Entre porcos e vendidos salvaram-se poucos.

Nas barbas dos homens de preto que circulavam para lá e para cá com ares de poucos amigos, incógnitos, representantes de um grupelho anarquista não encontraram maiores dificuldades para por em prática dispositivos de guerrilha cultural na noite de autógrafos da biografia de Roberto Marinho, escrita por Pedro Bial.

Além de espalharem sorrateiramente, para escândalo e estupefação dos desavisados, panfletos de teor subversivo no interior do recinto; munidos de uma spy cam, realizaram este filme-pirata sobre a efeméride.

Consumadas as travessuras, deixaram a Livraria da Travessa em Ipanema, religiosamente bêbados, depois de absorver toda a champagne francesa falsificada que conseguiram ingerir, levando um exemplar (roubado) do livro, com propósitos inconfessáveis.