Ativismo ABC, Rua Alcides de Queirós,bairro Casa Branca,Santo André - SP., July 23, 4:00pm

No decorrer da história, as hierarquias de poder vêm sendo criticadas por serem autoritárias, corruptas, brutais e por desencadear um exagerado senso de importância própria.

Desde o tempo de Lao Tsu, temos uma tradição de escritos contra os abusos inerentes ao poder.

Freqüentemente, como no caso de Diógenes, o cínico, as palavras em si estão perdidas, esquecidas ou forçadamente apagadas pelos sistemas de poder.

"Anti-poder" é um termo do livro: "Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder", de John Holloway. O livro examina esse pressuposto do movimento zapatista de um novo tipo de transformação, pautada por tradições indígenas e pelas limitações dos movimentos de resistência anteriores.

Trabalhando com o CMI e outros grupos não-hierárquicos, Nick se interessou pelas estruturas horizontais e viajou ao Brasil em 2003 para estudar a Somaterapia; e também para Chiapas, no México, em 2004, para estudar o Zapatismo. O workshop: "A História do Anti-Poder" explora todos esses conceitos, bem como Cristiania, a Guerra Civil Espanhola, a Psicologia de Massa do Facismo de Wilhem Reich, e as Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt.

O workshop oferece uma alternativa à história que aprendemos desde a infância, de conquistadores, governos e grandes pensadores como Platão, com suas patologias de "Reis Filósofos". Discutiremos a história daqueles que excluíram a hierarquia, daqueles que questionaram teorias e daqueles que lutaram e morreram na resistência contra os abusos de poder. Mas, mais importante, discutiremos uma história não somente realizada por heróis individuais, mas também por idéias, psicologias e grupos.

Há 70 anos, as psicologias e tradições do autoritarismo culminaram numa forma pura na Alemanha Nazista. Agora, como o governo do país mais poderoso do mundo tende a se tornar ainda mais autoritário, se torna essencial questionar o que se aprendeu sobre a natureza do poder, e como recusar seus perigos formando uma oposição.

Do terminal de ônibus, seguir a rua General Glicério até o fim, onde a rua se desmembra em 3 ou 4. Entrar à direita, na rua Arthur de Queirós. Seguir em frente e entrar numa travessa à direita novamente, rua Alcides de Queirós, que já é a rua da casa, n. 161.