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Construindo economias coletivas no campo e na cidade

Construindo economias coletivas no campo e na cidade

Outubro 04, 2013 - 11:55
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Em novembro de 2012 aconteceu no Centro de Cultura Social em Vila Isabel o EROPA (Encontro Regional de Organizações Populares Autônomas, vinculado ao ELAOPA – Encontro Latino-Americano de Org. Populares Autônomas). Esse encontro foi organizado pelos movimentos: MTD-Pela Base, MCP, OP, Mutirão, FIST, OATL. Numa das comissões (Economia Solidária) discutimos o significado da Economia Coletiva e Popular para os movimentos sociais emancipatórios e para uma transformação radical da sociedade. Surgiu a idéia de realizarmos, em 2013 um encontro de movimentos sociais e grupos que desenvolvem atividades no âmbito da Economia Coletiva e popular.

Em 2010 já realizamos com esses e outros grupos um encontro de troca de iniciativas coletivas com o mesmo caráter, que, embora somente envolvendo experiências da cidade, produziu muitos resultados. Dessa vez queremos envolver também grupos do campo, pois lá existem experiências valiosas.

Entendemos formas coletivas de fazer e pensar economia em todas as esferas (produtiva, distribuitiva, consumidora, investiva) enquanto uma ferramenta de uma transformação social mais profunda. Ela é um meio (não um fim por si só), através do qual movimentos sociais no campo e na cidade podem organizar e fortalecer suas lutas. Embora sem que toda nossa agenda foque nas questões econômicas, estas devem estar relacionadas às demais questões sociais e culturais que dão base a nossa luta popular. Entendemos a coletivização das nossas atividades econômicas como contraponto à lógica individualizadora do capitalismo. Não podemos esquecer que apesar de organizados coletivamente os limites do que podemos alcançar são os limites do próprio sistema e mercado capitalista. Sem romper com o próprio capitalismo não haverá uma vida e Economia verdadeiramente coletivizadas, portanto iniciativas de coletivização nunca podem estar isolados e/ou depender da boa vontade de governos ou ONGs e precisam sempre estar embutidos em contextos mais amplos de luta e organização popular.

Portanto, estamos convidando grupos e movimentos populares que atuam nesse sentido, para juntos construirmos um encontro que possa trazer diversas experiências da cidade e do campo.

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