Em Plena Pandemia, Polícia Despeja Famílias de Ocupação no Centro do Rio

Em Plena Pandemia, Polícia Despeja Famílias de Ocupação no Centro do Rio

Maio 21, 2020 - 20:19
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Imagens cedidas pelo MaisAmor MenosCapital.

Na tarde desta quinta-feira, dia 21, a Polícia Militar despejou famílias que ocupavam um casarão na Cinelândia, no centro da cidade. Três pessoas foram conduzidas para a delegacia na ação. Houve covardia e truculência por parte dos policiais na ocasião.

Chega a ser absurdo pensar que em meio a uma pandemia as preocupações do Estado estão em despejar famílias pobres que haviam encontrado um lugar para morar. A ocupação do Casarão começou alguns dias atrás e já foi atacada. Agora estas famílias foram jogadas na rua pelo braço armado do governador Wilson Witzel em pleno período de isolamento social. Não é contraditório? Isso para não dizer cruel e desumano.

Além de serem jogadas na rua, as famílias ficaram impossibilitadas de retirarem seus pertences do local antes do trancamento da ocupação pela Polícia. Portanto, grande parte das pessoas perderam tudo.

É necessário cobrar do Estado a suspensão imediata de ações de despejo! O governo não pode tratar as pessoas como se não fossem nada. Precisamos fortalecer a solidariedade de classe nesse momento, construir redes de apoio mútuo entre os nossos para sobreviver a esse período, e isso significa colocar-se em postura de enfrentamento com um Estado que não apenas nega auxílios básicos ao povo como também reprime as iniciativas populares de enfrentamento da crise.

Ontem à noite, mais uma pessoa foi assassinada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, dessa vez na Cidade de Deus. Um homem de 18 anos, durante uma ação de entrega de cestas básicas que ocorria na comunidade. Hoje, dia 21, mais uma vítima da violência policial. Desta vez um rapaz morador do morro da Providência, no Centro, foi assassinado quando voltava do trabalho no momento que a PM entrou na comunidade.

Desde sexta-feira, o número de assassinatos cometidos pela Polícia Militar só no Rio de Janeiro já chegou à 15. Desde terça, 3 pessoas morreram, o que nos dá uma média de uma pessoa assassinada diariamente pelo braço armado do Estado. Trata-se de um verdadeiro genocídio.

Já precisamos lidar com o medo de perder nossos entes queridos em uma pandemia global provocada pelo Coronavírus, e também precisamos nos preocupar em perder nossos entes queridos nas ações desastrosas da Polícia Militar. É de extrema urgência a suspensão de qualquer tipo de operação policial em comunidades imediatamente pelo governo do estado do Rio. Também é necessário vetar qualquer ordem de despejo.

Necessitamos de solidariedade, apoio e auxílio, e o Estado não consegue entender isso.

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