| [Curitiba] Carta a CPI das Invasões Por frederico 31/03/2007 às 18:43 Os movimentos que trabalham com a questão da moradia estão pedindo assinaturas para essa carta, que será enviada aos parlamentares da CPI das "Invasões". Carta à CPI das "Invasões" - Envie COM URGÊNCIA para esses vereadores Exmo. Sr. Carlos Alberto Richa Prefeito Municipal de Curitiba gabvirtual@pmc.curitiba.pr.gov.br, ou betoricha@betoricha.com.br fax 41. 3252 3266 Exmo(a) Sr(a), Vereador(a): João Claudio Derosso ? PSDB Presidência da Câmara jderosso@cmc.pr.gov.br ? fax 41. 3350-4503 Tico Kuzma - PPS presidente da CPI tico.kuzma@cmc.pr.gov.br ?fax 41. 33504616 Roberto Hinça - PDT relator da CPI roberto.hinca@cmc.pr, contato@robertohinca.com.br ? fax 41. 3026-5225 Roseli Isidoro - PT risidoro@cmc.pr.gov.br ?fax 41. 33504685/86 Dr. Valdenir Dias valdenir.dias@cmc.pr.gov.br ? fax 41. 33504639 / 33504643 Ângelo Batista - PP abatista@cmc.pr.gov.br fax 41. 33504649 Pastor Valdemir Soares - PR pastorvaldemir@cmc.pr.gov.br fax 41. 33504551 Serginho do Posto - PSDB serginho.doposto@cmc.pr.gov.br fax 41. 33504709 Ref.: Manifestação de Posicionamento da Entidade sobre os trabalhos da CPI das Invasões da Câmara Municipal de Curitiba. A __________________________ , entidade ou movimento social de área de atuação, da cidade de _____________, vem, respeitosamente perante Vossas Senhorias demonstrar nosso compromisso com o acompanhamento dos trabalhos da "CPI das Invasões", proposta pelo vereador Tico Kuzma, do PPS, e aprovada na Câmara de Vereadores de Curitiba, Estado do Paraná, no dia 08 de março de 2007, e também para registrar nossa preocupação diante do viés de criminalização dos moradores de ocupações irregulares com que tem sido divulgado por esta Câmara e pela Prefeitura Municipal de Curitiba. As recentes notícias da mídia1 paranaense evidenciam a tentativa de responsabilizar os pobres da cidade pelo problema habitacional e pela atual crise urbana da Região Metropolitana de Curitiba. Ante a situação de violência e criminalização como são tratados os habitantes sem teto, ressaltamos que a efetivação do direito humano à moradia adequada é responsabilidade de todos os Estados e Municípios. A consagração do direito humano à moradia e à cidade sustentável está prevista nos artigos 6º e 182 da Constituição Federal. O Estado Brasileiro é constantemente cobrado internacionalmente pelo descumprimento dos tratados internacionais ratificados, principalmente o art. 11 do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, e os Comentários Gerais n. 4 e 7 do Conselho Econômico e Social da ONU que tratam dos componentes do direito à moradia e da prevenção de despejos forçados, respectivamente. Ainda, o Estatuto da Cidade, art. 2º, I, reconhece a garantia do direito à cidades sustentáveis, entendido como direito à terra urbana, moradia, saneamento, infra-estrutura e outras necessidades básicas como diretriz da política urbana. Em Curitiba, o Plano Diretor aprovado em 2004, tem como diretrizes fundamentais a efetivação do direito à moradia e o cumprimento da função social da propriedade urbana. A Região Metropolitana de Curitiba recebeu em fevereiro de 2005 o Grupo de Especialistas em Despejos Forçados da ONU e foi publicamente recomendada a implementar medidas de prevenção de despejos e participação popular nas instâncias políticas que até hoje não foram cumpridas. A tendência de formação das ocupações irregulares em vazios urbanos nas metrópoles brasileiras deve ser resolvida com políticas públicas eficazes de produção de habitação de interesse social e aplicação dos instrumentos do Estatuto da Cidade2. O Município de Curitiba, como divulgado recentemente pela COHAB-CT, tem 3413 ocupações irregulares. Paradoxalmente, a sociedade de Curitiba convive com um déficit habitacional de 58.710 unidades4, somando-se as habitações inadequadas e de coabitação familiar, sendo que o número de imóveis vazios e inutilizados corresponde a 56.300 imóveis, em quantidade suficiente para diminuição do déficit habitacional, reduzindo