A operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, investiga a Petrobrás, prendeu vários executivos da companhia e trouxe de volta, para o caixa da Companhia, grande parte do dinheiro roubado. Aliás, a petroleira brasileira é a única, entre as concorrentes, no mundo, que sofre uma devassa interna, o que no futuro vai torná-la mais confiável. Até aí essa operação seria merecedora de aplausos!

Mesmo durante essa Operação, a Companhia com sua força de trabalho, melhorou todos os indicadores: Aumentou a capacidade de refino; passou a ser a primeira petroleira no mundo na produção de óleo, ultrapassando a Americana Exxon Mobil; ganhou pela 3ª vez o ?Oscar? da indústria do petróleo; e o pré-sal, que os inimigos da empresa diziam que estava adormecido no fundo do mar, já produz mais de hum milhão de barris, o suficiente para abastecer juntos todos os países do Mercosul.

Entretanto coisas estranhas acontecem nessa Operação, primeiro porque a grande mídia tenta esconder todas as críticas à operação lava Jato que vão muito além das questões familiares, que registram que a mulher de Sérgio Moro, a advogada Rosangela Moro trabalha para o PSDB do Paraná e para petroleiras estrangeiras, concorrentes diretas da Petrobrás. O Código de Processo Civil brasileiro vigente proíbe esse tipo de relação familiar e coloca como suposto caso de suspeição esse juízo. E mais, há vazamento para a mídia, principalmente a Globo, o tempo todo, parece um reality show, aliás, vazou até para o banqueiro André Esteves. E a grande mídia de forma tendenciosa direciona essa operação tentando destruir a Petrobrás e desgastar o governo federal!

Como se não bastasse, o Lava Jato convocou os procuradores americanos para investigar, no Brasil, a Petrobrás. Justamente os americanos que estão desesperados atrás de nosso pré-sal, porque só tem petróleo para três anos. Há quem diga que Operação quer, com esse convite, oficializar a espionagem!

Um dos principais itens a serem investigados pelos procuradores americanos seria o prejuízo causado pela queda no valor na ação da Petrobrás a investidores estrangeiros. A tese defendida pelos tribunais americanos é de que a culpa na queda das ações da empresa seria da corrupção na empresa. Na verdade a queda das ações da empresa se deu principalmente pelo conluio entre o governo dos EUA e da Arábia Saudita, pois aumentaram sistematicamente a oferta de petróleo no mercado, fazendo cair violentamente o preço do barril do petróleo. Nenhum especialista na área de petróleo, no mundo, previa essa queda, o que reforça a tese da maracutaia dos EUA e a Arábia Saudita. Isso para prejudicar países produtores de petróleo, principalmente a Rússia, Irã, Venezuela e Brasil!

Não podemos nos esquecer que o juiz Moro recebeu prêmio do governo americano.
Mas o que salta ainda aos olhos da sociedade é a blindagem da Força Tarefa da operação Lava Jato ao PSDB, apesar das diversas citações em delação premiada dos parlamentares tucanos e do governo de Fernando Henrique Cardoso na Petrobrás. No caso do governo de FHC, na Petrobrás, a coisa se torna mais escancarada, pois o mesmo reconheceu a corrupção na empresa em seu próprio livro ?Diários da Presidência?.


E mais, o que torna a operação lava Jato mais suspeita ainda é o fato de o juiz chefe da operação ter ganho o prêmio ?personalidade do ano da Globo?, a mesma Globo que se juntou ao governo de FHC na tentativa frustrada de privatizar a Petrobrás, comparando a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás. A recente história da Petrobrás é a grande resposta à Globo e ao PSDB!

Essa ligação da Lava Jato, PSDB e Globo é altamente prejudicial a Petrobrás e ao Brasil! Não podemos nos esquecer de que, se dependesse da Globo e do PSDB, a festa da descoberta do pré-sal seria no Texas ou em algum país europeu.

Lembremos que o Wikeleaks interceptou a troca de mensagem entre o candidato tucano derrotado à presidência, em 2009, José Serra, do PSDB, prometendo favorecer a petroleira Americana Chevron. Derrotado nas eleições, Serra retorna agora, no Senado, com a PLS 131/15, com o mesmo teor favorecendo as petroleiras estrangeiras em especial a Chevron, em prejuízo da Petrobrás. É claro que, quanto mais desvalorizada a Petrobrás, mais barata vai sair para a Chevron, daí o interesse em desmoralizar a Companhia!

Se dependesse do Moro e da Lava Jato a investigação aos tucanos nunca aconteceria!


Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2015

OAB/RJ 75 300
End.: Praia do Flamengo nº 100, apto. 905, CEP 22210-030;

Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

 http://emanuelcancella.blogspot.com.