Phillip S. Smith, Editor,
psmith@drcnet.org David Borden, Diretor Executivo,
borden@drcnet.org Martin Aranguri Soto, Tradutor,
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Votação Importante Sobre a Maconha Medicinal no Congresso na Semana que Vem!
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1. Editorial: Conseqüências Involuntárias
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/intencoes.shtml David Borden, Diretor Executivo,
borden@drcnet.org A polícia de Vancouver, Colúmbia Britânica, deu o passo atipicamente direto de declarar oficialmente que está ignorando o uso de drogas em certas circunstâncias. Especificamente, a polícia não aparecerá mais nas chamadas de overdoses se a situação puder ser tratada por paramédicos. O motivo para a política, que o governo explicou que tem sido o procedimento não-oficial durante algum tempo, é que a presença da polícia tende a deixar os usuários de drogas com medo de serem presos, e, conseqüentemente, com menos chances de chamar ajuda e com mais chances de esperar antes de ligar. E isso aumenta a probabilidade de morte da vítima de overdose, quando a ajuda a teria impedido.
A política é um exemplo do que se chama "redução de danos" - programas, políticas e práticas que reconhecem a realidade de que o uso de drogas está aqui e não vai desaparecer. A redução de danos procura salvar vidas, reduzir a disseminação das doenças e, em geral, melhorar as vidas e a saúde dos consumidores de drogas - estejam a ponto de parar de usar ou não.
No contexto da guerra às drogas, grande parte do dano que está sendo abatido vem não apenas das drogas, mas também das políticas. Esta é uma declaração menos polêmica do que poderia parecer na superfície. Por exemplo, em 1997, um grupo de acadêmicos "moderados", liderados pelo professor da UCLA, Mark Kleiman, publicou uma declaração de princípios com o patrocínio da Federação de Cientistas Estadunidenses que explicitamente coloca esta questão. O terceiro princípio na declaração debate que "o dano [das drogas] pode ser reduzido ao diminuir a extensão do abuso químico assim como ao reduzir o dano incidente em qualquer nível dado de consumo de drogas". Não são apenas os legalizadores declarados que debatem esta questão; a maioria, se não a totalidade, é de observadores pensantes das políticas de drogas.
O nexo entre a presença da polícia e a overdose é um exemplo bem espetacular, mas silencioso, das conseqüências involuntárias da guerra às drogas. É fundamental observar que Vancouver não decidiu fazer com que a polícia fosse à cena de chamadas de overdoses para ajudar ou por via das dúvidas, mas sem fazer detenções - isso não era suficiente. Na maioria dos casos, a polícia simplesmente não vai. Porque a sua mera presença, mesmo que benigna, é suficiente para assustar as pessoas que precisam fazer ligações telefônicas a não fazê-las. A polícia de Vancouver não está aparecendo nestas situações - porque eles entendem que apenas ao aparecer, eles indiretamente fazem com que as pessoas morram - mesmo se tudo o que eles pretendem fazer quando chegarem ali é ajudar.
Que ilustração incrível da extremidade de uma resposta à proibição do consumo de drogas - a mera presença dos impositores da proibição em certas situações causa morte. É bom que os oficiais em Vancouver tenham dado este passo ponderado. Mas, nós não deveríamos acabar com a própria proibição, ao invés de fazer consertos meramente parciais que não tocam nos danos principais? Há uma compreensão geral de que a legalização constituiria efetivamente a redução de danos em grande escala, apesar dos temores refletidos da oposição tidos por muitos.
Enquanto isso, parabéns aos líderes da polícia de Vancouver que são desprendidos o suficiente para reconhecer isto e confiados o suficiente para agir e reconhecer fazê-lo por escrito. E aos reducionistas de danos em todos os lugares, por trabalharem todos os dias para resgatar os infelizes presos na mandíbula enlouquecida da destruição que as nossas leis têm criado.
2. Matéria: Aja para Deter os Esforços de Reides Antimaconha Medicinal da DEA que Estarão na Câmara para Votação na Semana que Vem
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/hincheyvotacao.shtml Pela quarta vez consecutiva, está em andamento no Congresso um esforço para impedir que o Departamento de Justiça e a Drug Enforcement Administration (DEA) prendam e processem criminalmente os pacientes e fornecedores de maconha medicinal nos 11 estados em que ela é legal.
Batizada com o nome de seus defensores, os Deps. Maurice Hinchey (D-NY) e Dana Rohrabacher (R-CA), a emenda Hinchey-Rohrabacher impediria o Departamento de Justiça de usar verbas federais para perseguir a comunidade da maconha medicinal naqueles 11 estados. Está marcada para votação na semana que vem.
A emenda responde a uma necessidade real: De acordo com o Americans for Safe Access (ASA), um grupo de defesa da maconha medicinal que faz pressão em favor da emenda, pelo menos 20 dispensários e coletivos da Califórnia foram sitiados pelos federais desde que a Suprema Corte deu à DEA luz verde com sua decisão no caso Raich há quase um ano. Nesse caso, o tribunal manteve que a lei federal que tornava a maconha ilegal superava - mas não invalidava - quaisquer leis sobre a maconha medicinal.
"Estamos falando de pelo menos duas questões muito importantes aqui", disse o Dep. Hinchey à DRCNet na Quarta. "Uma é o poder de aliviar as doenças das pessoas que padecem de enfermidades sérias, como o câncer e o HIV/AIDS. Um estudo feito pelo Instituto de Medicina com o patrocínio da Academia Nacional de Ciência descobriu que a maconha usada com receita médica pode ter benefícios muito consideráveis e saudáveis para as pessoas que sofrem dessas doenças. A idéia de privar seres humanos de alívio recomendado por um médico autorizado não é humanitária; é desumana. É realmente algo malvado", disse Hinchey.
"Temos um governo cujo Departamento de Justiça está interferindo nesse tipo de prática médica e temos uma decisão recente de 5-4 da Suprema Corte que em alguma medida respalda isso. Essa decisão e as ações do Departamento de Justiça são francamente inexplicáveis porque estamos lidando aqui com uma decisão seja dos corpos legislativos seja do próprio povo através de referendos para fornecer este tipo de alívio e assistência médica aos seus cidadãos", prosseguiu Hinchey do escritório dele no Capitólio.
"Segundo a Constituição, estes tipos de ações não estão nas mãos do governo federal; estão nas mãos dos estados", disse Hinchey, que representa um distrito no Southern Tier de Nova Iorque. "Onze estados têm decidido que querem dar este tipo de alívio aos seus cidadãos e agora o governo federal está se metendo no que não é da conta dele e tentando impedir aquelas decisões. Isso é simplesmente inadequado, inconstitucional e não deveria ser permitido. Esta emenda tem o desígnio de impedir isso".
O apoio a favor de Hinchey-Rohrabacher está subindo. Em 2003, recebeu 152 votos. Em 2004, um ano eleitoral, o apoio caiu para 148 votos, mas aumentou para 161 no ano passado. São necessários 218 votos para garantir a aprovação na Câmara. Os defensores disseram que esperavam conseguir aumentos consideráveis na votação da semana que vem, apesar de ninguém ter sido atrevido o bastante para prever vitória neste ano.
Apesar do projeto ser co-patrocinado pelo Dep. Republicano Rohrabacher da Califórnia, a votação não tem sido tão bipartidária assim. No ano passado, 145 Democratas votaram na emenda, enquanto que apenas 15 Republicanos fizeram o mesmo.
Com uma votação esperada para a próxima Quarta ou Quinta, os defensores da medida e uma coalizão de grupos de reforma das políticas de drogas, incluindo o Marijuana Policy Project (MPP), a Drug Policy Alliance (DPA), o ASA, o Students for Sensible Drug Policy (SSDP), a DRCNet e outros estão indo a todo vapor. "Este é o esforço final", disse o diretor de relações governamentais do MPP, Aaron Houston. "Estivemos tentando nos relacionar com os congressistas. Tenho um bom pressentimento sobre este ano".
Estamos tentando nos confiar em todos os votos possíveis agora", disse Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da DPA. "Estivemos distribuindo materiais aos congressistas e vamos enviar um alerta nesta semana", disse ele à DRCNet. "Definitivamente vamos conseguir votos. A verdadeira questão é quantos e se vamos perder alguns porque é um ano eleitoral, mas suspeito que os nossos números aumentarão consideravelmente".
Com os Democratas geralmente apoiando a emenda - 70% deles votaram nela no ano passado - os reformadores estão tentando contatar os Republicanos. "Estamos objetivando os dois partidos, é claro, mas enfatizamos o trabalho com os Republicanos no início deste ano", disse Piper. "Atingimos o teto com os Democratas. Conseguiremos os votos de alguns Democratas, mas há tantos Republicanos que poderiam votar sim e eu acho que aí veremos os nossos maiores incrementos".
"Estamos otimistas", disse Piper. "Todos estão esperando conseguir votos e manter o ímpeto. Se pudéssemos fazer com que todos os Democratas votassem nisto, ganharíamos, supondo que o apoio Republicano se mantivesse o mesmo. E há muitos Republicanos conservadores na Câmara que estão muito frustrados com a Casa Branca e com o secretário antidrogas. Eles poderiam estar dispostos a mandar um recado à DEA e ao Departamento de Justiça de que o dinheiro usado para perseguir os pacientes de maconha medicinal podia ser usado para perseguir a metanfetamina. Se conseguíssemos um aumento considerável de votos, isso seria um forte recado que eles precisam repensar".
