Aos Profissionais e comunidade escolar da EM. Joracy Camargo, da Creche Municipal
Betinho e da Creche Municipal Caracol

No final da tarde de hoje fomos informados que profissionais e alunos da E M Joracy
Camargo, ainda estavam no interior da escola, devido aos conflitos ocorridos no Rio
de Janeiro.

Entramos imediatamente em contato com a Secretaria de Educação. A secretária Claudia
Constin estava em São Paulo, mas fomos atendidos pela sub-secretária Helena Bolmeny.
Cobramos providências urgentes para garantir a saída em segurança dos profissionais
e alunos da escola.

A sub-secretária, após verificar a situação, nos informou que orientou os
profissionais a permanecerem na escola e que o comando da Polícia Militar havia se
comprometido a garantir a segurança dos profissionais e alunos.

Afirmamos que essa orientação não solucionava o problema e cobramos que a SME
solicitasse ao governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública, a imediata
suspensão da operação policial para garantir a saída de profissionais e alunos.

A partir de então acionamos a imprensa e parlamentares (vereadores, deputados
estaduais e deputados federais) para pressionarmos as autoridades e o governo, na
garantia da imediata solução do drama vivido pela comunidade escolar.

No meio da noite, fomos informados que as Creches Municipais Caracol e Betinho, se
encontravam na mesma situação da E M Joracy Camargo.

Continuamos por toda a madrugada, tentando negociar a solução do impasse.

Não há como negar que profissionais e alunos tiveram que passar a noite dentro das
creches por conta desta situação.

Esperamos que os governos não omitam este fato, afinal, quem vivenciou uma madrugada
de pavor foram os profissionais de educação e a comunidade. Exigimos também que
sejam tomadas as providências necessárias para que isto não ocorra novamente.

Recentemente, nosso aluno Wesley faleceu num confronto policial. Por isso não
aceitaremos mais uma política que criminaliza nossos alunos e os trabalhadores.
Para o SEPE, a solução para a violência não é gerar mais violência, e sim, gerar
empregos, salários dignos, moradia, saúde e educação.

Estamos lutando contra o fechamento das escolas do Sambódromo. Afinal, se o governo
Estadual e Municipal querem de fato reverter esta situação, tem que ser contrários
ao fechamento de escolas e a privatização da educação.

Uma nova sociedade se constrói com seres humanos críticos, que tenham acesso ao
conhecimento universal, e não ao conhecimento de métodos precários e impostos. Quem
optou por impor ideologias, hoje está restrito aos mais tristes capítulos da
história da humanidade.

Fruto da nossa pressão a secretaria publicou a resolução 1113. Nela a autonomia das
escolas defini a decisão de fechar as ecolas pela direção. Lembramos que nesses
momentos de conflito as escolas devem permanecer fechadas!

Exigimos respeito aos trabalhadores e o fim da política de criminalização da
pobreza.

Exigimos também que não só a direção, mas toda a comunidade escolar, possa decidir,
de forma democrática, pela abertura ou não, das escolas e creches em situação de
conflito.

Nos solidarizamos com todos os profissionais e a comunidade escolar que sofreram com
este problema.

Qualquer problema, procure nosso sindicato.

Saudações,
Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação/ Regional 4