um pouco em questões históricas, abusaram um pouco dos fetiches, mas como obra ficcional que é, tá valendo! Só um aconselhamento, para dar um pouco mais de bases nessas estórietas, seria interessante um pouco de documentos comprobatórios, mesmo que não oficiais e tal !!! Daria mais emoção, com certeza !!!  | Geraldo Alckimin (ou sorvete de xuxu ?) vive espalhando aos 4 ventos algumas ameaças: Se Lula for reeleito o governo acaba antes de começar... A oposição não dará tregua a Lula..... Coicidência ou não, o texto que informa sobre o Grupo Rio começa a fazer sentido. Só para lembrar, isso é sobre as privatizações: Governo Tucano, Petrobrás ia mudar de nome (lembram ?), aconteceram durante os 8 anos de FHC no poder inumeros desastres ecológicos, inclusive um naufrágio de uma Plataforma (P 36), meu irmão trabalhava lá, sempre dizia que nada poderia acontecer a qualquer plataforma, a menos claro, que fosse sabotagem. Quantos vazamentos de petróleo e desatres ecologicos na Petrobras durante o governo Lula? Nenhum, pelo contrário, plataformas construidas em estaleiros brasileiros gerando empregos e dando autosuficiência em Petroleo. Será que o petroleo no Brasil só aparareceu no governo Lula? não existia anteriormente? Verdade ou não o texto retrata pelo menos que os representantes da elite brtasileira, os tentaculos americanos, não se conformam com a competência de um operario no poder. Ah só pra lembrar, nunca sou que Allende era ditador, e se houve passeata para tira-lo do poder no Chile, aqui no Brasil, liderada por Hebe Camargo, houve a caminha com Deus pela liberdade em 64, onde mais de 300 mil pessoas foram até a Pça. d Sé pedir a queda de Jango Goulart e apoiar o golpe de 64. Em resumo o que não presta sempre está tramando algo....  | Um dia, a Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos que a viam viravam-lhe as costas de Vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas-vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, Rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada E triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje Belo e muito colorido. - Verdade, pôr que estás tão abatida? Perguntou a Parábola. - Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto! - Que disparate! Riu a Parábola... não é pôr isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece. Então a Verdade pôs algumas das Lindas vestes da Parábola e, de repente, pôr toda a parte onde passava era bem vinda. Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; Eles a preferem disfarçada. (Conto judáico)  | EU JÁ VI ESTE FILME: ELEIÇOES PARA PRESIDENTE NO BRASIL (2006) Maria Helena Moreira Alves, PhD, Ciencias Políticas Nota: A autora é escritora e conferencista internacional. Com mestrado e doutorado em Ciência Política, do MIT, seu mais importante livro State and Opposition in Military Brazil (Texas University Press, 1984), publicado no Brasil em 1985 pela Editora Vozes, e re-editado em 2004 pela EDUSC, de Sao Paulo, com o título de Estado e Oposiçao no Brasil (1964-1984), é considerado um clássico da história do Brasil neste período. Maria Helena Moreira Alves é também autora de mais de 30 artigos sobre a América Latina publicados em revistas especializadas dos Estados Unidos e Europa. Quem viveu no Chile na época da eleiçao do Allende, ou conhece bem a história do Chile, deve estar sentindo, como eu, uma sensaçao de "dejá vu". Pois é. Eu já vi este filme. Durante a campanha para Presidente no Chile, em 1970, praticamente todos os meios de comunicaçao falavam que Salvador Allende, o candidato da Unidad Popular ?coligaçao de partidos de esquerda ? iria dividir o país entre ricos e pobres, iria exilar os mais ricos, expropriar toda a propriedade privada da classe média, inclusive suas casas e apartamentos em Santiago, e levaria o país ao caos comunista. Também disseram, sem cessar, que Allende era alcóolico, e profundamente corrupto. Os jornais, rádios e a televisao mostravam pilhas de dinheiro que supostamente roubado pelo Allende e seus assessores. Pelas escolas do Chile foram mostrados filmes com crianças sendo levadas à força para a Uniao Soviética. Assustaram a classe média com isso tudo. Nao adiantou nada. Allende venceu a eleiçao no dia 4 de Setembro de 1970. Mas, como