"Tivemos 27 reuniões no Capitólio", exclamou a diretora executiva do ASA, Steph Sherer, que recentemente se mudou para Washington. "Tivemos um grupo de médicos, cientistas e pacientes e fomos ver os alvos congressistas mais difíceis", disse ela à DRCNet. "Esta foi a primeira vez que algumas destas pessoas haviam se encontrado com um paciente, um médico ou um cientista que falasse sobre isto. Eu não sei se eles vão apoiá-la este ano, mas acho que estamos abrindo um diálogo que levará a soluções de longo prazo para a maconha medicinal no nível federal".
O MPP também está mirando nos Republicanos, disse Houston. "Temos uma equipe de pressão Republicana de seis pessoas, todas Republicanas, todas menos uma de grupos que não estão concentrados nas políticas de drogas", disse ele à DRCNet. Essa equipe inclui um lobista de educação da Fundação Eagle, um empregado Republicano do comitê de banca e um legislador estadual Republicano do Connecticut, disse Houston. "Estas são organizações conservadoras Republicanas", apontou.
No Litoral Oeste, o grupo também inscreveu Alex Holstein, um ex-diretor executivo do Partido Republicano da Comarca de São Diego, para conseguir o apoio republicano. Agora diretor da California Coalition for Compassionate Access, Holstein está instando os republicanos a defenderem os valores conservadores ao apoiarem a emenda.
"O controle local e a autoridade federal reduzida são princípios republicanos", disse ele. "Estamos pedindo aos nossos colegas republicanos que defendam esses princípios e acabem com a interferência federal nas decisões tomadas por estados como a Califórnia para proteger os pacientes de maconha medicinal de detenção e processo criminal".
"Os direitos dos estados são algo com que muitos republicanos concordam", disse Houston do MPP, "e conseguirá muita tração se os republicanos estiverem dispostos a resistir contra o partido deles. Os direitos dos estados serão o principal argumento para muitos republicanos. Proteger os pacientes de maconha medicinal é inteiramente consistente com os princípios republicanos de direitos dos estados do governo mínimo. Os republicanos que votarem contra esta emenda estão mostrando uma tendência liberal do estado-babá a interferir nas vidas das pessoas doentes".
Enfatizar os direitos dos estados é uma maneira de apelar aos republicanos, concordou o Dep. Hinchey, que discursou na festa beneficente de gala do MPP na Cidade de Nova Iorque no início deste mês. "Interferir no alívio para as pessoas que sofrem em estados que aprovaram a maconha medicinal impede inconstitucionalmente os direitos dos estados. É muito claro", disse. "A prática da medicina é algo que tem sido controlado pelos estados desde o início da república. Conseguimos alguns votos de republicanos com princípios que parecem entender isto e esperamos poder encontrar mais alguns".
"Tenho um bom pressentimento sobre este ano", disse Houston. "O fato de que o governo esteja em maus lençóis agora com os republicanos do Congresso provavelmente ferirá a disciplina partidária e com a saída do Martelo", em uma referência à demissão recente do Presidente da Câmara, Tom DeLay (R-TX), "poderíamos ver alguns republicanos dispostos a votarem realmente com as consciências deles e defenderem os direitos dos estados em vez de seguirem cegamente a anticiência e as políticas cruéis e insensíveis do governo de prender os pacientes".
"Nunca se sabe o que vai acontecer", disse Hinchey, recusando-se a prever o resultado. "Há algumas pessoas com seus dedos no ar testando o vento".
3. Matéria: Espere Mais Reides Antidrogas Sem Aviso Prévio e Mais Danos Colaterais Após Decisão da Suprema Corte, Advertem Especialistas
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/danocolateral.shtml A decisão de 5-4 da Suprema Corte dos EUA na semana passada que debilitou as proteções antigas contra os reides inadvertidos da polícia deu às agências da lei luz verde para recorrerem aos reides agressivos, sem aviso prévio para executar mandados de busca, disseram criminologistas, ex-executivos da polícia e observadores da polícia à DRCNet nesta semana. O resultado será um aumento nos incidentes em que os proprietários inocentes ou a polícia – isso sem falar das pessoas objetivadas por uso ou vendas de drogas – são mortos ou seriamente feridos, advertiram eles.
De acordo com séculos de direito comum e décadas de prática nos tribunais estadunidenses, a polícia munida de mandados de busca deve, na maioria dos casos, bater à porta, anunciar a presença dela e dar ao dono da casa uma quantidade razoável de tempo para responder. Em casos em que a polícia puder convencer um juiz de que uma "entrada dinâmica" ou reide à SWAT é justificada, eles podem obter um mandado para reide sem aviso prévio.
No caso da semana passada, Hudson vs. Michigan, a polícia com um mandado "bater e anunciar" irrompeu pela porta de Booker Hudson dentro de três a cinco segundos após anunciar a presença dela. Depois que a polícia encontrou cocaína e uma arma, Hudson foi condenado sob acusações de delitos de drogas. No recurso, ele debateu com sucesso que as provas contra eles deveriam ser suprimidas porque eram o fruto de uma busca ilegal - o remédio tradicional para infrações de parte do aparato judiciário-legal do direito a estar livre de buscas e apreensões irrazoáveis garantido pela Quarta Emenda.
Mas em um parecer de autoria do Desembargador Antonin Scalia, a maioria da corte alta sustentou que mesmo apesar da polícia ter infringido a regra de "bater e anunciar", o remédio tradicional - descartar as provas - não é mais necessário. Ao invés disso, escreveu Scalia, as pessoas cujos direitos foram infringidos por buscas com aviso prévio que viraram buscas sem aviso prévio podem procurar justiça ao abrir ação civil ou encontrar consolo no que eles chamaram de um nível crescente de "profissionalismo da polícia".
Os moradores de Springfield, Arkansas, Patricia Durr-Pojar e o filho dela, Curtis Pojar, podem ter algumas palavras a dizer sobre o profissionalismo da polícia. Durr-Pojar passou as noites passadas da Quinta e Sexta em um pronto-socorro hospitalar sendo tratada por ferimentos sofridos quando o esquadrão antidrogas local, o Combined Ozarks Multi-Jurisdictional Enforcement Team (COMET),sitiou o lar dela com um mandado para metanfetamina e um laboratório de metanfetamina. Curtis Pojar teve hematomas e uma laceração debaixo do olho esquerdo dele. Nenhuma metanfetamina nem um laboratório de metanfetamina foram encontrados, mas os policiais encontraram sim uma pequena quantidade de maconha e um cachimbo de maconha no reboque de Curtis Pojar - e de acordo com o relato inconteste do par, destruíram ambas propriedades.
A polícia vestida de preto lançou uma granada de impacto moral, daí entrou sem se identificar, disse Durr-Pojar, que se enfiou no banheiro. "Pensei que iam me matar. Todo este fogo parecia vir pelas janelas", disse ela à colunista Sarah Overstreet na Segunda. "Eu não sabia se eram assassinos e eu pensei que Curtis fora alvejado ou que o tanque de propano explodira. Fui correndo ao banheiro quando vi a cabeça de Curtis cair quando os oficiais o chutaram. Eu fechei a porta e eles bateram e me atingiram na cabeça com ela, daí me jogaram no chão", disse. O ferimento dela na cabeça aconteceu quando o rosto dela pingou no chão do banheiro, acrescentou. "Eles entraram aqui com tanta violência, era um estilo militante e terrorista", disse Durr-Pojar, que está com problemas físicos.
Anthony Diotaiuto pode ter algumas palavras a dizer sobre o profissionalismo da polícia também, mas ele não pode dizê-las porque não sobreviveu ao reide contra o lar dele. O garçom de 23 anos foi morto em Agosto passado pela equipe da SWAT de Sunset, Flórida que executava um reide sem aviso prévio durante a madrugada por supostas vendas menores de maconha. A polícia atirou nele quando ele supostamente procurou a pistola dele enquanto invasores mascarados que gritavam chutavam a porta dele. Eles encontraram 60 gramas de maconha.
Sem a polícia tendo que pagar com perda de provas por infringir as regras de "bater e anunciar", eles terão pouco incentivo efetivo a não torná-las buscas sem aviso prévio ao bel-prazer deles. Apesar da afirmação de Scalia de que as pessoas podem procurar auxílio civil, o estado do Michigan e o Departamento de Justiça admitiram em alegações abertas no caso que nenhum caso em que alguém tivesse ganho tal ação civil pôde ser encontrado.
"Esta é uma decisão muito feia", disse Radley Balko, analista do Instituto Cato, que entrou com uma alegação no caso instando a corte a sustentar a decisão do tribunal de apelações. "Eu não vejo como a corte pode dizer que ainda há o direito a 'bater e anunciar', mas tire todas as maneiras realistas de impô-lo. Este é, na verdade, um bilhete garantido de mais buscas sem aviso prévio, mais buscas ilegais sem aviso prévio e, inevitavelmente, mais inocentes no fim delas", disse ele à DRCNet.
"Isto significa esqueça - eles não vão bater e anunciar. Por que fariam isso se não há mais vigor na lei?" disse Jack Cole, um ex-comandante de narcóticos de Nova Jérsei que agora lidera o Law Enforcement Against Prohibition (LEAP), um grupo cuja missão é evidente pelo seu nome. "Já era bastante difícil fazer com que a polícia batesse e anunciasse, porque se eles passassem pela porta sem o anúncio, a pessoa acusada tinha que convencer o juiz, enquanto que tudo o que o policial tinha que dizer era 'Eu anunciei'", disse Cole à DRCNet.
