Niterói – RJ: Estudantes Protestam Contra o Corte de Vagas na Moradia da UFF

Niterói – RJ: Estudantes Protestam Contra o Corte de Vagas na Moradia da UFF

Outubro 13, 2017 - 23:23
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Na tarde desta terça-feira, dia 10, dezenas de estudantes da Universidade Federal Fluminense saíram do campus Gragoatá, próximo à Cantareira, com cartazes, bandeiras, e entoando palavras de ordem contra o reitor devido a cortes de vagas na moradia da Universidade.

O protesto caminhou pela Presidente Pedreira e seguiu pela praia do Ingá até chegar à reitoria, em Icaraí, onde encerrou com uma roda de conversa acerca do tema da manifestação e com a colagem de cartazes no prédio da reitoria.

 

A moradia da UFF ajuda diversos estudantes a manterem seus estudos. Pessoas que vem de outras cidades ou estados e que não tem condição de bancar uma residência em Niterói dependem da moradia fornecida pela Universidade para continuarem estudando, portanto a redução de vagas é extremamente prejudicial para estas pessoas.

 

Em nota, um estudante da UFF presente no ato revela:

 

A taxa de evasão anual média da UFF entre 2010-2014 é de aproximadamente 20% (19,7%, de acordo com dado da FORPLAD), o que significa que todo ano 1 em cada 5 estudantes da UFF abandonam seus cursos. Há pouquíssima transparência por parte da UFF, sobretudo da PROAES (Programa de Assistência Estudantil) em relação aos gastos de assistência estudantil, que atualmente pouco especificam os gastos com assistência, incluindo a moradia estudantil. Esta é necessária para contribuir na permanência do estudante na universidade, a qual se encontra localizada em uma das cidades mais caras do estado do Rio de Janeiro. Há nove campus da UFF espalhados e apenas 2 garantem a moradia estudantil para os estudantes e mesmo assim não comportam nem 1% deles. No período de 2017.2 foram disponibilizadas 58 vagas na moradia do Campus Gragoatá, sendo que há em média 30.000 estudantes. Isso mostra a incapacidade da Universidade de comportar o corpo discente e custear a permanência dos que não possuem o privilégio de manter seus estudos ativos e em desenvolvimento, uma dessas incapacidades está relacionada ao desvio da verba do PNAES que tem como destino a Assistência Estudantil. Entre 2013 e 2016, as empresas terceirizadas e as construtoras foram as principais favorecidas: R$3.511.679,47 para a CROLL; R$ 2.012.111,01 para a VPAR; R$1.782.285,97 para a MARPA; R$ 1.271.733,39 para a CENTAURO; R$ 3.601.307,26 para MONTALVAO; R$ 1.195.667,85 para GALCON; R$ 1.000.000,00 para EMARCO; etc.

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Claro que o pessoal abandona a faculdade , visto que todo ano tem greve de no minimo 2 meses. Quem aguenta com tanto atraso e burocracia? Nem todos. Quer dizer, mais precisamente 20% nao aguenta.

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