Cidade do México, sábado 28 de outubro de 2006

Ao Povo do México:
Aos Povos do Mundo:
Aos Meios de Comunicação:

Os meios livres nos pronunciamos energicamente contra a repressão que o governo mexicano exerce contra o movimento popular em Oaxaca.

Em 22 de maio, 60 mil professores oaxaquenhos se manifestaram por melhores condições de trabalho e iniciaram um plantão no centro da cidade de Oaxaca. No dia 14 de junho, o governo de Ulises Ruiz ordenou uma violenta e mal sucedida desocupação contra o movimento de professores. Como resposta, em 23 de junho se formou a Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO), integrada por 350 organizações sociais que se solidarizaram com o movimento de professores e demandam o fim da onda de assassinatos de lutadores sociais por parte do governo, assim como a saída do governador Ulises Ruiz.

Uma das trincheiras da APPO tem sido a tomada de meios de comunicação, como radiodifusoras e o canal 9 de televisão, isto para compensar o linchamento midiático que tentou a todo custo criminalizar o movimento. Com a libertação destes meios de comunicação, o povo de Oaxaca não só criou um instrumento de informação popular, mas também um mecanismo essencial de coordenação e convocatória da luta pela destituição de Ulises Ruiz.

Neste contexto social, vários meios livres nacionais e internacionais fizeram presença em Oaxaca para difundir as histórias do povo oaxaquenho na luta. Foi assim que Will Bradley Roland, correspondente do Indymedia Nova Iorque chegou à cidade de Oaxaca. Em 27 de outubro, Brad cobria a luta nas barricadas quando foi alcançado pelas balas dos assassinos do governo; no seu compromisso por documentar "as lutas de quem constróem sua história verdadeira", nosso companheiro perdeu a vida. Neste dia, nas barricadas de Santa Maria e San Bartolo Coyotepec, também foram assassinados por arma de fogo Esteban López Zurita, o professor Emilio Alonso Fabián e cerca de 20 pessoas mais ficaram feridas a bala, entre elas Oswaldo Ramírez, do jornal Milênio. Desde que começou este movimento popular 14 companheiros foram assassinados, há uma cifra indedeterminada de feridos, cerca de 40 detidos e um desaparecido, Roberto Pablo.

Responsabilizamos o tirano Ulises Ruiz, "governador" de Oaxaca, Carlos Abascal, ministro do interior e Vicente Fox, presidente do México pela morte do companheiro Brad e dos outros treze caídos nesta digna luta, pela repressão governamental contra o povo de Oaxaca, assim como pelas consequências que trará a incursão das forças federais em Oaxaca.

A rede de meios livres de comunicação condenamos energicamente a repressão de estado e fazemos um chamado a que:

1. A nível local apoiem a tomada de rádios e que construam coletivamente os próprios meios de informação.

2. A nível nacional e internacional façam uso das redes de meios livres e que difundam a informação que emane destes.

3. A nível internacional façam presença efetiva em sedes diplomáticas e exijam a saída imediata do tirano Ulisses Ruiz e o fim da repressão em Oaxaca, assim como a saída dos militares, Polícia Federal Preventiva e os demais corpos repressivos em Oaxaca.

4. Aos jornalistas e comunicadores sociais chamamos a exercer e afirmar seu direito à liberdade de imprensa, sem restrição alguma e a continuar sem temor seu trabalho de difusão.

Lembramos que a reunião de meios livres será domingo, 29 de outubro, às 12 horas no Hemiciclo a Juárez do DF (México).

A imprensa livre também é povo e neste momento o povo nos necessita, acompanhemos os nossos irmãos de luta até conseguir a queda de Ulisses Ruiz.

Rede de Meios Livres de Comunicação

Al Pueblo de México:
A los Pueblos del Mundo:
A los Medios de Comunicación:

Los medios libres de comunicación nos pronunciamos enérgicamente contra la represión que el gobierno de México ejerce contra el movimiento popular en Oaxaca.

El día 22 de mayo, 60 000 maestros oaxaqueños se manifestaron en demanda de mejores condiciones laborales e iniciaron un plantón en el centro de
la ciudad de Oaxaca. El día 14 de junio, el gobierno de Ulises Ruiz ordenó un violento y fallido desalojo contra el movimiento magisterial. Como respuesta, el 23 de junio se conformó la Asamblea Popular de
Pueblos de Oaxaca (APPO), integrada por 350 organizaciones sociales quienes se solidarizan con el movimiento magisterial y demandan el cese de la ola de asesinatos de luchadores sociales por parte del gobierno, así como la salida del gobernador Ulises Ruiz.

Una de las trincheras de la APPO ha sido la toma de medios de comunicación, como radiodifusoras y el canal 9 de televisión, esto para contrarrestar el linchamiento mediático que intentó a toda costa
criminalizar al movimiento. Con la liberación de estos medios de comunicación, el pueblo de Oaxaca no solo creó un instrumento de información popular sino también un mecanismo esencial de coordinación y
convocatoria de la lucha por la destitución de Ulises Ruiz.

En este contexto social, varios medios libres nacionales e internacionales hicieron presencia en Oaxaca para difundir las historias del pueblo oaxaqueño en lucha. Es así como Will Bradley Roland,
corresponsal de Indymedia Nueva York llego a la ciudad de Oaxaca. El 27 de octubre, Brad cubría la lucha en las barricadas cuando fue alcanzado
por las balas de los sicarios del gobierno; en su compromiso por documentar "las luchas de quienes construyen su historia verdadera", nuestro compañero perdió la vida. Este día, en las barricadas de Santa
María y San Bartolo Coyotepec, también fueron asesinados por arma de fuego Esteban López Zurita, el profesor Emilio Alonso Fabián y cerca de 20 personas más resultaron heridas de bala, entre ellos Oswaldo Ramírez, del periódico Milenio. Desde que inicio este movimiento popular 14 compañeros han sido asesinados, hay una cifra indeterminada de heridos,
cerca de 40 detenidos y un desaparecido, Roberto Pablo.

Responsabilizamos al tirano Ulises Ruiz, ?gobernador? de Oaxaca, a Carlos Abascal, secretario de gobernación y a Vicente Fox, presidente de
México por la muerte del compañero Brad y otros trece caídos en esta digna lucha, por la represión gubernamental contra el pueblo de Oaxaca,
así como de las consecuencias que traerá la incursión de las fuerzas federales en Oaxaca.

La red de medios libres de comunicación condenamos enérgicamente la represión de estado y hacemos un llamado a que:

1. A nivel local apoyen la toma de radios y a que construyan colectivamente los propios medios de información.

2. A nivel nacional e internacional hagan uso de las redes de medios libres y que difundan la información que emane de estos.

3. A nivel internacional hagan presencia efectiva en sedes diplomáticas y exijan la salida inmediata del tirano URO y el alto a la represión en Oaxaca, así como la salida de los militares, PFP y los demás cuerpos represivos de Oaxaca.

4. A los periodistas y comunicadores sociales los llamamos a ejercer y afirmar su derecho a libertad de prensa, sin restricción alguna y a continuar sin temor su labor de difusión.

Les recordamos de la reunión de medios libres el domingo 29 de octubre a las 12 horas en el Hemiciclo a Juárez del DF.

La prensa libre también es pueblo y en este momento el pueblo nos necesita, acompañemos a nuestros hermanos de lucha hasta lograr la caída de Ulises Ruiz.

Red de Medios Libres de Comunicación