"Isto vai levar a mais gente ferida e morta", previu Cole francamente, "e nem todos elas vão ser as pessoas que estamos objetivando porque freqüentemente entramos na casa errada. Há muita gente inocente que vai ser ferida como resultado disto, assim como a polícia. Se alguém invadisse a minha casa no meio da noite, eu não suporia que são boas pessoas. Eu me protegeria e protegeria a minha família".
Muitos inocentes já estão sendo feridos e mortos em reides errantes da polícia, de acordo com um relatório que Balko lançará para o Instituto Cato no mês que vem. O relatório, "Overkill: The Rise of Paramilitary Police Raids in America", contém um apêndice que tem pelo menos 220 casos de reides com o endereço errado nos últimos anos, disse Balko. O relatório documentará cerca de 40 casos em que pessoas completamente inocentes foram mortas - de 15 a 20 casos em que oficiais da polícia foram mortos e outros 30 casos em que pequenos infratores - como Diotaiuto - foram mortos.
"Agora, a polícia está claramente autorizada para se engajar neste tipo de comportamento", disse o criminologista da Universidade de Omaha-Nebraska, Samuel Walker, uma autoridade em prestação de contas da polícia e autor de um texto sobre o profissionalismo da polícia citado por Scalia. "Mas será uma resposta muito confusa. Invadir a casa das pessoas pode fazer com que se leve um tiro; é uma tática muito arriscada. Há uma tremenda variação no profissionalismo da polícia e alguns departamentos podem ter ouvido uma matéria e dizer 'Sim, agora podemos fazer isso'. Nos melhores departamentos, eles estudam a decisão e têm alguma discussão de se é apropriado e quais são os perigos", disse ele à DRCNet. "Mas alguns capitães da polícia são mais espertos que Scalia".
[Walker tem contas pendentes com Scalia, disse ele à DRCNet. Na página 12 do parecer dele, Scalia se refere a "Taming the System" de Walker, que discute as reformas abrangentes no treinamento e na supervisão dos oficiais da polícia, para apoiar a sua afirmação de que o aumento no profissionalismo da polícia diminui a necessidade da corte recorrer a sanções como a exclusão de provas. "A questão que eu coloco no livro era de que sempre havia sido a intervenção da Suprema Corte que estimulava estas reformas, mas ele essencialmente entendeu como quis", reclamou Walker. "Ele está dizendo que fizemos estas reformas, então a Suprema Corte não tem que desempenhar o papel de monitora, mas ele está tirando a força principal que levava essas reformas".]
Nem todos estavam desgostosos com a decisão. A Criminal Justice Legal Foundation, um grupo que defende os direitos reduzidos para acusados e criminosos condenados, entrou com uma alegação instando a corte a adotar a decisão que adotou. "A decisão de não expandir a regra exclusionária é muito importante para o aparato judiciário-legal", disse o diretor legal da Fundação, Kent Schneidegger. "A justiça está mais bem servida quando os jurados têm permissão para considerar todas as provas relevantes".
Mas Schneidegger rebaixou o verdadeiro impacto da decisão. O resultado mais importante não era um provável aumento nos reides sem aviso prévio, disse ele à DRCNet, mas que "já não há mais bases para excluir provas em casos criminais".
"Os reides sem aviso prévio são um problema, mas não são o problema fundamental", disse Cole da LEAP. "O problema é que temos treinado os nossos oficiais da polícia para irem à guerra. Quando se vai à guerra, há um inimigo e os inimigos nesta guerra são os cidadãos deste país. Em uma guerra, vale tudo, e isso é ensinado aos policiais. Uma guerra contra as drogas é uma maneira terrível de conversar quando se fala sobre vigiar uma sociedade democrática".
Mas a polícia não tem que permitir que a prática ruim expulse as boas, disse Walker. "Os tribunais estaduais podem estabelecer padrões elevados", sugeriu. "Os procuradores gerais estaduais podem e devem emitir pareceres acessórios sobre isto. Ainda é possível que os departamentos da polícia digam que não acham que esta é uma boa idéia, que não é segura nem prática nem boa para as relações comunitárias. Eles podem fazer o trabalho e aderir ao padrão elevado", disse ele.
4. Resenha da DRCNet: Sobre a Divisória – Panfleteiros Contemporâneos Tratam da Guerra às Drogas
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/divisoria.shtml Phillip S. Smith, Escritor/Editor,
psmith@drcnet.org "Demons, Discrimination, and Dollars: A Brief History of the Origins of American Drug Policy", de David Bearman (2005, Prosperity Press, $18.95 PB)
"The Definitive Answer to the War on Drugs", de Micah Charles (2005, Author House, $12.95 PB)
"The Beginning of Today: The Marihuana Tax Act of 1937", de Kenneth White (2004, Publish America, $9.00 PB)
"The Naked Truth About Drugs", de Daniel Williams (2004, Cronin House, $24.95 HB)
Ás vésperas da independência dos EUA, as colônias estavam inundadas de radicais selvagens que escreviam para denunciar as últimas iniqüidades da coroa britânica. Tom Paine é talvez o mais conhecido desses encrenqueiros coloniais; o seu panfleto "Common Sense" foi o toque de corneta para a rebelião contra as injustiças da regra colonial. Mas ele não estava sozinho de jeito nenhum; Paine, na verdade, era representante de um impulso participativo e igualitário que apareceu no início da sociedade estadunidense, um impulso que gritava "Tenho algo a dizer e todo o direito de ser ouvido!"
Mais de dois séculos depois, esse impulso está bem vivo - pelo menos quando se trata da guerra contra as drogas. Há algo nesta questão que motiva as pessoas a dizerem o que elas pensam. Outras questões de políticas públicas parecem atrair menos ultraje e menos esforços de base para articular uma crítica. Por exemplo, onde estão as hordas de autores independentes que saltam em tinta com tomos autodidáticos sobre a política de desperdício da água ou da epidemiologia da parotidite?
Talvez isso aconteça porque a guerra às drogas e a proibição das drogas parecem fundamentalmente muito equivocadas para muitos idealistas estadunidenses. Vocês as conhecem: as pessoas que realmente acreditam em tudo o que nos disseram quando éramos crianças. As pessoas que acreditam que os Estados Unidos se tratam da vida, da liberdade e da busca da felicidade. As pessoas que acreditam que os Estados Unidos são - ou deveriam ser - um raio brilhante de liberdade. As pessoas cujas condutas em relação ao governo em geral e a proibição das drogas em particular podem ser resumidas pela famosa bandeira da cobra enrolada da Guerra Revolucionária: "Não me pise".
Atualmente, os aspirantes a panfleteiros têm outras opções. Eles podem ganhar a Internet e escrever nos blogs deles, como fazem as pessoas como Pether Guither em Drug War Rant, Radley Balko em The Agitator ou Scott Henson em Grits for Breakfast. (As duas últimas páginas são mais abrangentes do que as políticas de drogas). Ou podem virar parte de uma nova geração de jornalistas de movimento, como o locutor rebelde Dean Becker da Drug Truth Network, Richard Cowan do Marijuana News, Preston Peet de DrugWar.com ou a vossa Crônica da Guerra Contra as Drogas. Mas há algo tanto extremamente satisfatório quanto quintessencialmente estadunidense em querer ver as próprias idéias apaixonadas entre as capas de um livro. Aqui está o que quatro destes Tom Paines contemporâneos estão fazendo:
Em "The Naked Truth About Drugs", o autor Daniel Williams proporciona um relato cativante e bem escrito de várias substâncias populares ilícitas e as estórias da proibição delas. Parte memórias de consumo de drogas, parte tratado farmacológico, parte estudo conciso histórico e cultural, "The Naked Truth" fornece um ponto de entrada acessível aos debates acerca das drogas ilegais assim como sugestões sólidas sobre aonde ir. E Williams faz a pergunta fundamental: "Quem se beneficia com a guerra contra as drogas?" "The Naked Truth" é um esforço interessante, criterioso e apaixonado, tanto que o autor pode ser perdoado por usar uma foto nua de si mesmo na capa.
Em “In the Beginning of Today", o advogado e professor de direito da Califórnia, Kenneth White, leva a cabo um exame detalhado do Ato de Taxação da Maconha de 1937 [Marijuana Tax Act of 1937], a lei fundadora da proibição federal da maconha nos EUA e a usa como entrada para uma discussão de acabar a guerra contra a maconha. Com capítulos sobre os eventos que levaram ao Ato de Taxação, a política em torno do Ato e as atuais políticas de maconha dos EUA e suas alternativas, White cobre muito campo neste volume conciso. Embora a sua discussão do Ato de Taxação provavelmente prove ser uma leitura demorada para todos, exceto para historiadores e juristas, a discussão de White de aonde ir daqui é sucinta e bem ponderada.
Em "The Definitive Answer to the War on Drugs", Micah Charles traça um esquema de legalização que sem dúvida conseguiria a aprovação do presidente boliviano Evo Morales e os incontáveis plantadores afegãos de papoulas, assim como toda aquela gente da "maconha como sacramento". Charles resume o seu argumento em uma sentença impressa na capa do livro: "Devolva à humanidade o seu direito a todas as plantas e a guerra às drogas se dissolverá sozinha". A abordagem naturalista de Charles, contudo, deixaria as drogas sintéticas como as anfetaminas ou os alcalóides das plantas como a cocaína e a heroína ilegais, levando-se a perguntar se ele de fato deu "a resposta definitiva", pelo menos ele leva a discussão a um novo patamar.
