Desde o início de 2005, vem sendo implantado, sem nenhuma discussão com a comunidade acadêmica, o plano de expansão da Universidade Federal de Sergipe. Em 2006 foram oferecidas 415 novas vagas no vestibular e, no vestibular de 2007, foram oferecidos 19 novos cursos, o que gerou um aumento de mais mil vagas no vestibular de 2007. Também foi criado um campus da UFS na cidade de Itabaiana, o qual está em funcionamento sem biblioteca, laboratórios e com um número insuficiente de funcionários.

No campus de São Cristóvão, que receberá os 19 novos cursos, não houve nenhum aumento da infraestrutura física e dos recursos humanos (professores e funcionários).

Diante desse problema criado por sua própria administração, o reitor da UFS, Josué Modesto, resolve publicar uma portaria para alterar os horários de funcionamento dos cursos da Universidade. Portaria é uma forma de se instaurar uma determinada regra na universidade sem passar pela aprovação de nenhum conselho, portanto tem cárater autoritário.

A portaria 1024 determina que as aulas dos cursos deverão ser ministradas em apenas um turno: matutino (das 07 às 13h), vespertino (das 13 às 19h) ou noturno (das 19 às 23h).

A determinação de que os cursos funcionem em apenas um turno é bem vista pela maioria dos estudantes, no entanto os horários determinados pelo reitor acarretam sérios problemas àqueles alunos que trabalham ou fazem estágio. Quem trabalha pela manhã e estuda à tarde, por exemplo, terá apenas uma hora para almoçar e se deslocar até a universidade.

O reitor também não determinou nenhuma mudança no horário de funcionamento do Restaurante Universitário, o qual atualmente funciona das 11h30 às 13h30.

A mudança dos horários dos cursos, por ter sido imposta de forma autoritária, já merece todo o repúdio dos estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal de Sergipe. Resta à comunidade universitária, lutar pela revogação da portaria e exigir que seja debatido de maneira democrática uma solução para o problema da expansão de vagas.