Propostas bonitas no papel, certamente de acordo com os melhores e mais puros desejos de grande parcela dos ativistas sociais e militantes da esquerda.
Não está na pauta da politica o afastamento dos governadores , a dissolução deste Congresso com o fim dos mandatos dos atuais deputados e senadores,nem é licito a pessoas no seu juizo perfeito, acharem que tais mandatários podem ser sensibilizados á renuncia coletiva dos seus mandatos.
Logo , o que está em questão é apenas e tão somente eleições presidenciais em 2016.
Mesmo isso pressuporia que afastada a presidente Dilma pelo impeachment , o mesmo destino aguardaria o vice Michel Temer e sua "Ponte para o futuro", com tanta cara de passado.
Novamente seria a vitoria do otimismo sobre o bom senso imaginar que tal fato sucederia, abrindo caminho para eleições presidenciais em 2016.
Portanto, destrinchadas á luz da realidade as tais propostas destes setores da esquerda, resta como factível apenas o impeachment.
Como a politica não é feita de resoluções e teses acadêmicas , mas tem que lidar com a realidade, por mais desagradável que ela seja , trata-se portanto da defesa envergonhada do impeachment de Dilma.
Numa das hipóteses menos provável,em que Temer também caísse, teríamos eleições presidenciais em 2016 com a manutenção dos governadores e do Congresso e a inapelável vitoria de uma candidatura dos setores mais duros da direita.
Na outra hipótese, mais provável, teríamos 3 anos de Michel Temer na presidência implantando com bem mais apoio parlamentar e midiático um programa de "ajuste" ainda mais duro, acompanhado de um largo pacote de privatizações.