Em "Demons, Discrimination, and Dollars", o especialista de longa data do tratamento químico, o Dr. David Bearman, examina as raízes culturais e históricas emaranhadas da proibição das drogas nos EUA e no mundo ocidental. Esta é uma história familiar, mas Bearman é destro e faz com que o material pareça novo e refrescante enquanto nos conduz pela histeria da caça às bruxas, as estórias de negros enlouquecidos dopados com cocaína, a Loucura do Baseado e a propaganda assustadora dos "hippies usando ácido". Bearman encontra as raízes da proibição no racismo e nos temores religiosos e trata de como essas causas têm sido somadas pelos benefícios econômicos que a proibição dá a atores sociais importantes.
No fim do livro dele, Bearman recorre a um apelo bem estadunidense à autoridade. Ele cita Thomas Jefferson: "O cuidado com a vida humana e a felicidade, e não a destruição delas, é o primeiro e único objeto do bom governo", escreveu o pai fundador. É bem propício, na verdade, que este panfleteiro contemporâneo leve a história estadunidense em toda a sua glória e tragédia de volta ao seu princípio.
5. Oferta e Apelo: Novo Vídeo Importante Sobre a Legalização e Livro de Fatos da Guerra às Drogas Estão Disponíveis
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/livroevideo.shtml Drug War Facts [Os Fatos da Guerra às Drogas] - um recurso importante amplamente usado "no movimento" - é uma compilação extensa de citações, declarações, tabelas e outras informações que tratam de mais de 50 tópicos das políticas de drogas que vão da economia, passando pelos programas de troca de seringas, a teoria da droga inicial com a maconha, o dano ambiental na guerra às drogas, as políticas de drogas a uma "Linha do Tempo da Proibição das Drogas". Se o seu objetivo for melhorar a sua compreensão, acrescentar força às suas cartas ao editor ou se preparar para um debate ou entrevista, Drug War Facts, uma publicação do Common Sense for Drug Policy, é uma ferramenta valiosa, se não essencial.
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· "Cheio de dados rígidos que jogam muita luz necessária sobre a guerra às drogas". - Lester Grinspoon, DM, Prof. Assoc. de Psiquiatria (emérito), Faculdade de Medicina de Harvard
· "Um compêndio de fatos que vão de encontro ao conhecimento aceito". - David Duncan, Professor Associado Clínico, Faculdade de Medicina da Universidade Brown
Continuamos oferecendo o novo DVD da Law Enforcement Against Prohibition (LEAP). Como Walter Cronkite escreveu em uma referência para o vídeo, “Qualquer um preocupado com o fracasso de nossa Guerra Contra as Drogas de $69 bilhões ao ano deveria assistir a este programa de 12 minutos. Você conhecerá oficiais da polícia da linha de frente que nos dão informes devastadores sobre por que ela não pode funcionar. Deve ser assistido por qualquer jornalista ou funcionário público que lidar com esta questão”.
A nossa capacidade de espalhar a mensagem sobre produtos importantes como Drug War Facts ou o DVD da LEAP depende da saúde e do alcance de nossa rede, e isso depende de suas doações. Por favor, pense em doar mais do que o mínimo também -- $50, $100, $250 – o que for que você puder doar à causa. A causa é importante – como o ex-comandante da polícia de Seattle, Norm Stamper, o expressou no vídeo, “A Guerra às Drogas talvez tenha sido a polícia social mais devastadora e disfuncional desde a escravidão”.
Mais uma vez, a nossa página para doações por cartão de crédito é
http://stopthedrugwar.org/donate/ -- ou envie um cheque ou ordem de pagamento para: DRCNet, P.O. Box 18402, Washington, DC 20036. (Note que as contribuições à Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas que apoiarem o nosso trabalho lobista não são dedutíveis do imposto de renda. As contribuições dedutíveis podem ser feitas para a Fundação DRCNet, no mesmo endereço.) Por último, por favor, contate-nos para instruções se você deseja fazer uma doação em ações. Obrigado pelo seu apoio ao trabalho da DRCNet e da LEAP. Esperamos ter notícias suas em breve. Muito obrigado ao Common Sense for Drug Policy por financiar o vídeo e fornecer as cópias!
6. Oferta de Livro: Burning Rainbow Farm: How a Stoner Utopia Went up in Smoke
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/livrorainbowfarm.shtml Muitos leitores da DRCNet se lembram da tragédia de partir o coração de Rainbow Farm, o acampamento alternativo e espaço de concertos nas redondezas de Vandalia, Michigan, onde os ativistas pró-maconha Tom Crosslin e Rollie Rohm, levados ao desespero por um procurador implacável, foram mortos pelo FBI e a polícia estadual no outono de 2001. Mortos sem nenhum bom motivo – como expressou um simpatizante local a Phil Smith da Crônica da Guerra Contra as Drogas no funeral, “[o Procurador] Scott Teter disse que esta era a escolha deles, mas era a escolha dele persegui-los e tentar tomar a terra e o filho deles. Ele escolheu matá-los a tiros”. Antes do fim, Rohm e Crosslin queimaram seus queridos prédios para impedir que o governo os pegasse.
Agora, o jornalista Dean Kuipers do Los Angeles CityBeat escreveu "Burning Rainbow Farm: How a Stoner Utopia Went up in Smoke”, um livro de 304 páginas que será lançado pela Bloomsbury USA neste dia 13 de Junho. A DRCNet está oferecendo "Burning Rainbow Farm" como o nosso mais recente prêmio de filiação - doe $35 ou mais à DRCNet e lhe enviaremos uma cópia - doe $45 ou mais e lhe enviaremos uma cópia assinada pelo autor. As suas doações ajudarão o nosso trabalho de acabar com a proibição das drogas, enquanto que se conscientiza sobre a irresponsabilidade e os excessos dos impositores das leis contra as drogas como o procurador Teter - clique aqui para doar e pedir a sua cópia.
A Publishers Weekly escreve do livro de Kuipers, "Passando por entrevistas extensas, documentos do governo e cobertura da imprensa, o autor [que cresceu a pouco mais de 30 quilômetros do tiroteio] está prestes a retratar o procurador como o mal encarnado. Mas Kuipers não cruza a linha do jornalismo sensato para a defesa, enquanto que permite que a matéria se desdobre a través de caracterizações esplendidamente detalhadas e uma cadência habilidosa".
Também continuamos oferecendo o DVD da Law Enforcement Against Prohibition e a 5a Edição de Drug War Facts. Acrescente $5 à sua doação mínima para acrescentar qualquer um destes ao seu pedido, ou $10 para acrescentar os dois. Novamente, você pode fazer a sua doação e o seu pedido via Internet ou enviar um cheque ou ordem de pagamento para: DRCNet, P.O. Box 18402, Washington, DC 20036. (Repare que as contribuições à Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas que apoiarem o nosso trabalho de lobby não são dedutíveis do imposto de renda. As contribuições dedutíveis podem ser feitas para a Fundação DRCNet, no mesmo endereço.) Por último, por favor, contate-nos para instruções se você deseja fazer uma doação em ações. (Repare também que as cópias de “Rainbow Farm” serão enviadas da DRCNet durante a terceira semana de Junho.)
Obrigado pelo seu apoio. Se você quiser ler mais sobre “Rainbow Farm” enquanto isso, por favor, confira os artigos de Phil no arquivo da Crônica da Guerra Contra as Drogas: Michigan Drug Warriors Drive Marijuana Activists to the Brink, Then Gun Them Down de 07 de Setembro de 2001 e Rainbow Farm Marijuana Activists Laid to Rest, Friends Not Resting de 21 de Setembro do mesmo ano (ambos em Inglês); e a resenha do livro feita por Phil na semana passada.
7. Alerta: Votação Importante Sobre a Maconha Medicinal Vai Acontecer no Congresso – Precisa-Se da Sua Ajuda
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/hinchey.shtml Desde que as iniciativas de maconha medicinal foram aprovadas pela primeira vez há dez anos atrás, a DEA tem conduzido reides contra as clínicas de maconha medicinal na Califórnia, recentemente com cada vez mais freqüência, forçando centenas, se não milhares, de pacientes a procurar maconha no mercado negro. Em uma decisão lançada no dia 06 de Junho de 2005, a Suprema Corte dos EUA sustentou o poder do governo de fazer isto.
Embora não mude nada - as leis estaduais que protegem os pacientes de maconha medicinal e seus fornecedores ainda estão obedecendo às autoridades legais estaduais e municipais - é uma oportunidade perdida para que a Corte refreie a intromissão federal e ajude alguns dos membros mais vulneráveis de nossa sociedade.
Neste mês de Julho, a Câmara dos Deputados dos EUA votará novamente na emenda Hinchey-Rohrabacher de maconha medicinal, que se aprovada proibirá o Departamento de Justiça dos EUA de interferir nas leis estaduais de maconha medicinal. Precisa-se da sua ajuda - é crucial que mais deputados votem na maconha medicinal neste ano do que os que votaram no ano passado. Por favor, visite
http://stopthedrugwar.org/medicalmarijuana para mandar um e-mail ao seu deputado hoje mesmo! Quando você terminar, por favor ligue para ele para causar mais impacto - use os pontos de conversa que aparecem abaixo para preparar-se para a sua chamada telefônica. Você pode contatar o escritório do seu Deputado através da Central Telefônica do Congresso pelo (202) 224-3121, ou você pode encontrar o número direto usando a sua ferramenta de busca.