ganhou com muito pouca diferença, de acordo com a legislaçao chilena na época, o Congresso Nacional deveria votar para decidir qual dos dois candidatos mais votados seria o Presidente. Foi entao que aconteceu o impensável. René Schneider, Comandante em Chefe das Forças Armadas, e defensor da Constituiçao do Chile, foi emboscado por um grupo de homens armados no dia 24 de outubro de 1970. Levou mais de 15 tiros. Morreu dois dias depois no Hospital Militar de Santiago. A imprensa inteira colocou a culpa no Allende e seus aliados. A crise quase levou o Congresso a nao referendar sua posse como Presidente da República. Mas, afinal, foi descoberto que tudo tinha sido armado pela CIA dos Estados Unidos que financiou um grupo de extrema direita, da Patria y Libertad, para realizar o atentado. E o Congresso aprovou a posse de Allende. Muitos anos mais tarde, com a desclassificaçao de documentos secretos da CIA, ficou amplamente comprovado que também a campanha da imprensa tinha sido orquestrada e financiada pela CIA. Inclusive com notas e artigos diretamente preparados por seus agentes e "implantados" na imprensa, em jornais prestigiosos e, supostamente, "independentes e neutros" como o El Mercurio. E os "fatos", tao explorados na época, como o sequestro de crianças para serem enviadas à Uniao Soviética, e as pilhas de dinheiro roubadas pelos aliados de Allende, tinham sido montagens elaboradas nos gabinetes da CIA. Henry Kissinger, entao Secretário de Estado dos Estados Unidos, declarou abertamente que os Estados Unidos nao poderiam deixar um país como o Chile se transformar em território comunista só porque "o povo irresponsável tinha votado majoritáriamente em um Presidente socialista." E, declarou Kissinger, "uma revoluçao de pele escura" nao podia florescer pelo perigo que representava o caminho para o socialismo pelo voto. Nao pelo Chile, pequeno e pouco importante país dentro dos esquemas de controle imperial, mas sim, como falou abertamente Kissinger, durante uma conferência em MIT, à qual assisti pessoalmente, "pelo exemplo que seria para outros países, entre os quais a França e a Itália." Espero que ninguém seja assassinado no Brasil para que joguem a culpa no Lula. E acho que nao chegariam ao ponto de mostrar filmes de criancinhas sendo mandadas quem sabe para onde hoje em dia. Aliás, fica difícil para eles, já que a Uniao Soviética deixou de existir. Mas nem por isso os Estados Unidos deixam de se meter nas eleiçoes em outros países. O George Bush declarou que o "Eixo do Mal" na América Latina está entre Cuba, Venezuela, Argentina e o Brasil. Agora adicionaram a Bolivia a este "Eixo do Mal". A re-eleiçao do Lula para Presidente da República tem um significado importante na luta pelo controle regional da América Latina. A destruiçao do caminho de integraçao regional latino-americana, em contraposiçao ao ALCA, ou aos tratados bi-laterais (TLC), nos quais os Estados Unidos têm clara vantagem comercial, é importante ítem na agenda da política externa norte-americana. Que nao se enganem os que pensam que Bush está por demais ocupado no Iraque para pensar na América Latina. Hugo Chavez o tem desafiado. E, o Lula também. Afinal, o Brasil, durante o governo do Lula, foi chave na formaçao de um grupo internacional de países aliados contra os interesses dos Estados Unidos na ONU e, principalmente, na Organizaçao Mundial do Comércio. E este grupo, o chamado "Grupo dos 20", chateou a tal ponto que afinal as negociaçoes na OMC foram deixadas de lado, sin die. Poderíamos dizer, sin die nao, apenas até que pudessem derrotar políticamente os que ousavam enfrentar os países dominantes com propostas de comércio que favoreciam os países mais pobres. Entao, que quero dizer com a idéia de que os Estados Unidos estao se metendo nas eleiçoes do Brasil? Nao é a toa que estudei tanto no MIT ciencias politicas. Justamente nos anos da intervençao norte-americana no Chile, na República Dominicana, na Guatemala, em Granada, depois na Nicaragua e El Salvador. Nestes tempos, como estava "entre amigos" no MIT, tive acesso a muitos documentos importantes e de estratégia política eleitoral. Uma das propostas estratégicas, hoje amplamente empregada em vários países da America Latina, tem o nome de "Guerra de Baixa