Facebook, canalhice e religião:
Haroldo Pacheco da Silveira Santos

As redes sociais podem ser piores que a mídia convencional, inclusive porque absurdos desta última às vezes são reconhecidos como tais mais rapidamente.
Eu era fã da Ciça Guimarães mesmo sabendo que ela fizera aborto. Procuro não misturar certas coisas e não sou tão intolerante quanto pode ter parecido. De repente a Ciça disse na TV que ela e mais alguns eram canalhas mas usou a expressão ?Nós somos todos canalhas.? A quem se refere esse nós? Mesmo que seja só aos cariocas ou aos artistas da Globo é uma generalização injusta. Como seria uma generalização injusta afirmar que a TV só tem porcaria ou que todo brasileiro erra muito por adorar frases de efeito ou que todo petista é safado ou idiota. Alguém não é canalha só porque repetiu um erro ou teve diversos tipos de erros ou tem algumas fraquezas. Geralmente a corrupção do brasileiro começa na infância quando recebe recompensas após ir à lavagem cerebral da missa mas alguns escapam disso.
Que canalhice está muito associado com religião e com política me parece algo tão evidente que não me alongo aqui sobre isso e passo diretamente ao assunto que me fez escrever hoje.
Já percebi que o Facebook pode levar a muita perda de tempo e a muitas ilusões. Mas ele pode também ser útil por exemplo para quem deseja reencontrar algumas pessoas.
Meu último perfil de Facebook sumiu alguns dias após eu ter recomeçado a pensar em eliminá-lo mas não fui eu quem o tirou do ar. Tenho outros perfis de Facebook na Internet que não consigo acessar porque perdi as senhas deles. Por eu ter sido muito perseguido por petistas trocava minhas senhas às vezes mais de duas vezes por semana.
O motivo de ele ter desaparecido não sei. Pode ter sido o fato de ter exposto alguém ou raqueamento ou algum comentário a respeito dos catarinas ou dos francisquenses ou alguma opinião minha a respeito de algum assunto. Sou do grupo que no Brasil abrange uns 2% da população com mais de 15 anos ? os kardecistas sem religião, que procuramos manter a mente aberta e acompanhar o desenvolvimento científico enquanto temos alguns dogmas no sentido filosófico. Grupo este às vezes não compreendido por outro grupo de tamanho semelhante ? o dos kardecistas que entendem o kardecismo como uma religião específica.
O fato é que comparado com milhares de outros perfis meu perfil de Facebook representava um posicionamento muito independente, era lido e comentado por várias pessoas, era honesto sendo transparente demais algumas vezes, tinha alguns conteúdos muito interessantes, uma lista extensa dos melhores filmes que assisti e dos melhores livros que li, tinha um nível muito bom dos integrantes da lista de amigos (eram mais de 230), tinha fotos diversas, tinha alguns contatos úteis para diversas coisas do meu cotidiano incluindo negócios e também utilidade pública envolvendo inclusive bichos desaparecidos. Além de piadas, cultura geral, notícias, sofismas e canalhices de alguns líderes kardecistas, lembranças e esclarecimentos. Era útil para mim porque não tenho telefone celular.
De repente fui excluído e quem ganhou com isso foram principalmente os superficiais e as pessoas que se escondem atrás de um rótulo religioso.*******************
Curitiba, 21 de dezembro de 2015.
P. S. - Como diz aquela música, apesar do PT amanhã há de ser outro dia.