Por favor, conte também para os seus amigos este importante alerta para ação - precisamos que todos os que se importam com isto ajam e remetê-los ao nosso sítio para fazer isso também ajudará a aumentar a nossa lista para a próxima vez. Novamente, por favor, visite
http://stopthedrugwar.org/medicalmarijuana para pressionar o Congresso e ajudar os pacientes de maconha medicinal hoje! Pontos de Conversa para a Sua Chamada Telefônica ou Cartas ao Editor:A Emenda Hinchey-Rohrabacher, que aparecerá durante o debate sobre o projeto de Apropriações de Ciência-Estado-Justiça-Comércio da Câmara neste mês de Julho, proibiria o Departamento de Justiça de usar verbas para solapar as leis estaduais de maconha medicinal. · Mais de três em cada quatro estadunidenses acham que o uso medicinal de maconha deveria ser legal, de acordo com as pesquisas, e onze estados - Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Montana, Nevada, Oregon, Vermont, Rhode Island e Washington - promulgaram leis de maconha medicinal nos últimos anos; · Apesar de um apoio tão forte assim, o governo federal continua impedindo até a pesquisa para determinar os benefícios medicinais da maconha. Mas, o relatório de 1999 do Instituto de Medicina determinou que a maconha tem benefícios medicinais sim;· As organizações de medicina como a Associação Estadunidense de Enfermeiras e a Academia Estadunidense de Médicos de Família apóiam o acesso legal à maconha medicinal com a recomendação de um médico; · Impedir que os pacientes recebam o medicamento necessário - ameaçá-los com detenção, processo e prisão - é insensível e cruel. O Congresso deveria respeitar os direitos dos estados e não usar agentes federais armados para ameaçar os pacientes e fornecedores que estão obedecendo à lei estadual.
8. Retorno: Você Lê a Crônica da Guerra Contra as Drogas?
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/vocele.shtml Você lê a Crônica da Guerra Contra as Drogas? Se sim, gostaríamos de ouvi-lo. A DRCNet precisa de duas coisas:
1) Estamos entre doações para o boletim e isso torna as nossas doações mais prementes. A Crônica da Guerra Contra as Drogas é grátis para ler, mas não para produzir! Por favor, visite
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borden@drcnet.org para as informações necessárias. Obrigado pelo seu apoio. 9. Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/estasemana1.shtml Um escândalo de contrabando por sexo em uma prisão federal explodiu em violência letal na quarta. E daí há o funcionamento do moinho: Um ex-adjunto de Wisconsin cai numa grande apreensão de maconha, um ex-adjunto do Mississippi cai por metanfetamina, um promotor de São Francisco vai à prisão por aceitar subornos relacionados ao êxtase e um ex-adjunto do Alabama se apronta para ir à cadeia por dar uma arma e algumas pedras de crack a um ex-condenado. Vamos ao que interessa:
Em Tallahassee, Flórida, um agente penitenciário federal e um oficial do Departamento de Justiça estão mortos, um segundo oficial se feriu e mais cinco agentes penais foram presos na quarta-feira quando agentes federais apareceram para prender seis guardas sob acusações de contrabando - de álcool, maconha, dinheiro e mensagens - para dentro da prisão em troca de favores sexuais de internas na instalação de 1.400 mulheres. O guarda Ralph Hill da Agência Federal de Prisões abriu fogo quando os federais chegaram dentro da prisão, matando o agente do Gabinete do Inspetor Geral do Departamento de Justiça, William Sentner, e ferindo um agente penitenciário não-nomeado e não-envolvido antes de ser morto por outros agentes federais. Os guardas Alfred Barnes, Gregory Dixon, Ralph Hill, Vincent Johnson, Alan Moore e E. Lavon Spence enfrentam acusações de engajamento em conspiração para cometer atos de suborno, interferência, fraude postal e transporte interestadual para ajudar uma empresa criminosa. Eles podem pegar até 20 anos de prisão.
Em Dunn, Wisconsin, um ex-xerife-adjunto da Comarca de Dane foi preso no dia 14 de junho sob acusações federais de conspiração para distribuição de maconha. Robert Lowery, 57, é acusado em ofícios federais de empregar um casal jovem de Genesee, Wisconsin, para levar centenas de quilos de maconha do Arizona a Wisconsin. Durante um reide contra a casa dele pelo Departamento de Investigação Criminal do estado e os adjuntos da Comarca de Dane, os policiais confiscaram quase 7 quilos de maconha, 4kg500h de cocaína, cinco armas e $47.000 em dinheiro. Eles também confiscaram 52 cães, incluindo 50 pit bulls, e prenderam a mulher de Lowery sob acusações de porte de armas e cocaína. Lowery foi demitido como adjunto da Comarca de Dane em 1981 após ser acusado de procurar informação para proporcioná-la a sócios do tráfico de drogas e os documentos de acusação alegam que ele esteve no negócio desde então. O jovem casal também foi acusado.
Na Comarca de Hancock, Mississippi, um ex-oficial e o xerife-adjunto da Comarca de Hancock foi preso no dia 14 de junho sob acusações de porte e vendas de metanfetamina. Danny Hamby, 38, foi um de três homens presos num reide antidrogas que capturou 15 gramas de anfetamina depois de uma investigação de oito meses da Agência de Narcóticos do Mississippi, a Equipe Litorânea de Repressão aos Narcóticos, a DEA e o Departamento do Xerife da Comarca de Hancock. Hamby foi eleito oficial em 1999, mas pediu demissão dois anos depois como parte de um acordo de confissão num caso de violência doméstica. Daí, ele voltou a trabalhar como adjunto da Comarca de Hancock. Ele está sob custódia sem direito à fiança numa cadeia da comarca vizinha.
Em São Francisco, um ex-subpromotor municipal vai à prisão por seis meses após se confessar culpado de aceitar drogas em troca de indulgência para dois réus que ele estava processando. Robert Roland, 35, foi sentenciado no dia 14 de junho após se confessar culpado em Fevereiro de três acusações de porte de êxtase e uma acusação de usar o telefone em uma transação criminosa de drogas. Em um caso, Roland converteu a acusação criminal de drogas em uma contravenção para um companheiro de colégio, que o pagou com êxtase no dia seguinte. Em um segundo caso, outro conhecido lhe ofereceu êxtase depois de haver discutido transformar aquele caso em tratamento. Ambos os casos aconteceram em 2002. Roland entra na prisão no dia 01 de Agosto.
Em Montgomery, Alabama, um ex-adjunto da Comarca de Houston se confessou culpado na Segunda de vender uma arma a um criminoso condenado e oferecer-lhe cocaína para vender. Michael Shawn Campbell, 27, que esteve trabalhando para a unidade de narcóticos da Comarca de Houston na época, admitiu vender uma arma a Joshua Whigan, que ele sabia ser um criminoso, e oferecer-lhe crack. Whigan o entregou. Os dois aguardam condenação e Campbell pode pegar até 40 anos pela acusação de delito de drogas e outros 10 pela acusação relacionada à arma.
10. Maconha: West Hollywood Aprova Resolução de “Menor Prioridade”
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/westhollywood.shtml A Câmara dos Vereadores de West Hollywood votou na segunda à noite na aprovação de uma resolução que pede aos adjuntos da Comarca de Los Ângeles que não “objetivem usuários adultos de maconha que consumirem esta droga privadamente e não apresentarem perigo à comunidade”. Apesar de não ser compulsória, a resolução manda um forte recado ao Xerife da Comarca de LA, Joe Baca, sobre como o município de 35.000 quer que as suas leis sejam impostas.
Agora, West Hollywood vira a primeira cidade da Baixa Califórnia a adotar uma medida de "menor prioridade legal" em relação à maconha similar à iniciativa bem-sucedida de 2004 de Oakland, a Proposição Z. Mas pode não ser a última neste ano. Medidas similares de "menor prioridade" estão marcadas para serem decididas pelos eleitores em Santa Bárbara, Santa Cruz e Santa Mônica em Novembro.
A resolução foi apresentada pelo Vereador John Duran e aprovada em uma votação de 4-0. Duran e a câmara agiram depois que os ativistas locais organizados na West Hollywood Civil Liberties Alliance abriram uma petição para levar uma iniciativa de menor prioridade a voto popular. Dado que os funcionários municipais já viam o Xerife da Comarca de LA não tornando a repressão à maconha uma alta prioridade, e temerosos dos custos e "inflexibilidades" associados à iniciativa eleitoral, a câmara concordou em lidar com a questão via resolução após se consultar com a Alliance.
A resolução diz "fica resolvida que a Câmara dos Vereadores do Município de West Hollywood, mediante isto, declara que não é a polícia do Município nem de sua agência de repressão legal objetivar o porte de pequenas quantidades de maconha e o consumo de maconha em caráter privado por adultos".
"A maconha, sabe, um baseado ou dois, é tão irrelevante que nem parece valer a pena alocar qualquer recurso à imposição das leis sobre a maconha", disse Duran. "Temos visto que o uso de maconha certamente não é mais perigoso nem destrutivo que o consumo de álcool", disse Duran. "Toda a histeria da 'loucura do baseado' se esgotou".
Embora o Xerife Baca e seus adjuntos possam não estar aguilhoando West Hollywood pelos fumantes de maconha, previsivelmente, a agência não está contente em saber que estão lhe dizendo como fazer o trabalho dela. Alguns oficiais do Gabinete do Xerife estiveram entre os poucos opositores públicos da resolução, e o Vereador Municipal, Joe Prang, que é um alto conselheiro de Baca, se absteve da votação.
