Rio de Janeiro-RJ: Greve Geral! Trabalhadoras/es fazem ações e protesto contra reformas

Rio de Janeiro-RJ: Greve Geral! Trabalhadoras/es fazem ações e protesto contra reformas

Abril 29, 2017 - 22:37
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Nesta sexta-feira, dia 28, a população organizada em diversas categorias realizou diversas ações por todo o Rio de Janeiro, mostrando sua indignação e levantando tanto as bandeiras da Greve Geral, contra os ataques na CLT e aposentadoria presentes na Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência, quanto as específicas das categorias. Uma bandeira pela Liberdade do Rafael Braga ganhou grande destaque entre diversos blocos.

 

Na madrugada, rodoviários realizaram piquetes nas garagens de ônibus enquanto empresas ofereciam R$ 200,00 para trabalhadoras/es furarem a greve. Na estação Alvorada, motoristas tentaram furar o piquete, mas grupos quebraram retrovisores, utilizaram miguelitos para furar pneus e jogaram pedras em vidros. Ambulantes armaram barricada com fogo nos trilhos do VLT e impediram seu funcionamento pelo resto dia. Organizações e movimentos fecharam ruas, avenidas e a ponte Rio-Niterói em ambos os sentidos.

Outros focos de ações de grevistas ocorreram na Linha Vermelha, onde manifestantes bloquearam a via com pneus e permaneceram no local. Na Avenida Rio Branco, também houve trancaço seguido de repressão policial. Os estivadores fecharam a avenida em frente a rodoviária Novo Rio. A Polícia Militar ameaçou os trabalhadores com armas letais e depois atirou bombas de gás e efeito moral com o intuito de dispersar; no entanto, os estivadores permaneceram no local. Como represália, a Polícia invadiu o sindicato dos estivadores em área Federal fazendo revistas e atirando bombas.

Na altura do INTO, houve manifestação da Frente Internacionalista dos Sem Teto junto com trabalhadoras e trabalhadores da área da educação e saúde, como os funcionários do INTO e da FioCruz. Em Niterói, houve piquete na praça Araribóia, impedindo o funcionamento das Barcas por cerca de 5 horas. A Polícia de Choque chegou ao local entrando em conflito com a manifestação.

Durante a tarde, as categorias se reuniram na ALERJ, incluindo trabalhadoras/es de universidades e escolas municipais, estaduais, federais e, inclusive, particulares, rodoviários, aeroviários, da área de saúde, estivadores, camelôs, sem tetos, etc. A mobilização começou por volta das 15 horas. O ato, que reuniu milhares de manifestantes saiu às 16 horas no sentido Candelária, momento onde a polícia iniciou confronto.

A manifestação seguiu mesmo assim, tendo novo confronto próximo a igreja da Candelária, iniciado pelo batalhão de CHOQUE que arremessou bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha. Nas diversas tentativas de dispersão da PM, núcleos de protestos se formavam pelo Centro do Rio.

Confrontos ocorreram por aproximadamente 5 horas. Além de balas de borracha e bombas de gás e efeito moral, policiais chegaram a ameaçar utilizar armas letais e alguns tiros foram ouvidos. Indignadas/os, manifestantes atacaram bancos, que são um dos principais beneficiados com a reforma, atearam fogo em ônibus e armaram barricadas.

Na Lapa muitos motoristas que furaram greve abandonaram os ônibus e 7 foram queimados. Foram 10 ônibus incendiados ao todo e um carro do Metrô. Diversas barricadas foram realizadas pelo centro. Policiais perseguiram e detiveram manifestantes. Alguns detidos foram encaminhados para a 6 DP e para a 9 DP, porém todos foram logo liberados.

Mais tarde, a Polícia ainda atacou sindicato e universidade próximos à praça Tiradentes.

Nesta mesma semana a reforma trabalhista foi aprovada na Câmara de Deputados, mas ainda precisa de aprovação no Senado.

Além do Rio de Janeiro, diversas cidades do país também tiveram grandes protestos, principalmente nas maiores capitais do país.

 

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There are 2 Comments

Excelente reportagem!
Assim foi!
Só corrijam 1 ponto, esa.semana foi aprovad na Câmara a reforma trabalhista, e não a.da Previdência.

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