Intensidade", doutrina de controle político-militar que inclui a chamada "Guerra Psicológica". Foi usada primeiro no Chile, nao sómente em 1970, mas principalmente depois que Allende tomou posse como Presidente, para tentar barrar o crescimento dos partidos da Unidad Popular no Congresso, em 1973. A estratégia política consiste em quatro partes: 1. A desconstruçao da imagem do político que pretendem derrotar. Isso quer dizer, na prática, a destruiçao pública de tudo que a pessoa representa. Deve ser apresentado como corrupto, rodeado de assessores que desviam dinheiro público e se apropriam de propriedades do Estado. Também, ensina a doutrina, deve ser enfatizado que o político a ser "desconstruido" representa enorme perigo politicamente para seu país e até para o mundo. Deve ser destruido pessoalmente com campanhas que o mostrem como fraco, como bêbado e até como traidor de mulheres. No caso do Allende chegaram a forjar uma foto falsa, estampada em jornais, do Presidente "transando" com sua secretaria no chao do Palacio da Moneda. Novamente, espero que nossa Primeira Dama Marisa nao venha a sofrer tanta humilhaçao como a pobre esposa de Salvador Allende, Hortensia Bussi de Allende, sofreu. Pedimos aos leitores, se nao acreditam no que estou falando, que dêem uma olhada na internet na extensa bibliografia sobre esta época do governo de Salvador Allende no Chile e também nos documentos secretos agora desclassificados da CIA. Leitura informativa que também mostrará casos muito semelhantes na República Dominicana, e na Nicaragua, quando da eleiçao que pôs fim na Revoluçao Sandinista com a vitória de Violeta Chamorro nas eleiçoes de Presidente de 1990. Podem ver também eventos mais recentes na mesma Nicaragua, novamente "ameaçada " com a possível vitória eleitoral de Daniel Ortega, ou na Venezuela com tudo que fizeram, e fazem ainda, para derrubar o incômodo Hugo Chavez. Casos claros de "desconstruçao" de políticos que sao considerados "nao-desejáveis" por Washington. 2. Na estratégia política chamada de "Guerra Psicológica" se usa a imprensa e outros meios de comunicaçao. Todos sabemos que na verdade nao existe a tao laureada e aclamada "imprensa livre e independente" no mundo atual. Se é que algum dia existiu. Todos os meios de comunicaçao sao empresas particulares, algumas delas sao gigantescos monopólios pertencentes a uma só família. O caso do El Mercurio do Chile, da família de Agustín Edwards, do jornal La Prensa, da família Chamorro na Nicaragua, e da nossa tupiniquim Organizaçoes Globo (radio, TV e jornais), da família Marinho. Controle familiar também é a regra no O Estado de Sao Paulo, da Folha de Sao Paulo. E muitos outros veículos da imprensa escrita. No caso das rádios e televisoes locais quase todas sao fruto de concessoes entregadas pelo Estado. No Brasil a maioria pertencem a poderosas famílias políticas que as usam abertamente para defender seus interesses. Na chamada "grande imprensa internacional" as influentes NBC, CBS e CNN norte-americanas sao multinacionais e quatro outras grandes multinacionais de comunicaçoes dominam o conhecimento do mundo. Sendo particulares, naturalmente atendem aos interesses individuais de seus donos, ou , no caso das empresas multinacionais, das classes dominantes dos seus países. Nao podemos esperar que sejam "independentes e neutras", que realmente mostrem os "dois lados da história" e que apóiem posiçoes políticas que podem ser prejudiciais aos seus interesses econômicos. Portanto, a estratégia de "desconstruçao" é altamente eficaz. "Guerra Psicológica" é o termo usado em ciencias políticas e nos documentos politico-militares dos Estados Unidos que se referem à Guerra de Baixa Intensidade. 