Mas Baca estava sendo político na segunda à tarde. "Com certeza, no meu gabinete nós entendemos qual é a pressão", disse ao Los Angeles Times, sugerindo que os funcionários municipais estavam cercados pelos legalizadores da maconha. "A minha crença é a de que o município precisa fazer-se ouvir na questão e ela resultará ser até que ponto esta resolução é compulsória. Vamos examiná-la em todos os seus prós e contras e diremos a nossa posição à Câmara dos Vereadores".
Se o departamento decidir que não vai obedecer à resolução, o município pode acabar com o seu contrato anual de $10 milhões para fornecer serviços de repressão legal e procurar outro departamento para substituir o Departamento do Xerife. Mas isso é improvável, disse Duran ao Times. "Isso nos colocaria numa situação embaraçosa", disse.
11. Condução Drogada: Suprema Corte do Michigan Sustenta Lei Estadual de Condução Sob Influência de Drogas – Agora, Nem É Necessário que Você Esteja Dopado para Ser Preso
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/michigan.shtml Se você fumar um baseado na sexta à noite e ir dirigir com olhos vidrados e abobado na segunda de manhã no Michigan, você pode ser preso, acusado e condenado como condutor drogado porque os traços químicos inativos de THC, ou metabolitos, continuam na sua corrente sangüínea. A Suprema Corte do Michigan decidiu na quarta que os condutores podem ser condenados por Condução Sob Influência de Drogas (DUID) mesmo se eles não estiverem sob a influência de drogas. De acordo com o parecer da Suprema Corte nos casos consolidados Derror vs. Michigan e Kurts vs. Michigan, de autoria da Ministra Maura Corrigan, a inocência real da condução prejudicada é “irrelevante”.
Em ambos os casos, as autoridades acusaram os réus de acordo com a lei DUID do Michigan com base na presença de metabolitos de cannabis, um resíduo inerte da quebra de THC do corpo, no seu sangue. A presença de metabolitos não indica o prejuízo psico-motor ou a intoxicação; apenas indica que alguém ingeriu THC em algum momento no passado, como reconheceu a Suprema Corte estadual na decisão dela. Ambos os tribunais de julgamento sustentaram que o metabolito não era "maconha" e, portanto, não era uma substância controlada segundo a lei estadual, uma posição sustentada na apelação.
Mas uma maioria na Suprema Corte discordou. Nem a lei DUID nem a lei sobre as substâncias controladas "requerem que uma substância tenha propriedades farmacológicas para constituir uma substância controlada de classe I", sustentou a maioria. A lei DUID tampouco "requer que um réu esteja com as faculdades psico-motoras prejudicadas enquanto dirige. Ao invés disso, pune pela operação de um veículo motorizado com qualquer quantidade de substância controlada de classe I no corpo".
Então, surpreendentemente, a Ministra Corrigan escreveu: "É irrelevante que uma pessoa que já não esteja 'sob a influência' da maconha possa ser processada segundo o estatuto. Se a Assembléia houvesse pretendido processar apenas a pessoa que estivesse sob a influência enquanto dirigia, podia haver escrito o estatuto de acordo com isso".
Agora, qualquer condutor do Michigan que tenha fumado maconha nos últimos dias ou, no caso dos fumantes mais inveterados, até três ou quatro semanas, está sujeito a uma detenção por DUID com base na presença de restos inertes de metabolitos que não indicam realmente o prejuízo psico-motor. Em um dissenso severo, o Ministro Michael Cavanaugh advertiu a corte que isso criminalizaria uma enorme classe de pessoas.
"Agora, a decisão de hoje transforma em criminosos numerosos cidadãos do Michigan que, antes de hoje, eram considerados membros produtivos e obedientes à lei de nossa comunidade", escreveu. "Agora, se uma pessoa ingeriu ativa ou passivamente maconha e dirige, ela está [inadvertidamente] infringindo a lei, porque se qualquer quantidade de [metabolitos de maconha] pode ser detectada - não importa quando [a maconha] foi ingerida anteriormente - ela está cometendo um crime. A interpretação da maioria, que não mantém nenhuma relação com as preocupações genuínas da Assembléia sobre operar um veículo motorizado enquanto se está com as faculdades psico-motoras prejudicadas, infringe a Constituição dos Estados Unidos e a Constituição do Michigan".
A decisão pode ter um impacto além do Michigan. Vinte outros estados têm promulgado leis que tornam uma infração criminal dirigir sob a influência de drogas. Eles usam padrões similares àqueles sustentados nesta semana - a presença de níveis residuais de drogas ou metabolitos - para supor o prejuízo psico-motor. Diferentemente das leis de condução ébria, que supõem um certo nível de álcool no sangue depois do qual considera-se que alguém esteja prejudicado, as leis DUID supõem que a presença de qualquer metabolito ou resíduo prove o prejuízo psico-motor.
12. Canadá: Em Tentativa de Redução de Danos, a Polícia de Vancouver Mantém Distância das Chamadas de Overdoses
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/vancouver.shtml Em uma tentativa de reduzir as mortes por overdoses de drogas, a polícia em Vancouver não aparecerá mais junto com os paramédicos nas chamadas de overdoses de drogas. Essa já tem sido a prática não-oficial durante os dois últimos anos, mas numa reunião de 14 de junho, a diretoria da Polícia de Vancouver votou em torná-la parte da política oficial do departamento.
Citando uma pesquisa australiana que mostrava que a presença da polícia aumentava realmente a probabilidade de mortes por overdoses, a polícia de Vancouver sugeriu que se os consumidores de drogas não temessem a detenção, eles seriam menos reticentes em contatar as autoridades em caso de overdose, e em Dezembro de 2003 começaram a manter distância das overdoses. Após uma série de consultas com grupos comunitários, incluindo o grupo de consumidores de drogas, a Vancouver Area Network of Drug Users (VANDU), a prática virou a política estabelecida, porém informal, no fim do ano seguinte.
"A pesquisa apresentada na Conferência de Prevenção à Overdose de Heroína em Seattle em 2000 revelou que, apesar do fato de metade dos casos de overdoses serem testemunhados por outra pessoa, a maior barreira ao obter ajuda médica de emergência era o temor de que a polícia responderia a apresentaria acusações por consumo de drogas", escreveu o Inspetor da Polícia de Vancouver, Ken Frail, na época. "Ao invés de deparar-se com a intervenção da polícia, muitas testemunhas de uma overdose de drogas respondiam de maneira inadequada. Às vezes, uma vítima pode ser deixada em um lugar público esperando-se que fosse encontrada, às vezes uma chamada telefônica incompleta era feita e a pessoa que ligava ia embora antes que a ajuda médica chegasse. Às vezes, a vítima de overdose era abandonada", observou ele.
"A Polícia de Vancouver reconheceu que os casos de overdoses de drogas são principalmente emergências médicas que requerem resposta rápida", explicou Frail. "A nova política tende a restringir a participação da polícia nas chamadas de overdoses exceto em casos em que a segurança pública requer a participação da polícia. O papel da polícia em uma chamada de overdose de drogas é esclarecido como 'assistir com medidas de salvamento de vidas e segurança pública'".
Isso funcionou em Vancouver em 2004 e 2005, e agora a Diretoria da Polícia a tornou a política oficial. É uma medida de redução de danos que as cidades estadunidenses fariam bem em pensar em emular.
13. Europa: Secretário Antidrogas Escocês Diz que a Guerra às Drogas Está Perdida e Causa Grande Alvoroço
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/secretarioescocia.shtml O secretário antidrogas da Escócia (ou "tsar", como preferem os escoceses) desencadeou uma semana de debate furioso ao declarar que a guerra contra as drogas está perdida e que nunca poderá ser vencida. Os comentários de Tom Wood, presidente da Associação Escocesa das Equipes de Ação de Álcool e Drogas, são apenas os últimos em uma série de declarações similares que vêm de políticos e figuras do aparato judiciário-legal escoceses enquanto o país tenta confrontar o seu caso intratável com as drogas ilícitas. Apesar de décadas de guerra às drogas, a Escócia tem um dos índices mais altos de consumo de drogas na Europa e mais de 50.000 dependentes da heroína.
"Passei grande parte da minha carreira na polícia lutando a guerra às drogas e não havia ninguém mais esperto do que eu para lutá-la", disse Woods em entrevista concedida ao Scotland on Sunday. "Porém, ultimamente tenho me convencido mais e mais que ela nunca foi uma guerra que pudéssemos vencer. Como nação, nunca poderemos ficar livres das drogas. Nenhum país pode sê-lo, então devemos aceitar isso. Então, a mensagem tem que ser mais sofisticada que o 'basta dizer não', porque essa mensagem simples não funciona", disse o homem encarregado de dar conselhos ao Executivo Escocês sobre as futuras políticas de drogas. "Para os jovens que já disseram 'sim', que vivem em famílias e comunidades em que todos dizem 'sim', temos que reconhecer que a batalha está perdida há muito tempo".
Wood disse que ele não estava defendendo a descriminalização nem a legalização das drogas, mas uma mudança fundamental de prioridades. "Durante as três últimas décadas, a repressão tem recebido alta prioridade, seguida pelo tratamento e a reabilitação, com a conscientização e a dissuasão chegando em terceiro lugar. A fim de fazer a diferença no longo prazo, a conscientização e a dissuasão têm que estar acima de tudo. Temos que ter a coragem e o compromisso para admitir que não lidamos com os problemas com sucesso no passado. Trata-se de nossas prioridades e do nosso pensamento", disse Wood. "Claramente, em algum estágio, pode haver implicações de recursos, mas a primeira coisa que temos que fazer é perceber que não podemos vencer nenhuma batalha enquanto continuarmos colocando a repressão em primeiro lugar".
