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| | Um ano da prisão política de Cesare Battisti Por PRESO POLÍTICO 20/03/2008 às 16:50 Na terça-feira, 18 de março, o prisioneiro político Cesare Battisti completou um ano desde que foi detido pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Durante esse período, Battisti, que passou pelo presídio da Papuda em Brasília e atualmente está na carceragem da Polícia Federal do Distrito Federal, aguarda o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao pedido do governo italiano de extradição. A primeira audiência ocorreu em janeiro deste ano, na qual foi apresentado o relato do réu. No momento, espera-se pela decisão final do Ministro Celso de Mello. Cesare Battisti é uma das vítimas do processo de "caça às bruxas" orquestrado pela direita européia. Numa campanha de desinformação promovida pelo governo italiano, associado aos grupos de direita, a imprensa brasileira divulgou que ele seria o autor de crimes pelos quais nem sequer foi acusado na Itália, como o caso do assalto ao restaurante "Il Transatlantico". E ainda, o julgamento italiano é controverso, principalmente pela forma que se obtiveram as provas - através de tortura e delação premiada - dos supostos crimes. Sustentado-se nessas provas, e em julgamento feito à revelia (sem participação do acusado), a justiça italiana determinou a sua prisão perpétua. Assim, ancorando-se numa ampla campanha midiática criminalizadora, criou-se o perfil de "terrorista italiano", repercutindo diretamente no tratamento aplicado pela polícia brasileira: tortura, privações e outras arbitrariedades. Devido ao pouco tempo que passou no Brasil, a versão dos fatos e, sobretudo a história desse militante é praticamente desconhecida, prevalecendo as versões que o criminalizam, mesmo dentro de grupos da esquerda. Em razão disso, um grupo de solidariedade foi formado para traduzir materiais do comitê francês e italiano, e organizar atividades para esclarecer a opinião pública brasileira. Um site foi criado para armazenar as informações e está sendo organizado, em vários locais do país, o lançamento de seu livro mais recente: "Minha Fuga Sem fim". Leia Mais Links: Brasil colabora com repressão política internacional | Cesare Battisti tem primeira audiência no STF | Unidos/as pelo destino | Cesare Battisti e os 40 anos de 68 | Um italiano preso político no Brasil | FAQ sobre o caso Cesare Battisti | Comitê de Solidariedade à Cesare Battisti No final da década de 70, em resposta a trágica "Strategia de la tensione" executada pelo governo italiano, eclodiram mais de 100 grupos armados que incorporaram o movimento pós-68 denominado autonomia operária. A reação da esquerda radical pela luta armada acabou por justificar uma onda de repressão, resultando na prisão de mais de 10 mil militantes. Preso por participar da luta armada, Battisti escapou da prisão em 1981 e, juntamente com outros militantes, exilou-se na França. Cesare passou mais de 25 anos no exílio, em três países - França, México e Brasil. Durante esse tempo escreveu mais de 15 livros, entre romances e de temática social, e exerceu diversas profissões, como porteiro, jornalista nos periódicos mexicanos ("La Jornada", "El país" e "El Tiempo"), técnico de computador, entre outras. Para Battisti, uma questão central é rediscutir a imagem criada sobre o que foram os movimentos da sua juventude: "Quando se pensa em 68, logo se associam imagens de guerrilha, terrorismo. A guerrilha foi uma pequena parte de tudo o que aconteceu. O movimento de 68 era um movimento de gente que queria viver, e não morrer. De Chumbo eram os anos deles. Os nossos eram os anos de amor."
>>Adicione um comentário Solidariedade ativa aos companheiros/as que estão envolvidas nessa difícil e tumultuada luta contra à repressão e intransigência da Justiça/Polícia brasileira e italiana.