3. A Guerra Psicológica também envolve a criaçao de "fatos novos". Cria-se um fato novo, como o caso do assassinato do General René Schneider no Chile, ou até, para lembrar aos leitores, o caso do sequestro do empresário Abílio Diniz no Brasil. E a culpa é colocada, novamente utilizando todos os meios de divulgaçao das notícias, no político ou nos partidos aliados enemigos. No caso do Abílio Diniz, em 1989, a culpa foi colocada no PT. Até bandeiras vermelhas e panfletos da campanha de Lula para Presidente estavam espalhadas pelo esconderijo do empresário e foram "encontradas" e expostas em todos os meios de comunicaçao dias antes da eleiçao presidencial. Nao importa que depois se descobriu que o sequestro foi planejado e levado a cabo por um grupo de chilenos do MIR que pensavam angariar fundos. As eleiçoes já tinham passado e Lula foi derrotado, com muita influencia do escândalo feito na imprensa com o sequestro do empresário. Os verdadeiros responsáveis pelo sequestro foram presos, mas o fato foi muito pouco divulgado. Nos dias atuais, o famoso "dossiê" contra candidatos do PSDB parece em realidade um fato construido propositadamente. Na minha opiniao, foi brilhante da parte dos opositores do Lula. Afinal, se tudo foi preparado, contaram com ou a conivência ou, no mínimo, a basbalhaquice dos próprios apoiadores do Lula. Golpe de Mestre. Tiro no pé, no mínimo. Mas, se mais tarde, sair em público que nem tudo era como parecia, nao importa. Afinal, será depois das eleiçoes que se descobrirá a verdade. Se for antes entao falham, como no caso do assassinato do René Schneider. No nosso caso, hoje, ainda antes do segundo turno, já está transparecendo que essa história do "dossiê" está mais complicada do que parecia. Hoje já está claro que o Gedimar Passos, que foi preso com o dinheiro da suposta compra do dossiê, nao é nada filiado ao PT. Ainda mais, de acordo com seu testemunho na Policia Federal e sua defesa apresentada ao Superior Tribunal Eleitoral , nem conhecia o Freud Godoy, assessor do Lula que a imprensa queimou tanto. E Gedimar Passos ainda afirma em depoimento ao Supremo Tribunal Eleitoral, na representaçao entregue dia 10 de outubro de 2006 no TSE, que o Freud Godoy, que foi chave, por ser assessor direto do Lula, nao tinha nenhuma vinculaçao com a suposta compra do dossiê. Nao importam os fatos. Como diria o Tancredo Neves, o que importa é a interpretaçao dos fatos que foi dada por toda a imprensa escrita e eletrônica. E, no caso, o efeito desejado foi alcançado. O Lula nao ganhou no primeiro turno e o quadro está armado para a verdadeira "desconstruçao" visando a vitória no segundo turno. Levei um susto quando vi as fotos do dinheiro espalhadas na televisao. Voltei para trás. Será que estou em 2006 ou em 1970? Chile ou Brasil? Muito importante para a análise dos fatos e do período eleitoral que vivemos no Brasil é conhecer em que consiste o que podemos chamar da "quarta pata" do processo de Guerra Psicológica, dentro da Doutrina da Guerra de Baixa Intensidade. Esta consiste na utilizaçao política de pesquisas de opiniao e também de pesquisas eleitorais. Nao estou falando da minha cabeça nao. Documentos sobre a Doutrina da Guerra de Baixa Intensidade, na qual está incluida a chamada "Guerra Psicológica" como parte do processo de intervençao em eleiçoes, no nosso caso na América Latina, estao abertos ao público e se encontram em bibliotecas de grandes universidades norte-americanas. Gostaria de encorajar todos os leitores a pesquisar estes documentos assim como as eleiçoes passadas em outros países, que já mencionei, em momentos históricos em que estava em jogo dois projetos politicos claros: Um de interesse dos Estados Unidos e outro popular, visto pelos Estados Unidos como altamente perigoso para seus interesses. Principalmente na América Latina a história está cheia destes exemplos. Na época atual a intervençao é mais sutil, através do controle dos meios de comunicaçao e de formaçao de opiniao pública. Mas, certamente me podem dizer com dúvidas, trata-se de pesquisas com alto nível científico. Claro que elas têm um alto nível científico. Por isso mesmo sao eficazes, responderia eu a esta dúvida. Se nao fossem vistas pelo público em geral como altamente cientificas e isentas , nao teriam suficiente grau de credibilidade. Credibilidade pública, é essencial para que sejam instrumentos úteis na luta política para transformar a realidade e mudar um quadro político desfavorável. Neste ponto gostaria de lembrar duas famosas frases. A primeira foi pronunciada pelo político, grande raposa mineira, Tancredo Neves: "Na política nao importam os fatos. O que importa é a interpretaçao dos fatos". Este é, na realidade, o lema dos cientistas políticos e assessores de campanhas eleitorais pelo mundo a fora. A segunda frase que cabe lembrar foi pronunciada