Em tom acusatório, a folha de São Paulo promove a união de seguranças particulares de colégios particulares de Higienópolis e apontam irresponsávelmente a escola pública da região:
Na matéria "Onda de assaltos a estudantes une colégios de Higienópolis" retirada de: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2703200809.htm
"Seguranças do Sion, Rio Branco e do Renascença trocam informações sobre suspeitos.
Alunos contam que são abordados na avenida Higienópolis por grupos de jovens que levam aparelhos celulares, MP3 e iPods
Seguranças em frente ao portão do Colégio Sion, em Higienópolis
PAULO SAMPAIO DA REPORTAGEM LOCAL
Uma onda de assaltos a alunos de escolas de Higienópolis (centro de SP) levou três delas a se reunirem para montar um sistema interligado de segurança, com o apoio da Polícia Militar. O encontro foi no Colégio Sion, com a participação do Rio Branco e do Renascença. Na reunião, a PM se dispôs a orientar as seguranças particulares e a reforçar o policiamento.
Em uma incursão pela avenida Higienópolis na hora da saída dos alunos, a Folha verificou que vários já haviam sido assaltados. Pelos relatos, os assaltos são realizados por grupos de jovens que levam aparelhos celulares, MP3 e iPods.
Ana L., 16, do 2º ano do ensino médio no Rio Branco, conta que voltava para casa há três semanas quando foi interpelada na esquina da avenida Higienópolis com a rua Itacolomi por um grupo de três meninas e um menino que pediam informações.
"Enquanto as três me distraíam, o menorzinho enfiou a mão no meu bolso para levar o MP3, mas eu segurei. Aí apareceram dois maiores dizendo: "O que está acontecendo aí?" Então eu vi que ia ter de entregar." Ricardo B., 16, do Sion, foi seguido por um grupo de "caras grandes" que estava dentro do shopping Pátio Higienópolis: "Eles me pediram R$ 1, eu dei, mas ainda levaram uma pulseira e um colar".
A segurança do shopping diz que não há registro de assaltos no local. A PM informa que ouviu relatos de casos ali.
A coordenadora de marketing do Sion, Luiza Spessoto, explica que "os seguranças [particulares das escolas] não agem mais pensando apenas na calçada em frente, mas na região toda". "Eles estão equipados com rádio para avisar quando há suspeitos na área."
Na Cultura Inglesa, a gerente Isabella Lima diz que houve registro de alunos assaltados, mas só moradores da região. "O que me comunicam é que os assaltantes têm entre 15 e 18 anos, chegam junto e dizem "Passa o celular", ou o iPod. Alguns assaltam de bicicleta."
O comandante da PM para a área central, Álvaro Camilo, explica que a abordagem desses assaltantes é tranqüila "para não despertar desconfianças". "Em geral, eles se vestem como os alunos das escolas." Camilo diz que reforçou o patrulhamento feito por policiais à paisana na área, intensificou a ronda escolar na região e orientou os seguranças a não despertar pânico em caso de assalto. "É para comunicar só a escola ou a polícia." Ele diz que o resultado tem sido positivo.
Escola rica x pobre
Muitas vítimas afirmam que os assaltantes são alunos da escola estadual Professor Fidelino Figueiredo, que fica na rua Imaculada Conceição, a cerca de quatro quarteirões do shopping. "Todo mundo sabe que tem um pessoal no Fidelino que sai da aula e sobe [para a avenida Higienópolis "para assaltar", diz Renata, 17, do Rio Branco, assaltada duas vezes. A diretora do Fidelino não quis falar com a Folha. A Secretaria da Educação do Estado diz que não há queixas ou registros de ocorrências de furtos por parte de vítimas ou pais.
Os alunos da escola estadual reagem: "A "bomba" sempre estoura do lado mais fraco. É o pessoal da escola rica acusando o da pobre", diz Débora,14.a
"Mas peraí, gente, vamos falar a verdade aqui: todo mundo sabe que o negócio [na Fidelino] é brabo. Tem isso [assalto], sim, e alguns deles [alunos que praticam o delito] não fazem a menor questão de esconder.Falam mesmo", afirma Daniela, 15, que estuda na sala de Débora e já teve o MP3 furtado dentro da mochila, na escola. Rafael, 15, diz que "existe uma espécie de facçãozinha". "A maioria fica na frente da escola quando acaba a aula, encostada no muro do outro lado da rua. Não sei nem se eles mexem com droga", diz.a
A Folha vai até o muro em frente à escola, para conversar. À princípio, eles se queixam do preconceito: "Só porque é escola estadual?", pergunta Marina, 15. Mas ela mesma continua: "Claro que existe isso [assaltante], não dá pra omitir."
A Secretaria Estadual da Segurança Pública informa que no 77º DP, que atende a área, não há registros de ocorrências ou denúncias da ação desses grupos de assaltantes adolescentes. E que, por isso, não se temfeito investigações específicas a respeito. "
Na matéria acima além da irresponsabilidade, os falsos testesmunhos de supostos alunos são requintes do jornalista Paulo Sampaio, morador da região.