O Diário de Maringá (veja texto abaixo) de 24/09/2008 informa que a Universidade Estadual de Maringá (UEM) está criando cães da raça beagle para experimentos.
AÇÃO URGENTE:
Vamos protestar contra esta prática cruel e ineficiente de pesquisa.
1)Enviem emais protestando contra experimentos em animais para o Jornal Diário de Maringá:  redacao@odiariomaringa.com.br redação (a) odiariomaringa.com.br
2) Cópias para as secretárias do Reitor da UEM Prof. Dr. Décio Sperandio Sras Débora Rodrigues Gomes  drgomes@uem.br drgomes (a) uem.br e Jane Aparecida Rupp Rosa  jarrosa@uem.br jarrosa (a) uem.br
Para reforçar seus argumentos contra a vivissecção (experimentos em animais) vejam estes sites:  http://www.pea.org.br/crueldade/testes/tfotos.htm e  http://www.geocities.com/Petsburgh/8205/
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Cidades | Cobaias | Atualizado Quarta-feira, 24/09/2008 às 19h21
Universidade cria beagles para pesquisas científicas
O porte médio, o peso, o fácil manejo e o temperamento dócil fazem com que os cães da raça sejam utilizados em experimentos e para dar suporte ao ensino acadêmico
Thiago Ramari
 tramari@odiariomaringa.com.br

Eles são dóceis, têm o olhar triste e abanam o rabo, enquanto enfiam os focinhos pelos buracos da cerca, à espera de um afago dos visitantes.
Vários cães da raça beagle - a do personagem Snoopy, dos desenhos animados e quadrinhos - são criados na Universidade Estadual de Maringá (UEM) para servir como cobaias nos mais diversos tipos de pesquisas, como fabricação de medicamentos.
O destino, na maioria dos casos, é o sacrifício dos cães ao final da pesquisa.
O Biotério Central da UEM é o responsável pela criação dos cães, que assim como os ratos, mais tarde serão destinados a experimentos e também para dar apoio ao ensino.
De acordo com a médica-veterinária, coordenadora e responsável técnica pelo Biotério, Vânia Antunes, os beagles são utilizados nessas atividades por serem animais de porte médio, com peso adequado e de fácil manejo.
Ela explica que, desde o acasalamento deles até o fim das experiências, todos os procedimentos são regidos pelalegislação federal vigente, que busca, entre outros pontos, impedir que os animais sofram, incluindo os casos em que devem ser sacrificados.
Apesar de a prática chocar algumas pessoas, Vânia explica que ela é necessária, exigida por diversos órgãos e indispensável para a descoberta de curas para as doenças - a insulina, por exemplo, foi descoberta a partir de experiências com cães.
?A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige que todos os medicamentos sejam testados antes em três espécies de animais?, relata.
Além disso, ela revela que, como os animais no Biotério são criados sob critérios específicos para as pesquisas, evita-se a utilização de vários deles para que a experiência tenha validade no meio acadêmico e aplicabilidade posterior.
?O animal que não é criado da maneira adequada não pode ser utilizado, porque orgão nacionais e internacionais não aceitam.?
Por conta disso, todo o trabalho que cerca os biotérios no País trabalham com a ciência em animais de laboratório, cuidando deles para que não fiquem estressados, por exemplo.
?As pessoas sabem que existe a pesquisa, mas desconhecem a existência de um setor específico estruturado para produzir animais?, comenta Vânia, em relação ao Biotério.
O Comitê de Conduta Ética de Experiência Animal local, da qual Vânia é presidente e uma das integrantes é membro da Sociedade Protetora dos Animais, avalia também as pesquisas, a fim de certificar que os procedimentos adotados estão, de fato, de acordo com a legislação.
A raça
Entre outras características, os cães da raça beagle são conhecidos pelo bom faro que tem. Por conta disso, são utilizados para a caça a outros animais em alguns países.
Em geral, o cão tem entre 33 e 45 centímetros de altura, pesa de 15 quilos a 20 quilos e tem pelagem que mescla as cores branca, preta e marrom.
Fonte:  http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/201639
Cidades | Cobaias | Atualizado Quarta-feira, 24/09/2008 às 19h25
Sociedade Protetora critica uso de animais em pesquisas científicas
Thiago Ramari
 tramari@odiariomaringa.com.br

A Sociedade Protetora dos Animais de Maringá (Spam) não concorda com a utilização de animais para a realização de pesquisas e para dar suporte ao ensino.
Segundo a presidente da Spam, Maria Eugênia Costa Ferreira, a metodologia é ultrapassada e poderia ser substituída. Ela defende que, como existe hoje conhecimento suficiente sobre as substâncias químicas, sabe-se quais delas são capazes de matar antes de ser utilizadas.
Assim, poderiam ser testadas diretamente em pessoas que se predispusessem a participar do experimento. Quanto ao ensino, ela considera que a internet é uma alternativa.
?Não é mais preciso dissecar um animal para ver como é por dentro?, afirma.
?Na Inglaterra, por exemplo, essa prática é proibida.?
Além do mais, ela levanta outro questionamento: será mesmo que os resultados obtidos com a pesquisa em roedores e cães servem para as pessoas?
Para a presidente da Spam, não.
?Isto não é pesquisa avançada e, sim, atrasada.?
Maria Eugênia protesta também contra a repetição de experimentos. De acordo com ela, muitas universidades insistem em realizar pesquisas cujos resultados já foram obtidos por outras instituições. Dessa forma, mais animais são sacrificados - todos desnecessariamente.
?As cobaias são induzidas a ter uma doenças e têm de passar por operações?, afirma.
?Não achamos que isso seja ético.?
 http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/201646