assim os custos econômicos e ambientais da expansão urbana desenfreada. Apenas o centro de Curitiba tem 40 mil m² de imóveis desocupados5. Como reflexo da política excludente de Curitiba, a Região Metropolitana tem 800 ocupações irregulares, como informam a COMEC e COHAPAR. Ainda, todas as deliberações da última Conferência da Cidade de Curitiba 2005 foram desrespeitadas, em desacordo em o artigo 43 do Estatuto da Cidade e a Lei Estadual 15.229/2006. Desta forma, recomendamos que: - os direitos humanos à moradia adequada e à cidade sustentável, básicos para sustentação do Estado Democrático de Direito, sejam respeitados e privilegiados pela investigação desta CPI; - o foco desta CPI sobre a questão fundiária seja solução do problema habitacional, a investigação de envolvimentos de órgãos públicos com a especulação imobiliária (principal responsável pelo descontrole territorial da cidade de Curitiba); - seja discutida a falta de moradia adequada capaz de suprir o déficit habitacional estipulado por órgãos oficiais; - seja denunciada a falta de efetiva participação popular na elaboração e acompanhamento das políticas públicas de habitação e desenvolvimento urbano; - seja investigada a necessidade de ocupação dos terrenos e edificações subutilizados e inutilizados em áreas completas de infra-estrutura que servem unicamente à especulação imobiliária; - seja recomendada a criação de espaços de mediação de conflitos fundiários urbanos; seja recomendado o fim da realização de despejos forçados da população de baixa renda. Durante todo o trabalho da CPI, continuaremos atentos aos rumos das investigações. Atenciosamente, (Nome da Entidade) (forma de contato: e-mail, telefone, endereço etc.)
>>Adicione um comentário Baixar o anexo original CON URGENCIA Excelentísimo Señor Carlos Alberto Richa Alcalde del Municipio de Curitiba, Estado del Paraná gabvirtual@pmc.curitiba.pr.gov.br o betoricha@betoricha.com.br Fax: (55) 41 3252-3266 Excelentísimo (a) Señor (a) Parlamentario (a): João Claudio Derosso ? PSDB Presidente de la Cámara Municipal de Legisladores de Curitiba jderosso@cmc.pr.gov.br ? Fax: (55) 41 3350-4503 Tico Kuzma - PPS Presidente de la Comisión Parlamentar de Investigación - CPI tico.kuzma@cmc.pr.gov.br ?Fax: (55) 41 3350-4616 Roberto Hinça - PDT Relator de la Comisión Parlamentar de Investigación - CPI roberto.hinca@cmc.pr o contato@robertohinca.com.br ? Fax: (55) 41 3026-5225 Roseli Isidoro - PT risidoro@cmc.pr.gov.br ?Fax: (55) 41 3350-4685/86 Dr. Valdenir Dias valdenir.dias@cmc.pr.gov.br ? Fax: (55) 41 3350-4639/3350-4643 Ângelo Batista - PP abatista@cmc.pr.gov.br - Fax: (55) 41 3350-4649 Pastor Valdemir Soares - PR pastorvaldemir@cmc.pr.gov.br - Fax: (55) 41 3350-4551 Serginho do Posto - PSDB serginho.doposto@cmc.pr.gov.br - Fax: (55) 41 3350-4709 Ref.: Manifestación de Posición de la Entidad o del Movimiento Social acerca de los trabajos de la ?Comisión Parlamentar de Investigación de las Invasiones?, de la Cámara Municipal de Legisladores de Curitiba. El (La) __________________________, Entidad o Movimiento Social de área de actuación, de la ciudad de _____________, país, viene, con muy respecto delante de los (las) distinguidos (as) Señores (as) demostrar nuestro compromiso con el acompañamiento de los trabajos de la ?Comisión Parlamentar de Investigación de las Invasiones?, propuesta por el parlamentario Tico Kuzma, del PPS, y aprobada en la Cámara Municipal de Legisladores de Curitiba, Paraná, el día 08 de marzo de 2007, y también registrar nuestra preocupación delante de lo bies de criminalización de los moradores de las viviendas irregulares con que ha sido divulgado por esta Cámara y por la Alcaldía de Curitiba. Las recientes noticias de los medios de comunicación del Paraná1 evidencian el intento de responsabilizar los pobres de la ciudad por el problema de la vivienda y por la actual crisis urbana de Curitiba y ciudades cercanas. Delante de la situación de violencia y criminalización como son tratados los habitantes sin techo, resaltamos que la realización del derecho humano a la vivienda adecuada es responsabilidad de todos los Estados y Municipios. La consagración del derecho humano a la vivienda y la ciudad sostenible está prevista en los artículos 6.