Maurício considera que o incêndio de veículos gera visibilidade das ações dos criminosos, mas não justifica a reação de guerra que é a atuação da polícia hoje. Ele pontuou que as mortes passaram a aparecer com a reação da polícia.

O pesquisador acredita que os ataques não foram organizados previamente como fazem crer as autoridades. Para o integrante da Rede contra a Violência, as ações na cidade são consequência da política de segurança.

Maurício Campos também considera sensacionalista a cobertura da mídia comercial, porque a situação está sendo tratada como um grande espetáculo. Ele considera as coberturas parciais e afirma que poucos jornalistas buscam ouvir as vítimas ao invés de seguirem apenas a polícia.

?Esse tipo de cobertura da mídia dá margem para que as violações de direitos humanos não apareçam?, conclui Maurício.

Ele citou como bom exemplo de cobertura, o caso de um jornalista de um jornal de São Paulo, o Estadão. Ao invés de ouvir apenas os policias, o profissional foi aos hospitais e verificou que grande parte das vítimas são cidadãos que não estão envolvidos com o conflito, como jovens e idosos. (pulsar)