Em 2003, após a visita do Professor Dr. Gilson Schwartz, diretor do projeto Cidade do Conhecimento da USP à vila de Pipa, no Rio Grande do Norte, começaram as mobilizações para a vinda de um telecentro para o local. O Telecentro Rede Pipa Sabe foi inaugurado em 2004 com uma grande repercussão na mídia local e nacional. Segundo o site da USP a missão do projeto era ?jogar uma "rede" sobre Pipa e região, puxando talentos, revelando-os em ondas de oficinas e incubando projetos, empreendimentos, produtos e serviços capazes de liderar uma revolução cognitiva na cadeia produtiva do turismo local.?

Mídias Digitais e Desenvolvimento Local foi mais um projeto elaborado pela Cidade do Conhecimento em Pipa e que previa oficinas de Emancipação Digital, equipamentos para o telecentro além de outras ações como atividades culturais além de reformas necessárias do local (instalação de um banheiro, pintura). O projeto começou em abril de 2006 e encerrou em abril de 2007. Do total de r$450.000,00 apenas r$17.000,00 chegarem em Pipa, para o pagamanento de bolsas para monitores do espaço, sendo que a maior parte deste montante foi para somente um pesquisador da própria USP que passou 1 ano no local.

No decorrer do projeto quando começaram a desconfiar do era dito na imprensa e o que de fato acontecia no local, os gestores locais questionaram a Cidade do Conhecimento, que por sua vez os queria obrigar a assinar um contrato para a imediata liberação de todo o dinheiro. O conteúde deste contrato nunca foi conversado com eles e optaram por não assiná-lo. Em 2007 resolveram fazer a denúncia.

A comunidade denunciou o fato à FINEP em fevereiro de 2007 quando veio um representanto desta instituição visitar o local. Este disse que recebia vários relatórios mensais da Cidade do Conhecimento a respeito de atividades que nunca tinham sido desenvolvidas em Pipa. Para conseguir o apoio da FINEP uma outra isntituição foi mobilizada em São Paulo. A OSCIP Via Pública - Instituto para o desenvolvimento da gestão pública e das organizações de interesse público.
O projeto pode ser encontrado na Internet no segyinte endereço ->
 http://www.cidade.usp.br/blog/2006/06/21/pipasabe-finep/

Em 2004 o Telecentro contava com 10 bolsistas, 4 computadores e uma pequena biblioteca. Ao longos anos, a expectativa dos recursos chegarem foram sempre adiadas com desculpas diversas como burocracia, falta de assinaturas etc. No entanto isto não impediu da instituição de São Paulo acionar a imprensa sempre que necessário para dar visibilidade aos projetos fantasmas. Segundo os voluntários do local nunca houve transparência nas prestações de contas e nos relatorios enviados. Nunca foi enviado nenhum tipo de nota fiscal de nada que foi comprado em nome do telecentro. No contato com a Finep foi descoberto que os relatórios eram de fato falsificados.

Depois de todo o episódio o Telecentro prepara-se para uma nova fase.

Xô URUBU!!