A ocupação foi se tornando um crescente fato midiático, forçando respostas de Serra, chamando atenção para os decretos e rebatendo argumentos do governo, que optou por negar a ameaça a autonomia, a legitimidade do protesto, desqualificando-o totalmente e enquadrando, de maneira vexatória, seus prepostos, os reitores. A ocupação também inspirou ações similares dentro e fora do estado de São Paulo. A mídia corporativa cumpre seu papel, intensificando a campanha difamatória contra os/as ocupantes, usando de qualquer pretexto para deslegitimá-los. Na sexta-feira o blog da ocupação, hospedado no servidor do terra, misteriosamente saiu do ar, fazendo os/as ocupantes migrarem ao servidor anticapitalista e autogerido NoBlogs - um trocadilho com "sem blogs". A polarização atingiu a wikipedia, aonde alguns usuários fizeram a proposta de deletar os verbetes referente as ocupações da USP, UFAL e UFSM por supostamente ferirem o princípio da imparcialidade. A votação se deleta ou não se encerrará no dia 01 de junho.

Graças à exposição dos decretos fica cada vez mais difícil pro governo e seus alidados na mídia esconderem as contradições dos mesmos. A própria Folha de São Paulo publicou uma matéria mostrando que "O governo José Serra (PSDB) pretende, a partir de 2008, deixar de publicar no 'Diário Oficial' do Estado, a cada trimestre, o valor dos repasses mensais previstos e efetuados para as universidades estaduais", contradizendo todo o discurso de transparência utilizado pelo governo e pela mídia na defesa dos decretos. Como conclui um manifesto de professores pró-ocupação: "Independente de como a ocupação da reitoria termine, ela já conseguiu seu propósito principal: fomentar a discussão sobre a autonomia universitária numa comunidade acadêmica que permaneceu apática por meses às agressões do governo estadual e que só acordou com o rompimento da ordem."

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