Caro Presidente da Cooperativa BANCOOP Sr. João Vaccari,


Hoje foi veiculada matéria em O ESTADO DE SP (abaixo segue matéria na íntegra) no qual o Sr. chamou os seus Cooperados de INADIMPLENTES deste modo cabe à nós informarmos ao Sr. que INADIMPLENTE é a cooperativa que o Sr. dirige, pois há tempos, a maioria de nós já qitou as suas obrigações com a Cooperativa e os que não quitaram e que pararam de pagar, estão amparados por Liminares, Medidas Cautelares e Ações Civis. Alias lembro-lhe que inúmeras pessoas receberam o direito de terem o seu dinheiro de volta ou por acordo ou "debaixo de vara" e até agora a Cooperativa não honrou com estes pagamentos. Devido a isto Sr., não somos inadimplentes como o Sr., seus Diretores e os seus defensores apregoam entre quatro paredes ou através da mídia.


É inadimissível que o Presidente de uma das "maiores" Cooperativas do País, uma pessoa que teve a vida permeada na luta pelos direitos mais básicos dos trabalhadores, venha à público dizer que um grupo de 3.000 famílias não passem de simples inadimplentes.

Por N motivos já noticiados na mídia e por mais este informamos ao Sr. que não existe há muito tempo uma relação de confiança entre Presidente e Associados/Cooperados/Consumidores e deste modo exigimos a pronta DISSOLUÇÃO DA ATUAL DIRETORIA e a sua consequente RENÚNCIA!

No aguardo,

COOPERADOS/CONSUMIDORES ADIMPLENTES DA BANCOOP






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O ESTADO DE SP 02/07/2008


Cooperados requerem intervenção na Bancoop

Mutuários acionam Conselho Superior do Ministério Público alegando perdas por gestão temerária.

Fausto Macedo

Intervenção na Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) foi requerida ontem por mutuários que alegam perdas "devido a comprovação de gestão temerária" na entidade, fundada há 12 anos por um núcleo do PT. O pedido foi entregue ao Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, colegiado formado por 11 procuradores, sob a presidência do procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira.

Os cooperados pleitearam medidas do conselho para evitar a homologação de um acordo na Justiça que, segundo eles, favorece a Bancoop. O pacto já foi assinado pela direção da cooperativa e representante do Ministério Público, mas ainda não foi sancionado pela 37ª Vara Cível, onde tramita ação judicial.

Dispostos a mostrar o grau de preocupação e inquietação, cerca de 150 mutuários fizeram manifestação na frente do prédio-sede da Procuradoria-Geral, na Rua Riachuelo, centro da cidade. Teve apitaço e homens e mulheres com nariz de palhaço. Faixas e cartazes, pela intervenção, foram estendidas. Manifestantes, acompanhados de advogados das associações que os representam, foram recebidos pelo conselho, que designou o procurador Paulo Mário Spina como relator do caso.

Os cooperados sugeriram uma "intervenção compartilhada" na direção da Bancoop, que seria assumida por advogados e diretores das entidades, com procuradores do Ministério Público. Argumentaram que investigações da promotoria criminal comprovam a gestão temerária da cooperativa. Também destacaram que o promotor José Carlos Blat enviou relatório à Assembléia Legislativa, apontando a ação de "uma organização criminosa" na Bancoop, envolvendo dirigentes e ex-dirigentes da instituição.

Informaram também aos integrantes do conselho que já existem 255 decisões judiciais "contrariando os desmandos da atual diretoria". Selecionaram 97 sentenças que, segundo eles, reconhecem a legitimidade dos seus pedidos. Afirmaram aos procuradores-conselheiros que são milhares de famílias "reféns de uma administração problemática".

REAÇÃO

O presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, repudiou a ofensiva dos cooperados e a eles atribui inadimplência. "As pessoas que estão fazendo essa manifestação são cooperados que devem e não querem pagar, por isso pedem intervenção", declarou Vaccari, por meio da sua assessoria.

O dirigente da cooperativa afirmou que a Bancoop está cumprindo fielmente o que determinam o termo de adesão e a lei do cooperativismo. "Quem deve tem de pagar, a Bancoop está apenas acatando decisões judiciais, inclusive quando move ações de reintegração de posse."

O advogado Pedro de Abreu Dallari, que representa a Bancoop nos autos da ação da 37ª Vara Cível da Capital, sustenta que o acordo celebrado com o Ministério Público "resulta de procedimento pautado por absoluta lisura e respeito aos marcos legais e tem o mérito indiscutível de dar tratamento adequado às controvérsias em torno da administração da cooperativa". Ele entregou ao conselho do Ministério Público documentos sobre o acordo, que beneficiaria "todos os cooperados".


 http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080702/not_imp199125,0.php