No final da década de 70, em resposta a trágica "Strategia de la tensione" executada pelo governo italiano, eclodiram mais de 100 grupos armados que incorporaram o movimento pós-68 denominado autonomia operária. A reação da esquerda radical pela luta armada acabou por justificar uma onda de repressão, resultando na prisão de mais de 10 mil militantes. Preso por participar da luta armada, Battisti escapou da prisão em 1981 e, juntamente com outros militantes, exilou-se na França.

Cesare passou mais de 25 anos no exílio, em três países - França, México e Brasil. Durante esse tempo escreveu mais de 15 livros, entre romances e de temática social, e exerceu diversas profissões, como porteiro, jornalista nos periódicos mexicanos ("La Jornada", "El país" e "El Tiempo"), técnico de computador, entre outras.

Para Battisti, uma questão central é rediscutir a imagem criada sobre o que foram os movimentos da sua juventude: "Quando se pensa em 68, logo se associam imagens de guerrilha, terrorismo. A guerrilha foi uma pequena parte de tudo o que aconteceu. O movimento de 68 era um movimento de gente que queria viver, e não morrer. De Chumbo eram os anos deles. Os nossos eram os anos de amor."