| [Curitiba] CPI das "Invasões" confirma seu caráter de disputa partidária Por Frederico 31/03/2007 às 18:20 Artigo de suporte aos editoriais sobre a CPI das "Invasões" A escolha dos depoentes confirma a disputa político partidária que está ocorrendo em Curitiba. De uma lado está o grupo político que apóia o Prefeito Beto Richa, grupo que se mantém no comando do executivo municipal a quase 20 anos. Do outro lado temos o grupo do Governador Requião, o autoproclamado Chavez brasileiro, que apresenta uma conduta política ambígua tendo como aliados boa parte das oligarquias locais.
Dos convocados, estão os secretários e assessores do Prefeito Beto Richa que de logo prestarão seus depoimentos e apresentarão seus relatórios sobre a política habitacional local, dirão que a política é eficiente e que as ocupações ocorrem por causa de apressados que querem furar a fila de espera da COHAB, também dirão que a postura do Governo Estadual em não despejar de imediato as ocupações, contribuir para que as ocupações ocorram. Porém se esquecem que a fila de espera é de 60.000 famílias.
Dos convidados, estão os assessores e funcionários comissionados do Governo Requião, estes comparecerão a CPI se o Governador mandar, já que o convite não é obrigatório a eles, pois são parte de outra esfera da administração pública. Se comparecerem dirão que a política do Governo Estadual é eficiente, que o Prefeito está utilizando a CPI para destruir as ?conquistas? da gestão Requião. Caso não compareçam, os vereadores da base do Prefeito aproveitarão a falta para dar declarações um tanto cínicas e depravados sobre o problema habitacional, além de utilizarem a falta para atacar o Governo Estadual.
No meio dessa disputa estão os movimentos populares, que por causa da conjuntura local tentam se defender como podem das tentativas de criminalizações, como também tentam continuar o seu trabalho de mobilização e pressão frente aos poderes locais para que uma política habitacional eficiente seja aplicada. Entre os convidados que representam os movimentos populares temos Fátima Freitas, liderança da ocupação do bairro Santa Quitéria e Luzia Stubert do MNLM - Movimento Nacional da Luta pela Moradia.
As tentativas de criminalização dos movimentos populares servem para o mapeamento das lideranças desses movimentos e seu constrangimento, como também servem para que vereadores medíocres tenham seus 15 minutos de destaques na mídia, já que a composição da CPI é feita, em sua maioria, por vereadores sem relevância nenhuma. Outro motivo é a proximidade da eleição municipal, onde tais vereadores poderão utilizar as imagens feitas pela mídia empresarial em seu horário eleitoral, passando uma falsa imagem do que realmente ocorreu.
>>Adicione um comentário Esta CPI foi claramente motivada pelas três ocupações recentes divulgadas pela mídia, nos bairros Santa Quitéria, Novo Mundo e Campo Comprido. A última foi desocupada no dia 8 de março. As outras duas ocupações permanecem resistindo. Todas as áreas ocupadas pertencem a construtoras e imobiliárias com dívidas junto ao município. Está claro que há interesses por trás desta CPI. Esta CPI nasce com um teor altamente repressivo e de criminalização dos movimentos sociais. Há um grupo entre os vereadores com uma posição clara de defesa incondicional da especulação imobiliária. O relator da CPI é o vereador Roberto Hinça (PDT), proprietário de imobiliária e loteamentos. Portanto, esses vereadores ligados aos interesses imobiliários tendem a defender a criminalização dos movimentos sociais.  | Caro leitor,
A especulação imobiliária nunca foi ameaçada pelos atuais movimentos populares que atuam na luta pela moradia em Curitiba e Região Metropolitana, devido a sua desarticulação. O epicentro dos conflitos foram na década de 80 e até meados da década de 90, quando existia a UGB - União Geral dos Bairros.
Os atuais movimentos priorizam suas ações as negociações de gabinetes e apoios eleitorais. As ocupações recentes não foram organizadas pelos movimentos, foram sim, organizadas por pessoas ligadas as figurinhas políticas que estavam defendendo interesses coorporativos de partidos que não tem inserção nos meios populares.
Outro questão que deve ficar clara, é que boa parte das ações dos movimentos que atuam na questão da moraida é outra, o seu foco está no momento pós-ocupação, quer dizer, no momento posterior a conquista da terra. Eles estão focados na luta por um projeto urbano descente e pela implementação do plano diretor e do Estatuto das Cidades. O problema interno desses movimento, é que a discussão fica só na burocracia, as lideranças não enxergam o potencial de construir nesses espaços novas experiências políticas, novas formas de relações sociais, construir o tão falado poder popular.
Em relação a CPI, posso dizer que o seu objetivo inicial é atacar o governo estadual e conseguir seus holofotes.
Estou fazendo uma pesquisa sobre como se procede atualmente a especulação imobiliária, que em grande parte está ligada a onda de condominios fechados que assola a cidade. Geralmente as construtoras desses prédios, numa medida gatuna, constroem seus muros invadindo terrenos públicos e manaciais, além de jogarem os esgotos nos rios. O pior é que o executivo municipal sabe das denúncias e não fiscaliza.  | Frederico... em seu comentário voce diz que existia a Uniao Geral de Bairros?... nos existimos e atuamos fortemente e Curitiba e Regiao Metropolitana. Desculpe, tenho que reconhecer que, muito embora náo saiba de nossa atuaçao recente, voce tem razao... nossas atividades se dao pós invasao, proporcionando assistencia e assessoria jurídica aos moradores. Toda essa discussão é patética!!! Pós invasão..pré invasão..terreno do governo, da prefeitura, privado!! isso não importa!!! INVASÃO NÃO DEVERIA EXISTIR!!! Eu pago aluguel, não tenho uma renda alta, ja passei por muitas dificuldades na vida mas nunca pensei em "ROUBAR" nem um real na rua, quem dirá "ROUBAR" terreno dos outros...lembrem-se que invasão de terreno alheio é sinonimo de roubo e roubo é um dos dez pecados...
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