º y 182 de la Constitución Brasileña. El Estado Brasileño es constantemente cobrado por el incumplimiento de los tratados internacionales ratificados, máxime el artículo 11 del Pacto Internacional Acerca de Los Derechos Económicos, Sociales y Culturales, y los Comentarios Generales n.º 4 y 7 del Consejo Económico y Social de la ONU que tratan de los componentes del derecho a la vivienda y de la prevención de los desalojos forzados, respectivamente. Aún, el Estatuto de la Ciudad, artículo 2.º, I, reconoce la garantía del derecho a las ciudades sostenibles, comprendido como derecho a la tierra urbana, vivienda, saneamiento, infraestructura y otras necesidades básicas como directriz de la política urbana. En Curitiba, el Plano Director, aprobado en 2004, tiene como directrices fundamentales la realización del derecho a la vivienda y el cumplimiento de la función social de la propiedad urbana. La Región Metropolitana de Curitiba fue visitada en febrero de 2005 por el Grupo de Expertos en Desalojos Forzados de la ONU, que públicamente aconsejó la implantación de medidas de prevención de desalojos y participación popular en las instancias políticas, lo que hasta hoy no fue cumplido. La tendencia de formación de las viviendas irregulares en los vacíos urbanos de las metrópolis brasileñas debe ser resuelta con políticas públicas eficaces de producción de morada de interés social y aplicación de los instrumentos del Estatuto de la Ciudad2. El Municipio de Curitiba tiene 341 ocupaciones irregulares, según divulgado recientemente por la COHAB-CT3. En paradoja, la sociedad de Curitiba convive con un déficit de viviendas de 58.710 unidades4, sumándose las viviendas inadecuadas y las de cohabitación familiar, siendo que el número de inmuebles vacíos e inutilizados corresponde a 56.300 inmuebles, en cantidad suficiente para la disminución del déficit de viviendas, reduciendo así el coste económico y ambiental de la expansión urbana desenfrenada. Apenas el centro de Curitiba tiene 40.000 m² de inmuebles desocupados5. Como reflejo de la política de exclusión de Curitiba, la Región Metropolitana tiene 800 ocupaciones irregulares, como informan la COMEC y la COHAPAR. Aún, ninguna de las deliberaciones de la última Conferencia de la Ciudad de Curitiba 2005 fue respetada, en desacuerdo con el articulo 43 del Estatuto de la Ciudad y la Ley Estadual n.º 15.229/2006. De esa manera, recomendamos que: ?los derechos humanos a la vivienda adecuada y a la ciudad sostenible, básicos para el sostén del Estado Democrático de Derecho, sean respetados y privilegiados por la investigación de esta CPI; ?el foco de esta CPI acerca de la cuestión de la tierra urbana sea la solución del problema de la vivienda y la investigación del envolvimiento de los órganos públicos con la especulación inmobiliaria (principal responsable por el descontrol territorial de la ciudad de Curitiba); ?sea discutida la falta de vivienda adecuada capaz de suplir el déficit de moradas estipulado por los órganos oficiales; ?sea denunciada la ausencia de efectiva participación popular en la elaboración y acompañamiento de las políticas públicas de vivienda y desarrollo urbano; ?sea investigada la necesidad de ocupación de terrenos y edificaciones mal utilizados e inutilizados en áreas completas de infraestructura que sirven solamente a la especulación inmobiliaria; ?sea recomendada la creación de espacios de mediación de conflictos de tierra urbana; y ?sea recomendado el fin de la realización de los desalojos forzados de la población de baja renta. Durante todo el trabajo de la CPI, seguiremos atentos a las rutas de las investigaciones. Atentamente, (Nombre de la Entidad o Del Movimiento Social) (Manera de contacto: correo electrónico, teléfono, dirección)
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