Rio de Janeiro-RJ: Marcada nova audiência para Rafael Braga

Rio de Janeiro-RJ: Marcada nova audiência para Rafael Braga

Abril 12, 2016 - 00:00
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Neste terça-feira, 12 de abril, dezenas de manifestantes se reuniram na frente do Tribunal de Justiça, no centro do Rio de Janeiro, para acompanhar a audiência de instrução do caso de Rafael Braga. A concentração começou por volta de meio dia, e o ato seguiu até o final da audiência, aproximadamente 16 horas.

Rafael Braga foi preso durante uma grande manifestação em Junho de 2013, portando uma garrafa de plástico de Pinho Sol. Cumpria pena em regime aberto no começo desse ano, quando foi novamente abordado por policiais militares enquanto ia comprar pão próximo à casa de sua mãe, na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio. Uma testemunha da cena alega que viu Rafael ser espancado pelos policiais e levado.

Ao ser abordado pelos PM's, Rafael usava uma tornozeleira eletrônica cuja função é o monitoramento de presos em regime aberto.

Haviam seis policiais militares - dois participariam da sessão - envolvidos na prisão de Rafael, todos trabalhando na UPP da Vila Cruzeiro. Na audiência apenas um foi ouvido. Devido ao estado de saúde do outro policial que participaria da sessão (cujo encontra-se baleado), foi marcada uma nova audiência para o próximo dia 11.

Segundo a defesa, várias contradições foram identificadas no depoimento dado pelo policial militar presente na audiência quanto ao momento em que Rafael sofreu a abordagem. O relato do PM também entra em confronto com o relato da testemunha ocular da cena, que diz tê-lo visto sozinho ao ser enquadrado.

Segundo o PM, eles haviam recebido denúncia de um morador de que havia venda de drogas no local em que encontraram Rafael. No primeiro depoimento, disseram ter encontrado apenas Rafael. Já na audiência foi dito que haviam mais duas pessoas, as quais correram ao ver a aproximação dos policiais.

O policial falou ainda que no momento ocorria uma operação na comunidade, fato que difere de seu primeiro depoimento, no qual afirmava se tratar de um patrulhamento de rotina. A defesa pediu ainda liberdade provisória ou o relaxamento de prisão, cabível pela falta de provas no caso.

As ações em apoio a Rafael continuarão acontecendo, visto que o objetivo é a liberdade imediata do mesmo.

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