por um professor de estatísticas que tive em MIT. Considerado um dos mais importantes professores e estatísticos do mundo, ele abriu seu curso de "Estatística para as Ciencias Sociais" com um comentário que jamais esqueci e que me formou enquanto cientista política, ciente do que representa a "ciencia exata" das estatísticas em ciencias sociais: "Lembrem-se sempre, voces, que vao aprender os segredos da estatística. A estatística nao é uma ciência exata, como a matemática ou física, apesar do que dizemos todos. O importante é saber que a estatística é o que o estatístico INCLUI OU EXCLUI de suas análises e perguntas". Por outra, depende da interpretaçao dos fatos, como nosso brilhante Tancredo Neves tao bem falou apesar de nao ser um famoso professor de estatística de MIT. Portanto, a "ciência exata" das pesquisas de opiniao e das pesquisas eleitorais sao também frutos de interpretaçao e do que se incluiu ou excluiu de consideraçao. O que quer dizer que sao úteis para a manipulaçao política. Muito úteis. Tanto mais porque sao altamente consideradas e gozam de um alto grau de credibilidade pública. Aliás, no meio de ciências políticas, naturalmente "off the record", se fala abertamente que as pesquisas eleitorais "fazem" os resultados eleitorais. Guerra Psicológica. O povo gosta de votar em cavalo que está ganhando a corrida. Em cavalo manco ninguém aposta. Entao, em conclusao, o quadro grave que se pode formar é a manipulaçao das pesquisas para que os dois candidatos fiquem primeiro muito longe, depois vao chegando mais pertinho, mais pertinho, mais pertinho.... até que se forma o famoso "empate técnico". Fundamental o "empate técnico". Porque? Porque neste quadro de expectativa popular de "empate técnico" tudo pode acontecer. Nao é necessário recorrer a exemplos de nossos pobres países latino-americanos para demonstrar isso. Basta pedir aos leitores que analisem o que aconteceu no próprio centro do império. Nos Estados Unidos com a primeira eleiçao de Bush , na Florida. Irregularidades tantas que causou um verdadeiro escândalo no país supostamente "mais democrático do mundo". Mas, devido ao "empate técnico" das pesquisas de opiniao e das pesquisas eleitorais, que ninguem ousava desqualificar -- o próprio Partido Democrata desistiu de questionar os resultados da eleiçao para Presidente. E Bush ganhou de maneira altamente suspeita e levou porque a opiniao formada de que era tao pertinho a corrida que "poderia ser." O difícil é provar que tudo foi manipulado. O exemplo mais recente que gostaria de ressaltar é o do México. Vejamos. O que aconteceu nas eleiçoes do México, no dia 2 de julho de 2006? Os dois principais candidatos representavam projetos diametralmente opostos. Um, Felipe Calderón Hinojosa, do Partido de Acción Nacional (PAN), representava a continuidade da politica conservadora do que era Presidente, Vicente Fox, e de seu alidado dos Estados Unidos, George Bush. O outro, López Obrador, do Partido de la Revolución Democrática (PRD), representava uma mudança drástica na política Mexicana, talvez histórica, de socialismo democrático e de governo popular apoiado em amplos movimentos sociais. As pesquisas de opiniao e eleitorais oscilaram tremendamente, ora dando vitória a um candidato , ora dando vitória a outro. O candidato das forças populares, López Obrador, esteve na frente por pouquíssimos pontos, no final da campanha. Dentro da famosa "área de erro" , ou seja, os tao falados "dois pontos a mais ou dois pontos a menos". Quando, ao final, o candidato conservador Felipe Calderón ganhou as eleiçoes com uma diferença mínima de 0,58% dos votos válidos (Calderón teve 35,89% dos votos e López Obrador teve 35,31% dos votos). Como tudo estava já "dentro da margem de erro" foi muito difícil exigir que se contasse novamente os votos apesar das inúmeras amostras de irregularidades nas eleiçoes. E López Obrador partiu para a luta pela recontagem dos votos, colocando o povo na rua. Hoje o México está imerso em uma das maiores crises político-institucionais de sua história recente. Um Presidente, que foi declarado eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral, e outro "Presidente", considerado pelas massas populares, como o verdadeiro Presidente "de fato". E o que assumiu