Que as palavras de Cesare, sobre o Maio de 1968, reverberam nas mentes daqueles que resistem e participam ativamente na construção de uma outra sociedade. A repressão adora escolher inocentes para servir de bodes expiatórios, de cristos e outros personagens! Battisti é vítima da paranóia contemporânea insuflada pela manipulação neofascista, e é fantoche da vã tentativa de reeditar os "come criancinhas", dos que pretendem se fortalecer pela propagação do medo! Eles o acusam de terrorismo, mas o que os aterroriza realmente é que ele tenha dado sua vida ao amor e ao sonho. Eles tentam lançar suas carnes no fogo que alimenta o verdadeiro terrorismo do medo, da competição e da violência. Mas o vapor e as cinzas apenas fazem espalhar ainda mais a verdade dos corações e dos sonhos. Esse cara é um assassino comum ... se esconder atrás da fachada de refugiado político é uma vergonha pros verdadeiros refugiados políticos ... Façam-me o favor, esse cara é um crápula, disfarçado de "prisioneiro político", não tem nada a ver com militãncia política...o CMI deveria consultar mais fontes antes de defneder um pilantra dessa estirpe. Pesquisem, se informem, no site da Carta Capital vcs podem encontrar uma matéria antiga sobre quem é este "cidadão"... Vcs não tem mais o que fazer não??? Até bandido italiano é motivo??? Então vamos incluir o santo italiano no rol de pensionistas da ditadura (mesmo que não seja a nossa) afinal "cumpanheiro é cumpanheiro". Se a Italia fosse um país descente esse terrorista seria ministro não é mesmo??? A única prova que a justiça italiana têm contra Battisti é a confissão mentirosa de Pietro Mutti, ex-companheiro do PAC, que assim o acusou para diminuir sua pena - através do estatuto jurídico de "arrependido" - e livrar a cara dos militantes mais jovens que compunham o núcleo do COLP. Talvez ele não o fez assim por mal, pois como no momento da "confissão" Battisti já estava no exílio, sua prisão seria certamente mais difícil, diferente daqueles que estavam sendo torturados.  | Eu procurei pesquisar a tal "Carta Capital", periodico da "esquerda", chegadinho do PT e encontrei esta pérola democratica: "Um detalhe, no entanto, fora esquecido. Na França, os revolucionários derrubaram a monarquia para introduzir o regime republicano. Na Itália, ao tempo de Battisti, vivia-se num Estado Democrático de Direito, sob um regime republicano e com os eurocomunistas bem próximos da conquista do poder, pelo voto livre." Para os rebeldes democratas, sejam eles anarco-democratas ou esquerdinhas do capital, não faz sentido combater o Estado de Direito. Têm a mesma visão de terrorismo que a CNN reproduz todo dia. Eis aí a luta do PT e daqueles que o elogiam sem notar.  | É só observarmos as declarações dos vorazes devoradores do patrimônio público, verdadeiros lobos em pele de cordeiro, que se auto intitulam defensores dos direitos humanos, especialistas em arrancar absurdas indenizações da Comissão de Anistia, capazes de causar constrangimento a qualquer judeu ou parente de judeu vítima do holocausto, para entendermos, sem máscaras, a real intenção dessa corja, com relação a este terrorista assassino. Pretendem angariar mais força com esse discurso revanchista de "preso político", como se o cidadão em questão tivesse sido condenado à prisão perpétua em seu país apenas por ter discordado publicamente do governo. Embrulha-me o estômago, e sinto um nojo inenarrável, quando essa quadrilha, que se diz tão preocupada com os direitos inalienáveis do homem, se bate em defesa de quem não teve o menor respeito pela vida alheia. Queria ver tanto empenho assim para a garantia dos direitos de um sem número de famílias brasileiras que são diuturnamente vilipendiadas por políticos corruptos e marginais de toda a espécie... Mas por que será que não é assim? Porque não há holofote, nem voto, nem volumosas indenizações... Meus parabéns ao CONARE!!! Desejo veementemente que o STF ratifique a decisão do CONARE e expulse esse assassino de nosso país!
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