Os principais guerreiros antidrogas da Escócia, a Agência Escocesa de Repressão à Criminalidade e às Drogas (SCDEA), previsivelmente, diferiram da análise de Wood. "Eu discordo fortemente quando ele diz que a guerra contra as drogas na Escócia está perdida", disse o diretor da SCDEA, Graeme Pearson. "O Plano de Ação Sobre Drogas do Executivo Escocês reconheceu que lidar com o abuso químico é um problema complexo, que exige muitas respostas. Está explícito dentro da estratégia que para lidar efetivamente com o abuso químico, os vários pilares do plano não podem funcionário isoladamente".
Embora Pearson tenha defendido as políticas atuais, o cruzado antidrogas Alistair Ramsey, ex-diretor da Scotland Against Drugs, estava fulminando o tratamento com ênfase demais. "Nunca devemos perder de vista o fato de que a imposição da legislação sobre as drogas é uma prevenção muito poderosa para muitas pessoas e que a legislação sobre as drogas deve ser mais robustecida", disse ele ao jornal. "A fixação atual com o tratamento e a reabilitação em nome do Executivo tem realmente que parar".
A porta-voz conservadora da justiça escocesa, Margaret Mitchell, se juntou ao ataque: "Eu aceito a sinceridade de Wood, mas esta é uma mensagem muito perigosa. Eu nunca diria que perdemos a guerra contra as drogas. As coisas estão feias, mas nunca deveríamos desfraldar a bandeira branca", disse ela.
Na segunda-feira, o Ministro Escocês da Saúde se uniu à refrega, comparando a eliminação do consumo de drogas à oferta de almoços saudáveis na escola. "Se se dissesse que as crianças da Escócia estariam comendo mais saudavelmente na escola, eles teriam dito que isso não pode ser feito, então sou muito positivo nestes problemas. Precisamos ser positivos e há diferentes maneiras de fazermos isto. Estamos dando duro para garantir que sejamos bem-sucedidos e eu acho que podemos ganhar esta guerra, mas será necessário muito esforço", insistiu.
O ponto de vista de Wood conseguiu o respaldo de grupos como o Scottish Drugs Forum e o grupo de aconselhamento químico e prevenção às drogas, Crew 2000. "Eu acho que Tom Wood tem razão. Isto é algo que a nossa organização esteve debatendo durante algum tempo e é bom ver que isto está chegando agora à corrente principal", disse o diretor do Crew 2000, John Arthur.
Na segunda, Wood não curvou a sua cabeça enquanto se esforçava para elogiar a polícia escocesa. "A agência escocesa de repressão às drogas é uma das melhores na Europa", disse. "Contudo, temos que aceitar que a atividade da polícia não reduziu a oferta. Não tem feito diferença nenhuma nem no preço nem na pureza".
14. África: Agentes Nigerianos em Batalha Perdida com Plantadores de Maconha
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/nigeria.shtml O comércio florescente de maconha da Nigéria é mais do que a Agência Nacional de Imposição da Lei de Drogas (NDLEA) pode lidar, disse o comandante da agência no estado de Edo, um centro do tráfico, a um grande jornal na semana passada. Uma agência antidrogas com poucos homens, com pouco equipamento e orçamento baixo não pode competir com a demanda doméstica e internacional crescente e outras poucas opções econômicas para os agricultores nortistas, disse.
Mas o agente se aproveitou da situação ao afirmar que o broto nigeriano agora é "o melhor do mundo". Essa afirmação está aberta a um debate acalorado, mas o "cânhamo indiano", como o chamam os habitantes locais, está aparecendo nos mercados europeus, onde compete com o melhor que o resto do mundo tem a oferecer.
Em seu Relatório Internacional da Estratégia de Controle dos Narcóticos de 2006, o Departamento de Estado dos EUA observou que "a maconha/cannabis é cultivada por toda Nigéria, mas principalmente nos estados centrais e nortistas. O cultivo é geralmente feito em pequenos campos em áreas remotas. O seu mercado está concentrado no Oeste da África e na Europa. não se sabe de nenhuma maconha que tenha encontrada alguma forma de entrar nos Estados Unidos. De qualquer modo, o consumo doméstico está se espalhando. A NDLEA tem destruído os campos de maconha, mas não tem a postos um programa regular e organizado de erradicação. Não há dados confiáveis para determinar o tamanho e a produção do cultivo".
"A guerra às drogas nesta parte do país tem mais intensidade do que em qualquer outro lugar porque, essencialmente, o estado de Edo é o lar do cultivo de cannabis", disse o comandante estadual da NDLEA, Okey Ihebom, ao Abuja Daily Trust. "Eles plantam cânhamo indiano em grandes quantidades neste estado. A cannabis que está sendo produzida nos estados de Edo e Ondo é a melhor do mundo. Então, há um mercado pronto para ela em qualquer parte do mundo. Também sabemos que a cannabis desses dois estados é mais cara. Portanto, os produtores e revendedores estão dispostos a aceitar qualquer tipo de risco para produzir e exportar as drogas".
O estado tem apenas um veículo para a imposição da legislação antimaconha e não tem nenhuma cadeia adequada, denunciou Ihebom, e sabe-se que os plantadores resistem. "Não dá para conseguir um veículo que o leve a tais fazendas. As fazendas não são acessíveis por nenhuma forma de veículo. Dirige-se até a floresta e é preciso deter-se a 20 quilômetros de distância da fazena e caminhar até o lugar", explicou. "Nas fazendas, os plantadores estão armados, em sua maioria. Eles conhecem a área melhor do que nós. Após uma troca de tiros, quando os subjugamos, fazemos as detenções e começamos a destruição das fazendas. São necessários dias para destruir uma fazenda grande. Às vezes, eles se reagrupam e nos combatem com armas sofisticadas. Assim o comando perdeu dois de seus homens recentemente".
O comando também não tem uma campanha de prevenção. "As pessoas fumam cannabis por ignorância", disse Ihebom. "Quando explicarmos ao público os efeitos adversos do fumo da droga, tenho certeza de que um bom número de pessoas parará o vício e aqueles que não tiverem o hábito de fumar nos entregarão aqueles que eles virem fumando".
Fumar maconha era má idéia, disse Ihebom ao Daily Trust. "O fumante normal também é muito perigoso para a sociedade", afirmou. "Assim que se fuma e se começa a achar que ele é o que não é, sabe-se que haverá problemas. Então, procuramos tanto os fumantes, aqueles que a vendem, os traficantes, os exportadores, os produtores quanto os distribuidores também", disse.
Embora Ihebom tenha enfatizado a violência relacionada ao tráfico de maconha, ele reconheceu que isso nem sempre acontecia, mas ele estava preocupado que o influxo de dinheiro na região empobrecida fosse nocivo. "A percepção de que as comunidades produtoras ou consumidoras de cannabis são violentas pode não ser inteiramente verdadeira. Veja-se Ondo, um estado que é líder na produção de cannabis no país e que é um estado pacífico", disse. "Mas quando se considera o influxo de dinheiro tanto daqui quanto do exterior nas comunidades produtoras de cannabis, percebe-se que o fluxo de dinheiro incentiva a criminalidade. Isso é exatamente o que está acontecendo no estado de Edo. Sabe-se que, por causa do tráfico de drogas e desta prostituição internacional, também corre muito dinheiro aqui e o índice de criminalidade também está alto demais".
Ihebom reconheceu implicitamente que ele estava lutando uma batalha perdida, mas a maré podia ser mudada com mais recursos, com mil demônios! "Veja bem, a guerra às drogas não é uma guerra que deva ser deixada para ser combatida somente pela NDLEA", disse. "Os Estados Unidos, com toda a sofisticação deles, não conseguem deter o tráfico de drogas. Se se examinar o volume da droga que entra nos Estados Unidos diariamente, ficar-se-ia surpreso. É verdade que com melhor financiamento e equipamentos, faremos mais na nossa luta com estas pessoas".
15. América Latina: Planta de Industrialização da Coca Financiada pela Venezuela É Inaugurada na Bolívia
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/plantacoca.shtml O presidente boliviano Evo Morales viajou até a cidade de Irupana na região cocaleira das Yungas da Bolívia para presidir a inauguração de uma planta de industrialização em que as folhas de coca serão convertidas em produtos legais. Morales, que chegou ao poder como líder de uma confederação de sindicatos cocaleiros, prometeu procurar usos legais alternativos para a planta como parte de sua estratégia anticocaína.
"A industrialização da coca não é daninha porque não é droga", disse Morales a centenas de cocaleiros em Irupana num discurso que foi televisionado em todo o país. "Serão feitos farinho, mate, chá, refrescos e outros produtos nas duas primeiras plantas", destacou o ministro da Agricultura, Hugo Salvatierra.
No início deste ano, Morales viajou por todo o mundo, em parte para procurar mercados para os produtos de coca, e essa estratégia pode estar compensando. A Associated Press informou que os funcionários do governo boliviano disseram que China, Cuba, Índia e Venezuela já expressaram interesse em comprar produtos de coca.
Morales se posiciou junto a Hugo Chávez da Venezuela e Fidel Castro de Cuba como parte de um pólo esquerdista em assuntos hemisféricos. O ministro boliviano da Agricultura, Hugo Salvatierra, disse à televisão estadual boliviana que Chávez prometeu $1 milhão para financiar as duas plantas de industrialização da coca.
