Embora a jurisprudência dominante tenha sedimentado o entendimento de que o óbice para a alienação por preço vil seja o disposto no art. 620, do CPC, o certo é que a referida alienação é, paradoxalmente, a forma de execução menos onerosa para o devedor. Tal alienação não seria a forma de execução menos gravosa para o devedor se, e somente se, o juiz tivesse priorizado um lance inferior em detrimento do maior lance, ou, o que daria no mesmo, se ele tivesse preterido o maior lance em benefício de lance menor, hipótese em que ele infringiria o disposto no art. 692, caput, do CPC.

Portanto, não é por não ser a forma de execução menos gravosa para o devedor, muito pelo contrário, mas a fim de não acarretar o enriquecimento sem causa do arrematante, que a alienação por preço vil é vedada pela ordem jurídica.