Ao contrário dos Na´vi de Pandora retratados no aclamado Avatar, os Charrua do Rio Grande do Sul existem e lutam pela sobrevivência como comunidade tradicional. Sua luta não é contra os exploradores do filme, mas é por reconhecimento como povo indígena e pelo direito básico à cultura, moradia, saneamento e trabalho digno. Talvez por ser real e dura, a luta destes guerreiros não seja interessante para Hollywood e nem para os produtores gaúchos da série Histórias Extraordinárias da RBS. Nesta produção chamada de ?Os últimos Charruas?, não houve nenhuma palavra sobre a sua existência, num mar de frases sobre o extermínio histórico no Uruguai. A cena do almoço onde ocorreu a traição foi feita com um grupo Guarani local, pago e convencido a fazê-lo pela FUNAI, mesmo contra a vontade expressa dos Charrua. No fim, a frase mensagem "em homenagem ao povo Charrua do RGS", que deveria ser assinada por Custer também, porque os Charrua, para eles, definitivamente não existem.
Para este pessoal, é melhor falar do passado longínquo e ignorar o presente, enquanto assistem e se deliciam com a saga dos Na´vi de Pandora.
Saudações ecossocialistas e indigenistas.
Movimento Ecológico Popular
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