Apesar da atual lei boliviana limitar a produção de coca a uns 29.000 acres nas Yungas, a produção não-sancionada está ocorrendo ali, assim como na região do Chapare. De acordo com os dados dos EUA e da ONU, a Bolívia é o terceiro maior produtor de coca do mundo, depois da Colômbia e do Peru. A política do governo estadunidense é erradicar a coca não-sancionada, mas Morales prefere encontrar mercados legítimos para ela.
16. Maconha Medicinal: Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla Financiará Estudo
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/estudoemmarmed.shtml No que pode ser um primeiro sinal de mudança de curso da Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla, que escarnecera da maconha medicinal no passado, o grupo anunciou nesta semana que financiará um estudo sobre o efeito da maconha na espasmofilia em pacientes de EM. Embora a Sociedade reconheça que até 15% dos pacientes de EM usam maconha medicinal, financiar o novo estudo mostra que é a primeira vez que o grupo deu indícios de que está ouvindo o que os pacientes estão dizendo.
A sociedade recusa atualmente o uso de maconha para aliviar os sintomas de EM. Como observa em seu sítio, "Com base nos estudos até o dia de hoje, é a opinião da Diretoria Médica da Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla de que há dados atualmente insuficientes para recomendar a maconha ou seus derivados como tratamento para a EM. O uso de longa data da maconha pode estar associado a efeitos colaterais bem consideráveis. Além do mais, outras drogas bem testadas e aprovadas pela FDA estão disponíveis, como baclofen e tizanidina, para reduzir a espasmofilia na EM".
A Sociedade disse que foi levada por estudos inconclusos anteriores sobre o efeito da maconha na espasmofilia da EM a financiar um que usasse uma nova medida. O estudo não é novo; o grupo está assumindo o financiamento de pesquisa corrente no Centro de Pesquisa da Cannabis Medicinal da Universidade da Califórnia, que perdeu o financiamento quando a investigação foi completada apenas parcialmente.
O estudo, do Dr. Mark Agius e de seus colegas pesquisadores na Universidade da Califórnia-Faculdade Davis de Medicina, tem sua finalização marcada para Março de 2008.
17. Busca na Rede: Len Bias, Sondagem da ONU Sobre a Coca, Oaksterdam News
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/buscarede.shtml perspectivas sobre a morte de Len Bias há 20 anos, da Universidade de Diamondback de Maryland
Sondagem Sobre a Coca Andina de 2005 da UNODC
a edição de verão de 2006 da Oaksterdam News
18. Semanal: Esta Semana na História
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/estasemana2.shtml 23 de Junho de 1999: O Governador do Novo México, Gary Johnson, diz a um público no Instituto Cato: "A tal Guerra Contra as Drogas do país tem sido um tremendo fracasso. Não funcionou. O problema das drogas está piorando. Eu acho que é o problema número um que o país enfrenta hoje... Realmente, precisamos botar todas as opções sobre a mesa... e uma das coisas que serão discutidas é a descriminalização".
24 de Junho de 1982: Durante comentários sobre a Ordem Executiva 12368 emitida pelo Jardim Rosa da Casa Branca, o Presidente Ronald Reagan diz, "Estamos abaixando a bandeira de rendição que esteve hasteada durante tantos esforços contra as drogas. Vamos desfraldar a bandeira de batalha".
25 de Junho de 1923: Durante um discurso em Denver, Colorado, o Senador Morris Shepard do Texas que ajudara a instaurar a lei seca diz, "Há tantas chances de revogar a Décima Quinta Emenda como de um beija-flor voar ao planeta Marte com o Monumento de Washington atado à cauda dele".
25 de Junho de 1987: A Colômbia anula oficialmente seu tratado de extradição com os EUA, depois de uma série de ameaças pessoais de traficantes de drogas contra membros da Suprema Corte.
25 de Junho de 2003: A Corte Administrativa Superior de Cundinamarca, Colômbia, ordena o parto da fumigação de herbicidas de glifosato até que o governo obedeça ao plano ambiental para o programa de erradicação e ordena uma série de estudos para proteger a saúde pública e o meio ambiente.
26 de Junho de 1936: A Convenção pela Supressão do Tráfico Ilícito de Drogas Perigosas é assinada em Genebra.
26 de Junho de 2001: A China marca o dia internacional antidrogas da ONU realizando marchas em que pilhas de narcóticos são queimadas e 60 pessoas são executadas por delitos de drogas, entre as centenas mortas pelas autoridades desde Abril de 2001 em uma operação contra o crime chamada "Golpe Duro" que permitiu os julgamentos sumários e o uso geral da pena de morte.
27 de Junho de 1991: A Suprema Corte dos EUA sustenta, em uma decisão de 5-4, um estatuto do Michigan que impõe uma sentença obrigatória de prisão perpétua sem possibilidade de condicional para qualquer pessoa condenada por porte de mais de 650 gramas (cerca de 1.5 libra) de cocaína.
27 de Junho de 2002: No caso Conselho de Educação do Distrito Escolar Independente No. 92 da Comarca de Pottawatomie vs. Earls, a Suprema Corte dos EUA decide 6-3 para manter a política de exames toxicológicos mais extensa que já esteve perante a Corte - um requerimento de exames para qualquer estudante de escola pública que procure participar de qualquer atividade extracurricular, um equivalente aproximado da política universal de exames toxicológicos.
28 de Junho de 1776: O primeiro projeto da Declaração da Independência é escrito em papel de cânhamo holandês. Um segundo esboço, a versão lançada no dia 04 de Julho, também está escrito em papel de cânhamo. (A versão final é copiada do segundo esboço em pergaminho animal.)
29 de Junho de 1938: O Christian Century informa, "Em alguns distritos habitados por latino-americanos, filipinos, espanhóis e negros, metade dos crimes são atribuídos à loucura causada pela maconha".
19. Semanal: O Calendário dos Reformadores
http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/441/calendario (Favor enviar lista de eventos sobre políticas de drogas e tópicos relacionados para
calendar@drcnet.org.) 23 de Junho, 19:30-20:30, Lansing, MI, bate-papo sobre o livro com o autor de "Burning Rainbow Farm", Dean Kuipers. Na Schuler Books and Music, 2820 Towne Center Blvd., Centro Comercial Eastwood, contate Laura Keefe pelo (646) 307-5580 ou
laura.keefe@bloomsburyusa.com para maiores informações. 29 de Junho, 19:00-22:00, Los Angeles, CA, festa do Los Angeles CityBeat em homenagem a "Burning Rainbow Farm". No Café-Club Fais Do-Do, 5257 W Adams Blvd., Laura Keefe pelo (646) 307-5580 ou
laura.keefe@bloomsburyusa.com para maiores informações. 03 de Julho, 20:00-01:00, Portland, OR, concerto beneficente para a iniciativa pró-maconha de menor prioridade legal da Safer Portland, com os músicos State of Jefferson e The Buffalo Riders e o convidado Rob Kampia do MPP. Na Lola's Room, 1332 W. Burnside St. (debaixo do Crystal Ballroom), 21 anos ou mais, entrada $15 na porta, visite
http://www.makeportlandsafer.org ou ligue para o (503) 236-0205 para maiores informações. 04 de Julho, Washington, DC, Marcha do Quatro de Julho, patrocinada pela Fourth of July Hemp Coalition. No Lafayette Park, contate (202) 887-5770 para maiores informações.
14 de Julho, 17:30-20:00, Chicago, IL, coquetel com o juiz James P. Gray, autor de "Why Our Drug Laws Have Failed and What We Can Do About It: A Judicial Indictment of the War on Drugs”. Patrocinado pelo Instituto Heartland, no Hotel Millennium Knickerbocker, 163 East Walton Place, entrada franca, contate Nikki Comerford pelo (312) 377-4000 o
nikki@heartland.org para maiores informações. De 15 a 20 de Julho, Chicago, IL, “Liberdade, Tolerância e Sociedade Civil”, seminário gratuito de verão para estudantes universitários, patrocinado pelo Institute for Humane Studies. Na Universidade Loyola, visite
http://www.i-liberty.org até o dia 10 de Abril para informações ou para se candidatar – candidate-se antes de 31 de Março e recebe um livro grátis. 21 de Julho, Washington, DC, conserva sobre o livro com Marc Mauer do The Sentencing Project. Na livraria Politics & Prose, 5015 Connecticut Ave., NW, visite
http://www.politics-prose.com para maiores informações. De 19 a 20 de Agosto, Seattle, WA, Festival do Cânhamo de Seattle, visite
http://www.hempfest.org para maiores informações. De 09 a 12 de Novembro, Oakland, CA, “A Saúde do Usuário de Drogas: A Política e o Pessoal”, 6ª Conferência Nacional de Redução de Danos. Patrocinada pela Harm Reduction Coalition, para maiores informações visite
http://www.harmreduction.org/6national/ ou contate Paula Santiago pelo
santiago@harmreduction.org. De 01 a 03 de Fevereiro de 2007, Salt Lake City, UT, “Ciência e Resposta: 2007, A Segunda Conferência Nacional Sobre a Metanfetamina, o HIV e a Hepatite”, patrocinada pelo Harm Reduction Project. No Hilton City Center, visite
http://www.methconference.org para maiores informações. Se você gosta do que lê aqui e quer receber estes informes por e-mail, por favor preencha nosso formulário de inscrição em
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