![]() | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| | Feliz 2009: participe do ajuri do caracol de Outeiro
A rede Flor da Palavra convida todos e todas a participar do ajuri de construção do primeiro caracol no Brasil na Ilha de Caratateua (Outeiro), Belém (PA) a partir de janeiro de 2009. Os "caracóis" são as sedes para a organização da autogestão nas regiões zapatistas em Chiapas (México), unindo os seus municípios e comunidades autônomas e facilitando a comunicação dos povos indígenas com a solidariedade da sociedade civil nacional e internacional. O "ajuri" é uma prática tradicional dos povos caboclos e indígenas da Amazônia, conhecida por muitos como "mutirão", na qual grupos e indivíduos se unem em solidariedade para, por exemplo, "limpar" o terreno para a nova roça. No Outeiro o ajuri é para comprar um terreno e iniciar a construção física e humana de um espaço permanente que sirva para voluntários e moradores cultivarem a autonomia local e a comunicação com outras lutas. Uma forma de solidariedade é enviar doações para a compra do terreno pelo paypal: Há também a conta poupança no Banco do Brasil do Zacarias (ag 1551-2/ cp 10.880-4 var. 1). Ao fazer algum depósito por favor comunique a rede Flor da Palavra através do e-mail coletivo palavra@lists.riseup.net, que também é aberta a novos inscritos para a tecitura desta e outras ações. Em janeiro os voluntários já podem ir a Belém, para ajudar na compra e na construção do caracol, debater com a população local, e iniciar ações visando fortalecer a sua autonomia. Não há uma preparação ou planejamento prévio para receber os voluntários, então é bom levar barracas, alimentos e contribuições diversas para a futura estrutura do local, como computadores velhos, sementes e ferramentas para horta, livros para biblioteca, materiais de bioconstrução, oficinas, rádios livres, filmadoras e outras iniciativas para já dar início às práticas autonomistas. A organização está sendo colaborativa e horizontal, então todos são igualmente responsáveis pelo que vier. O auge das atividades deve ocorrer na época do Fórum Social Mundial. Existem já iniciativas para que o caracol seja também um encontro de grupos autônomos, de rádios livres, e de coletivos do Centro de Mídia Independente e outros grupos, como o submidialogia. A rede lembra que a revolução, para o EZLN, resulta "da luta em várias frentes sociais, com muitos métodos, sob diferentes formas sociais, com graus diversos de compromisso e participação" e destaca a importância de que o principal encontro seja com os povos que moram e freqüentam a ilha. Caratateua (Outeiro) é administrada por Belém, estando ligada ao centro por 18 km e uma ponte inaugurada em 1986. Tem uma população de 16.665 (dados da prefeitura de Belém de 1997) distribuída nos bairros Brasília, Itaiteua, Tucumaeira, Fama, Fidélis, Água Boa, Primavera e Água Cristalina, que combinam aspectos da vida rural ribeirinha (como pesca e produção de açaí) com a urbanização ligada à expansão do turismo popular. Sofre com problemas de infra-estrutura, saneamento básico e outros ligados ao seu perfil de região "pobre" (do ponto de vista dos "ricos") e não prioritária para o Estado. Conexões: Mapas de Belém e Outeiro | Fotos de Outeiro | Zapatistas explicam o que é um caracol | Artigo sobre os pescadores de Outeiro | Digna Raiva condena massacre na Palestina Flores já realizadas: Flor da Digna Raiva (Cidade do México 2008) | Flor do direito à moradia (Curitiba 2008) | Flor das mulheres indígenas (Tefé 2008) | Flor em assentamento do MST (Maringá 2008) | Pré-Flor da Palavra Curitiba e Floripa (2008) | Flor da Vila Pescoço (Tefé 2008) | Flor Casa das Pombas (Brasília 2007) | Flor Indígena (Tefé 2007) | Flor Punk (Brasília 2006) | Flor Anti-Calderón (Marília 2006) | Flor dos Movimentos Rurais (Tefé 2006) | Flor Sampa (2006) | Flor Rizoma de Rádios (Campinas 2006) Nos vemos em 2010...
