Rio de Janeiro – RJ: Marcha Antifascista é reprimida na Lapa

Rio de Janeiro – RJ: Marcha Antifascista é reprimida na Lapa

Maio 14, 2017 - 00:02
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Para este sábado, dia 13 de maio, houve o chamado nacional para a Marcha Antifascista, evento que ocorreu também ano passado e que reúne todas as pautas da militância autônoma antifascista em uma manifestação. No Rio de Janeiro, a concentração foi às 16 horas, na Cinelândia, e o ato terminou na Lapa sob bombas de efeito moral e spray de pimenta.

O ato ocorria pacífico desde sua saída, por volta de 18 horas. Manifestantes fizeram paradas ao passar pelo Clube Militar Central, próximo ao Cine Odeon – onde gritaram palavras de ordem contra a ditadura militar e pedindo justiça aos/às mortos/as no regime – e na embaixada norte-americana, onde ecoaram gritos contra o presidente Trump, quem compactua abertamente com as ideias nazi-fascistas e prega uma política extremamente xenófoba.

Após as intervenções, a manifestação seguiu, sempre sendo acompanhada de perto por dois cordões policiais, até os arcos da Lapa. Alguns motoristas de ônibus piscaram faróis e acenaram, concordando com o ato. Um ônibus com estudantes da UFF parou em um sinal e os estudantes demonstraram apoio cantando junto com os manifestantes as palavras de ordem.

Ao chegar aos arcos, onde o ato encerraria-se pacífico, a Polícia Militar provocou um tumulto ao empurrar alguns manifestantes e terminou o ato em repressão violenta com o uso de bombas de efeito moral e gás de pimenta. Pessoas que nem mesmo estavam na manifestação passaram muito mal devido à grande quantidade de gás lançado pela PM.

Em um estabelecimento próximo aos arcos, manifestantes juntaram-se à frequentadores e trabalhadores para abrigarem-se das bombas. Enquanto tudo ocorria, um rapaz que trabalhava no local criticou a truculência da PM com a manifestação e citou as cotidianas operações policiais em sua comunidade, enfatizando a violência e a crueldade com que a polícia invade as comunidades na cidade, e dizendo que a classe pobre sempre sofre com essa mazela.

No ponto de ônibus da rua Mem de Sá, mais pessoas se solidarizaram com os manifestantes. Uma mulher afirmou estar passando pelo local e ver a Polícia Militar atacando uma manifestação pacífica covardemente.

Ninguém ficou gravemente ferido, e não houve detidos.

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