legalmente como Presidente está virtualmente impedido de governar, nao tendo a mínima legitimidade exigida por um processo eleitoral limpo e claro. Porque enfatizo neste artigo o caso do México? Que tem a ver com a nossa situaçao política atual no Brasil? Tem a ver e muito. Se as pesquisas de opiniao começarem a oscilar, cada vez com menos pontos entre os candidatos Lula e Alkmin, temos formado um quadro potencialmente perigoso com a opiniao pública formada para um "empate técnico". E , neste caso de "empate técnico", a possibilidade de fraude eleitoral é enorme. Diria que a possibilidade de fraude eletrônico fica difícil de resistir. Senao vejamos: O nosso sistema de urnas eletrônicas é altamente frágil, apesar do que podem nos assegurar os grandes especialistas em informática. Existem tantos pontos de fragilidade e tanta dificuldade para que os partidos possam fiscalizar os resultados que realmente é preocupante. Antes de escrever este artigo conversei com vários especialistas em informática e de segurança das urnas eletrônicas. Pertuntei o que uma cientista política pergunta, nao importando-me com os detalhes da informática. Por exemplo: Como é feito o sistema de inserçao do diskette de sistema, a principal segurança de cada urna, que grava tudo que acontece na urna, desde o momento que é ligado. É chamado de "carga da urna" , o "log do sistema da urna", o "Flash Card" em que o diskette com o sistema é inserido na urna e lacrado na presença de fiscais dos partidos políticos que assinam o lacre e a ata. Excelente. O problema é que isto é feito em centenas de locais centrais, e dificilmente todos os partidos têm fiscais capacitados em informática suficientes para averiguar se o diskette que está sendo inserido realmente corresponde ao do sistema de carga. Ainda assim existem outras fragilidades: A inserçao do sistema e o lacre das urnas é feito em todo o Brasil na véspera do dia das eleiçoes. As urnas passam a noite nos locais centrais aonde foi feito o lacre, guardadas por funcionários dos Tribunais Regionais Eleitorais, da Polícia Militar e até, em alguns casos, do Exército. No dia seguinte, depois de lacrada cada urna com seu "Flash Card", e assinado o lacre pelos fiscais e autoridades presentes, as urnas sao distribuidas pelas diferentes seçoes eleitorais dos diferentes municípios do Brasil. Vejamos os números. De acordo com dados do IBGE de 2004, o Brasil tem 5.560 municípios. O Brasil tem ao todo 125.913.479 eleitores, ou seja, quase 126 milhoes de eleitores. No primeiro turno da eleiçao presidencial do dia primeiro de outubro de 2006, de acordo com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, foram apurados um total de 125.912.656 votos, representando um total de 95.996.733 votos válidos (91,5%), 2.866.205 (2,75%) de votos brancos e 5.957.207 (5,68%) de votos nulos. Todos estes votos foram digitados em 361.431 urnas eletrônicas, préviamente lacradas (vejam site do TSE do Brasil). De acordo com especialistas em fiscalizaçao dos partidos, com quem conversei, aqui começam os problemas. Primeiro, como mencionei, existe o problema de falta de fiscais devidamente capacitados em informática para a verificaçao dos "Flash Cards" antes de sua colocaçao nas urnas eletrônicas. Além do mais, como enfatizaram, ninguém pode na verdade garantir que os lacres nao podem ser rompidos, substituídos depois por outros iguais, dando margem a que os "Flash Cards" de controle sejam mudados. Toda a segurança neste caso depende da lealdade e honestidade dos funcionários do Tribunal Superior Eleitoral pelo Brasil a fora que ficam guardando as urnas eletrônicas na noite da véspera das eleiçoes, isto é, depois de que sao lacradas e antes de que sejam transportadas para as 361.431 seçoes eleitorais em todo o território brasileiro. Outra etapa é a transferência do diskette com os dados digitados em cada urna, isto é, os votos digitados, para os locais centrais dos TRE (Tribunal Regional Eleitoral) dos estados da federaçao. Perguntei entao, como se asseguram de que estes diskettes contendo os dados nao sao trocados no caminho da central de informaçao aonde todos os dados de todas as seçoes serao computados em cada estado? Novamente o mais importante aí é a honestidade dos funcionários que manejam os diskettes