Revoluçao sustentavel é reformismo Em breves linhas procuro explicar no melhor modo possível a afirmação que dá título a essa intervenção e a relação da mesma ao projeto flor da palavra. O caminho que nos leva à transformação de toda a realidade é tao ramificado quanto a quantidade das diferentes faces que compõem a nossa realidade coletiva e a realidade individual, sem levar em conta as divergências teóricas que divide a realidade em virtual e concreta pois, a "realidade real" é essa que interage com o pensamento e ação individual (subjetivo) e se concretiza nas formas e ações coletivas (objetivo). Pois bem, historica e existencialmente cada localidade tem suas necessidades e potencialidades, assim como o individuo, e é lécito que cada um a partir do próprio posicionamento social contribua ao atingimento da meta previamente concordada ou tacitamente subentendida dentro da logica do ideal, cada qual dando o próprio contributo à efetiva realização. Mais do que uma critica ao projeto, essa intervenção é uma tentativa de evidenciar no tempo a necessidade de não se deixar seduzir pela retorica suave e hipnotizadora dos adeptos da sustentabilidade, que da nossa meta faz uma moeda de troca, dissimulando a meritocracia desigual tão arraigada ao pensamento elitista, e esse arrivismo burgues se insinua em todos os âmbitos nos quais apresentamos alternativas e soluções eficientes e eficazes. A nossa meta é a transformação e não a gestão do status quo, e cada celula dessa flor e cada átomo dessa estrutura deve procurar com uma certa mandinga se desvincilhar do jesuítico e aconchegante abraço do reformismo. "luta em várias frentes sociais" participei de umas das flores e posso dizer que como o chamado propos essa nova rede de solidariedade tem "a luta em várias frentes sociais, com muitos métodos, sob diferentes formas sociais, com graus diversos de compromisso e participação." essa nova flor que se planeja tem uma forte germinaçao d sair das ideias e desse mundo virtual, paralelo ao forun que ja virou desfile de ongs, é uma alternaliva local de contruçao coletiva e aberta pra participaçoes afins, solidariedade e autonia ja num "mundo onde cabem muitos mundos"!!! Lutar e escrever Talvez a necessidade que tenhamos de tornar pública nossas lutas acabe, em muitos casos, nos confundindo com os textos que precisamos elaborar. Olhei a ação da Flor da Palavra com um olhar de generosidade. Penso ser um esforço muito carajoso da parte desses irmãos-comapnheiros em falar em caracol nestas terras. Penso que é muito viável qualquer destes esforços quando iniciamos ele na prática, numa realidade tão palpável quanto nossos detos tocando nestes teclados (portais de nossa comunicação na web). Então vos digo: bem aventurados são vós amigos do |Flor da Palavra, pois com a sinceridade dos poucos, conseguem realizar o sonho de muitos. Talvez o amigo Neguer tenha sonhos mais imageticamente (espetacularmente) radicais, entretanto penso que nos tempos em que vivemos, o mais sensato e sério numa luta para mudar nosso mundo é sermos sinceros conosco e com outrens. Daí esta sinceridade pode cair para muitos como uma reforma, ou uma sustentabilidade (palavra em moda e que muitos depreciam pelo simples fato de estar em moda). Quero dizer que se "sustentabilidade" estiver relacionada com esta agência-sonho da Flor da Palavra, então temos de positivizar esta palavra novamete. Digo mais, se "reforma" for instrumentalizar uma luta, acho que temos que começar uma crítica franca e auxiliadora a todo radicalismo estanque (amarrado ao coração de muitos, e exteriorizado a partir de palavras belas). Experimentemos esta oportunidade, e transformemos ela num lugar onde se aloque muitos lugares. Viva o caracol do Outeiro. Bem vind@s as flores e os caracóis Sejam bem vind@s, flores e caracóis de inspiração zapatistas, a este pedaço da Amazônia onde moramos, lutamos e resistimos há séculos. Queremos estabelecer contato com vcs, se for do seu interesse. Somos uma rede de grupos e comunidades articulados na Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, atuando no litoral paraense e na região de Belém. Aguardamos seu contato. Abraços. Bem-Vindos TODOS É impressionante, enquanto revolucionários, pseudo-revolucionários, ativistas e todos os congêneres dicutem a direção que a rotação da terra deve ter as ações do dito Fórum Social Mundial já fazem as primeiras vítimas.
Quem sofre sempre são os pobres, alguém duvida? - Limpeza Social nas imediações do evento promovida pela Prefeitura de Belém (PTB), acobertada pelo Governo do Estado (PT), afinal de contas os 'gringos' querem ver os Pobres, mas não a ponto de se sujar com eles... - Venha conhecer as belezas da Amazônia, desfrutar do sistema de transporte alternativo para os participantes do Fórum (linhas de ônibus novos, com ar-condicionado e sem Baratas), ligando o Aeroporto aos principais hotéis da cidade, também levam você ao Hangar dos Chiques e Famosos e à cobiçada Estação das Dondocas... - Para entrar nas grandes áreas de discussão, como as Universidades, tem que estar cadastrato, nota-se que isto facilita muito para os pobres que às vezes não tem nem identidade, ou o ribeirinho do interior... - Venha conhecer nosso sistema de coleta alternativa pro lixo, pelo menos na semana do Fórum... - AI-6: "[...] fica proibido até o final das atividades do FSM a abertura das 'arenas poli-esportivas'" - AI-7 "[...] fica proibida tota e qualquer festa de aparelhagem" (evento tradicional, que acontece principalmente nas periferias - isto é público POBRE=VAGABUNDO=DESOCUPADO=LADRÃO) - O FSM contará com um reforço na segurança, não se preocupe se você vem de fora, principalmente se fala outro idioma, não terá problemas com a marginálha... só pra citar algumas coisinhas bem-vindos debatedores, vamos discutir um "Outro Mundo Possível" pena que seja só pros ricos
|