e os transportam, com escolta militar ou da polícia militar. Para poder fiscalizar e ter certeza de que realmente os votos de cada urna serao os mesmos que estarao sendo computados na central do Tribunal Regional Eleitoral, cada urna imprime um boletim com o total de votos de cada candidato naquela urna. Este é o único documento impresso que dispomos no Brasil. O chamado Boletim de Urna. Para facilitar a fiscalizaçao dos partidos políticos, depois de muito debate e consultas ao Tribunal Superior Eleitoral, uma resoluçao do TSE foi passada recentemente. A Resoluçao 22.332 do TSE, do dia 29 de junho de 2006, foi feita em resposta a uma consulta do PDT, consulta número 7.796 de 2006. Esta resoluçao do TSE determina a impressao de até 10 Boletins de Urna (BU) por seçao eleitoral, que sao destinados aos partidos políticos e coligaçoes. Com a posse deste documento impresso de cada urna os partidos políticos podem comparar os dados impressos aos que foram digitados e constam dos Relatórios da Totalizaçao, feitos nos TREs dos estados. Isso é muito bom. Na prática porém, existe uma enorme dificuldade dos partidos políticos, que dispoem de pouco pessoal especializado e devidamente capacitado, para realizar este trabalho de comprovaçao. Isto em um tempo absurdamente pequeno. Pela legislaçao em vigor no Brasil atualmente os partidos políticos dispoem de somente tres dias para questionar dados antes do anúncio final dos resultados das eleiçoes feito pelo Tribunal Superior Eleitoral. Portanto sao enormes as dificuldades dos partidos políticos para fiscalizar mediante a comparaçao dos BU de cada seçao eleitoral com os dados digitados no cômputo final dos TREs. Nao dispomos de nenhuma outra maneira de rastrear votos baseada em provas materiais. Nao existem votos impressos, apenas digitais. No caso de uma disputa tao acirrada, e muito questionada, a questao de possibilidade de fraude eletrônica é profundamente preocupante. Todos queremos uma democracia sólida, estável, baseada na legimidade e veracidade dos votos dos eleitores. Devemos pensar melhor em como suplantar estas falhas e dificuldades, como aprimorar nosso sistema eleitoral eletrônico para que nunca tenhamos uma situaçao como a do México.
 | Deixo aqui meus parabén aos comnentários, ou deveria dizer artigo, de Maria Helena Moreira Alves de 27/10/2006.
Sabemos que cada um diz e entende o que quer e, todos sabemos que versões sempre são favoráveis a um lado ou o outro. Deixo aqui então, mais uma vez, meus parabéns a Maria Helena Moreira Alves que apresentou o que realmente faz a diferença num debate de opiniões: fatos históricos com referências reais.
Isto me leva a fazer uma pergunta que deveria estar presente na rotina de todos: quem se beneficia com o que ESTÁ acontecendo no Brasil e quem se beneficiaria com cada uma das PROPOSTAS apresentadas nas disputas políticas do Brasil. Esta pergunta é BÁSICA e ÓBVIA, mas colocá-la em prática é um exercício que a grande maioria dos nossos "cidadãos" deixa de lado ao preferir reclamar, reclamar e reclamar, sem tomar uma posição realmente construtiva e clara que viabilize, no mínimo, uma escolha lúcida nas eleições e uma fiscalização dos eleitos entre eleições.  | Pô,o texto fala de tantas coisas tenebrosas ( o julgamento da veracidade cabe a cada um), e o pessoal aqui só estão discutindo quem derrubou Allende? Eu sinceramente não estou tão incrédulo assim como tantos que aqui opinaram. Há fatos citados que são inegavelmente verdadeiros. Cito o caso do filho fora do casamento do FHC com a jornalista da Globo, que Luiz Carlos Azenha noticiou no seu site. Se esse é verdadeiro porque o resto não pode ser? Que o Arthur "Kiko" Virgílio seria capaz de fazer o que foi noticiado aqui eu não tenho nenhuma dúvida. O cara não passa de um monte de excremento amontoado lá no Congresso. O sr. Civita não seria capaz de dizer que a ex-prefeita Erundina é uma guabiru e cheira merda? Esse cara é nojento, não tem pátria. Veio para o Brasil só para participar de golpes. Volte para a Argentina seu safado. Você não é cidadão brasileiro. A ex-prefeita Erundina é uma brasileira digna que venceu o implacável nordeste que você junto com os coronéis mantiveram sempre no atraso.
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